The Crown – 1×08 – Pride & Joy

Imagem: Netflix

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“Estou cercada por pessoas que acham que poderiam fazer melhor. Pessoas fortes, de personalidade forte, líderes naturais, talvez mais aptos a tomar a frente e deixar sua marca. Mas, para o bem ou para o mal, a coroa pousou na minha cabeça.” Rainha Elizabeth.

No drama de “Pride & Joy”, o palco está montado para uma disputa de ego entre irmãs. E eu pude confirmar que a princesa Margaret ainda não tem a capacidade de discernir e entender a diferença entre a irmã e rainha Elizabeth. Não podendo aceitar o fato de que se tornou a Rainha, e não ela. E a trama vem fazendo o que ela deveria fazer/faz Margaret parecer mau, porém, bastante humana, atraindo um grande número de fãs.

Com a excelente atuação de Claire Foy como Rainha, sendo protagonista e colocando os interesses da Coroa sempre a frente, os conflitos constantes de Elizabeth também passam a ser nossos e nos fazem compartilhar de seus ideais, defendendo sua maneira discreta, porém, correta e firme de se posicionar. Os constantes confrontos entre as irmãs durante o episódio não o fazem o melhor, mas é bastante interessante, tornando um desses confrontos uma das melhores cenas.

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Elizabeth conseguiu um homem e uma posição dignificante, enquanto Margaret não pode estar com Peter porque Elizabeth e os interesses reais estão impedindo-a. Ela não deixa Margaret ser feliz, a irmã é a culpada de tudo isso. Esse é um padrão interessante na mente de Margaret, que começamos a compreender melhor. E que quando transposto para atitudes, se torna insolente e irresponsável, como acompanhamos em varias cenas durante o episódio, em que coloca a rainha em situações desconfortáveis e irritantes. Sem dúvidas Margaret foi agraciada com um brilho maior, mas como enfatizado neste episódio, se tratando da Coroa não deve existir individualismo e nem personalidade, nem mesmo o monarca deve ofuscar seu brilho.

Eu sinto muito por Margaret tanto quanto eu sinto muito por Elizabeth. Eles foram ensinados a serem perfeitos, mas têm fraqueza em suas vidas. E a parte triste é que neste mundo ninguém quer uma família real fraca. Ótimos desempenhos, ambas são talentosas e belas atrizes.

Enquanto isso, acompanhamos a Rainha-Mãe em momentos que se mostra extremamente esgotada e sensibilizada com todas as perdas que teve que lidar, se exilando na Escócia, onde parece querer um tempo longe de exigências reais. Por tempo menor do que esperado, mas que rendeu cenas lindas na costa escocesa, onde se mostra interessada por um castelo à venda. Portanto, acredito que veremos menos da Rainha-Mãe a partir de agora, dada a cena linda de fechamento do episódio.

Philip e a rainha embarcam em uma turnê diplomática num momento crucial para todos, que se torna extremamente exaustiva, mas que é cumprida com esmero. A fadiga é grande e afeta o casal, que entra em conflito.

Apesar de discordar dos cruéis ataques a sua esposa durante uma discussão, eu acho que posso entender Phillip melhor do que venho feito. Ele está constantemente lutando contra si mesmo. O velho Phillip e o Phillip cujo trabalho é amar e proteger Elizabeth, e consequentemente a Coroa. Mas ainda assim, como Margaret, precisa entender que Elizabeth tem deveres. Ele particularmente gosta de pensar que a vê como uma rainha, mas tudo o que vê é sua esposa com uma coroa. Há uma diferença.

Fomos contemplados com uma cena da rainha surtando, e eu ri muito com isso. Me faz pensar que se até a Rainha perde as estribeiras com o marido e sai atirando as coisas pela casa, eu também posso ser “aloka” de vez em quando. Com tudo isso, podemos sentir que a pressão de governar a família é tão difícil, senão pior, que governar um império.

Elizabeth está se tornando uma monarca melhor a cada dia, e tem sido um prazer acompanhar. Estou apaixonada por The Crown. Bom trabalho, Netflix.

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