The Defenders – 1×01 – The H Word

Imagem: Netflix/Divulgação

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Todos as lutas de corredor nos levaram a esse momento. A reunião mais esperada do ano!

Quando a Netflix anunciou sua parceria com a Marvel e o projeto de quatro séries solo (Demolidor, Jessica Jones, Luke Cage e Punho de Ferro) e uma que reuniria os quatro personagens (Os Defensores), os fãs ficaram loucos e ansiosos pelo material que seria preparado.

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Em abril de 2015, foi dada largada com a série Demolidor e foi muito bem sucedida sendo elogiada pelos fãs e pela crítica especializada. Apesar de gostar do filme de 2003, uma época sem muitas ambições em filmes do gênero a Netflix conseguiu apagar o que já tínhamos visto e nos apresentou um herói mais humano e mais crível. Logo depois, em novembro do mesmo ano, surge a surpreendente Jessica Jones. Pouco conhecida do grande público, ela conquistou o público por sua personalidade e atitude. É uma badass com falhas trágicas e autodestrutiva. Uma trama com ótimo vilão e uma ótima atriz no papel principal. Já em setembro de 2016, Luke Cage veio cheio de expectativas e sua trama arrastada dificultou fisgar o expectador. Apesar disso, entrega uma boa temporada com vilões interessantes e bons momentos, principalmente com Claire. Em março desse ano, o último defensor foi apresentado, Punho de Ferro. E de fato se fizer um ranking das melhores séries a ordem seria respectivamente a de seus lançamentos. Punho sofreu com uma trama similar a de Arrow, um ator com pouco ou sem nenhum carisma e uma narrativa muito parada. Na reta final da temporada, é possível criar esperança de uma segunda temporada mais promissora. E eis que tudo isso nos levou a esse momento, uma série/evento que reúne todos eles para salvar New York!

The Defenders começa exatamente de onde nós os vimos pela última vez. Danny e Collen estão caçando membros do tentáculo, e ele ainda continua perturbado por seus traumas. Já na abertura aparece em confronto com uma adversária desconhecida, mas muito familiar a nós, Elektra. Jessica agora é mais conhecida e seus serviços mais requisitados, desde que derrotou Kilgrave e salvou várias vidas. Isso de certa forma a irrita. É a mesma grossa e desbocada que conhecemos. Luke sai da prisão pronto para recomeçar sua vida, derrotar Mariah e retomar seu romance com Claire. E Matt, desde que revelou sua identidade à Karen Page e abandonou o traje do Demônio de Hell’s Kitchen, se dedica incansavelmente ao seu cargo de advogado, mas o desejo de voltar a ser vigilante é grande e o deixa em conflito.

Somos apresentados à enigmática Alexandra (Sigourney Weaver), uma mulher rica, poderosa, intelectual, cheia de recursos e com pouco tempo. Apesar de estar doente, engana-se quem pensa que ela não seja perigosa. Pela interação que vimos com Madame Gao, fica visível quem está no comando, fazendo com que Madame perca o posto de liderança. Seria Alexandra líder suprema do Tentáculo? Pelo que foi viso em Demolidor e Punho de Ferro, a organização possui um líder que foi apenas citado e nunca deu as caras. Vamos aguardar!

Muito bom o retorno do elenco de apoio de todas as séries. Que saudades de Foggy e Karen, que depois dos eventos da segunda temporada de Demolidor seguiram com suas vidas cada um a seu modo. Malcolm continua sendo um transtorno para Jessica, mas também um bom amigo. Trish Walker também faz uma participação e como sempre chamando Jessica para realidade. Claire, depois de tanto tormento, não esperou o café que Luke estava devendo e foi logo para o “corpo a corpo”. Misty Knight, que mulher! Chega para atualizar Luke sobre a situação do Harlem e continua determinada a limpar a cidade dos crimes e da corrupção. Collen ainda é mais interessante que Danny, mas juntos formam uma boa dupla.

O episódio funciona para mostrar como nossos heróis imperfeitos estão e o início do caos que vai sacudir (literalmente) New York e, com isso, unir os quatro. O episódio termina com o primeiro ataque orquestrado por Alexandra e mostra a perspectiva de cada um dos heróis.

Imagem: Netflix/Divulgação

Falando da parte técnica, a direção é eficiente e mantém um bom ritmo do episódio. O roteiro já é familiar ao que conhecemos e preserva a personalidade de cada um dos personagens. A fotografia é uma marca interessante. Ela diferencia a cor de acordo com o personagem em destaque. Sabemos que cada um deles tem sua cor dominante (vermelha, roxa, amarela e verde) e de forma inteligente isso é utilizado em um ótimo recurso, tornando a série colorida e vibrante.

Marvel’s The Defenders começa bem, promissora, com bom ritmo e divertida. Vamos seguir a maratona e descobrir o que irá acontecer com a cidade de Nova York. Nos vemos no episódio 2 – Mean Right Hook.

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