The Crown – 1×10 – Gloriana [SEASON FINALE]

Foto: Netflix

Imagem: Netflix

 

Chegamos ao último episódio da primeira temporada de “The Crown”, que se mostrou excelente em vários aspectos, como eu já frisei em quase todos os episódios até então. Espero ansiosa que essa produção, a propósito, com excelentes atuações, seja indicada a prêmios. E o meu sentimento é de perda temporária, eu adoraria não esperar tanto por uma segunda temporada.

O episódio final acompanha o drama de Margaret e Peter Townsend (Ben Miles), agora desenrolando para um desfecho. E apesar de amar a série, esse casal foi uma coisa que me incomodou. Acredito que o romance poderia ter sido melhor explorado e desenvolvido. Para mim, não foi o suficiente para que realmente criasse apreço por Margaret e Peter juntos. E uma vez que a conexão não é sentida, Margaret só se torna repetidamente irritante quando coloca sua irmã em situações impossíveis e, em seguida, deixa de sentir empatia com seu dilema.

Continua após a publicidade

Como era de se esperar para o fim do episódio, Elizabeth se encontra em uma posição onde precisa encontrar uma solução para um problema. Onde precisa colocar a Coroa acima, protegendo seu reino e deixando que Elizabeth Regina, a Rainha, seja sua personalidade, “Esquecendo Elizabeth Windsor agora. Agora somente Elizabeth, a Rainha.”. Margaret completou 25 anos e Elizabeth precisa cumprir sua promessa para com sua irmã, de deixá-la se casar com Peter, que volta de Bruxelas conforme o combinado. Bom, nem todos as cartas estavam na mesa e nem tudo se resolve como imaginado. Articuladores visando um adiamento do problema esconderam certas formalidades de Sua Majestade e Margaret não pode se casar com Peter, um homem divorciado. Apesar de serem novos tempos após um evento similar que resultou na abdicação, o conservadorismo ainda predomina e certas regras não devem ser quebradas, a menos que a Coroa seja ameaçada.

Com uma cena no inicio do episódio, entendemos que Elizabeth se sente no dever de ir contra suas responsabilidades reais para cumprir uma promessa a seu pai, de nunca deixar que nada e nem ninguém fique acima da relação fraternal entre as duas irmãs. E devo dizer, acho adorável e extremamente importante. Que fardo pesado a coroa. Uma gaiola dourada para todos. Eu costumava pensar que eles tinham sorte, agora eu só posso admirá-los e respeitá-los.

Foto: Arquivo Pessoal

Imagem: Arquivo pessoal

Acontece algo improvável, mas decretório para a decisão de Elizabeth. Ela resolve se aconselhar com seu tio Edward, que abdicou do trono por amor e escolheu o exílio. Ela decide por fim, em uma prudente e difícil escolha, não ir contra a lei e os costumes e defender a Coroa, não aceitando o casamento de Margaret e Peter. Um fato triste, mas compreensível, onde nós também já aprendemos a lição “A Coroa sempre deve vencer.” Peter anuncia o fim do relacionamento aos jornais que ofereciam total apoio ao simpático casal, em uma cena comovente. Margaret, como somos capazes de imaginar, diz que nunca será capaz de perdoar sua irmã por isso. Eu entendo, Elizabeth. Quando se é chefe de um país, as escolhas não fazem parte de seu interesse particular, tem de se fazer o que é melhor para todos, ou a ruína se instala. Uma das escolhas mais difíceis que ela teve de tomar, sendo firme e soberana, colocando sempre o dever diante da família e do amor, diante de sua irmã. Mas ainda assim, sinto-me profundamente triste por Margaret.

Phillip, Phillip, esperamos que você possa compreender a atitude de sua esposa, a Rainha, para com sua irmã e aprender com isso, ‘Dever sobre o amor’. Que em sua viagem de cinco meses afastado de Elizabeth tenha tempo para curar seu ego masculino ferido e torne-se um companheiro à altura de sua Rainha. Adoramos você e ainda mais a Rainha, portanto, ver o casal em uma jornada dura se apoiando seria ainda mais glorioso.

No governo, as coisas não estão nada bem para a Rainha e nem para seu país. Churchill já faz falta como primeiro-ministro. Acompanhamos agora um primeiro-ministro frágil, inclusive de saúde e com uma capacidade duvidosa para resolver assuntos internacionais, permitindo que a crise de Suez aconteça. Aguardaremos ansiosos pela continuidade dessa incrível produção, que aliás, gostaríamos que fosse para “ontem”.

Quando acompanhamos um show com uma fotografia que nos deixa maravilhados, um crescimento enriquecedor de quase todos os personagens e um roteiro que realmente vale a pena, nos tornamos mais exigentes, percebemos coisas que até então deixamos passar despercebido, querendo mais lindezas assim. E a grande verdade é que nos apaixonamos. Portanto, linda Coroa, não demore a voltar a brilhar em nossas telas. Por ora, obrigada por fazer eu me apaixonar, Netflix. God Save the Queen!

Avatar

No comments

Add yours