The Crown – 1×03 – Windsor

Foto: Alex Bailey/Netflix

Imagem: Alex Bailey/Netflix

 

Com a morte do rei, Elizabeth está no poder agora. A trama começa a adquirir um tom bastante sério, com os conflitos começando a vir a tona num cenário extremamente politico e poderoso, o que é o intuito da série e está fazendo maravilhosamente bem. Desta vez, sem o envolvimento emocional profundo dos espectadores como fez com “Wolferton Splash” e “Hyde Park Corner”.

Um personagem bastante interessante foi introduzido neste terceiro episódio, o irmão desonrado do rei, responsável pela crise da abdicação em 1936, onde abdicou do trono após a morte de seu pai o rei George V, para casar-se com Wallis Simpson. Apesar do claro protagonismo de Elizabeth neste episódio, Edward, o duque de Windsor, rouba os holofotes, com uma bela atuação de Alex Jennings. Apresentando uma figura insolente e rejeitada pela família real, exigindo pensão, mas que deixa um mistério grande a cerca de seu personagem e faz-nos pensar se é deveras tão desagradável e podemos confiar nele. Afinal, sua justificativa sempre foi o amor.

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Dois personagens que eu não falei até então, Margareth (Vanessa Kirby), a irmã de Elizabeth, e seu amante Peter, homem casado e com filhos. Eles vêm mantendo um romance mostrado desde o primeiro episódio. Após a morte do rei, Peter decide continuar a serviço da família real pela amada, mesmo sabendo que isso resultaria no fim de seu casamento. O casamento chegou ao fim neste episódio e acompanhamos uma Margareth ansiosa pelo divórcio e uma possível nova união.

A coroa começa a mostrar seu peso a Elizabeth, forçando-a a tomar decisões sérias e decisivas para seu reinado, como a escolha do nome da família real a partir de então. Seu marido Philip a questiona sobre o fato de manter o sobrenome Mountbatten e não morar no Palácio de Buckingham, com quem concorda inicialmente. E ao contrário de muitos, eu não aprovo as palavras de Philip para ela, entendo sua frustração de ter a vida toda resumida a ser o marido da rainha e sem muitas aspirações, mas isso um dia aconteceria e seu apoio é que deveria representar eles estarem juntos. Cedo ou tarde ela herdaria o trono, apenas precisaram lidar com isso precocemente.

Mas, após uma serie de conselhos, inclusive do primeiro-ministro Winston Churchill, com quem teve dois encontros no episódio atuando muito bem, fazendo o espectador acompanhar através dos seus olhos o drama e o fardo de ser rainha, Elizabeth tem um crescimento bastante significativo, deixando de lado a esposa, para dar lugar a rainha Elizabeth II, mantendo o nome Windsor a sua Casa e mudando-se com sua família para o Palácio Buckingham. O povo precisa de sua confiança e liderança, a coroa sempre deve vencer!

A serie está fazendo um trabalho muito bom, onde pessoas comuns acompanham os bastidores do grande poder e responsabilidade de uma coroa, nos fazendo não desejar mais que nossas vidas comuns. O peso de uma, entre muitas coisas nos faria perder sobretudo, o fôlego.

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