The Defenders – 1×05 – Take Shelter

Imagem: Netflix/Divulgação
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O quinto episódio começa com ação que foi ensaiada no final do episódio anterior. Os defensores ao lado de Stick lutam contra o Céu Negro, três líderes do Tentáculo e seu exército, enquanto Alexandra sai de fininho e assiste a tudo de longe e em segurança. Apesar de empolgar por mostrar mais uma vez o grupo lutando junto, a sequência fica com um sentimento de bagunça com todos os cortes da edição. Com a ameaça declarada de Alexandra, o grupo precisa proteger seus entes queridos.

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Para que todos possam ficar em segurança, pela primeira vez o elenco de apoio das séries solo se reúne e mesmo que não haja muita interação é legal ver todo mundo em um só lugar. Foggy e Karen se encontram depois de muito tempo. Trish e Malcolm conversam. Claire também está presente e dá apoio a Collen. Mas o encontra mais empolgante e mais esperado é o de Misty e Collen. Os fãs de HQ sabem que as duas formam uma dupla As Filhas do Dragão e chegam até a trabalhar com os Heróis de Aluguel. Ainda que o diálogo seja breve é o suficiente para alimentar nossa imaginação e desejar ver a dupla em ação. E como Claire ganhou muito espaço na trama de Punho de Ferro seria interessante ver um trio de Filhas do Dragão.

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Matt decide que é hora de voltar a ser o demônio que sua cidade precisa e avisa Karen que irá voltar a ação. Sua busca incansável por salvar Elektra o coloca em uma posição de conflito no grupo recém-formado. A cena dele e Jessica lutando juntos para salvar Trish mostra como é boa a química deles em cena. Jessica continua se destacando, seja por seus comentários ácidos ou por derrubar Madame Gao.

Collen confronta seu antigo mestre Bakuto que deveria está morto e leva a pior. Apesar de ser bem mais preparada e centrada que Danny, quando o assunto é seu passado e a rejeição que sofreu, a personagem fica cega de ódio e age de forma imprudente. Prova disso é sair ferida do confronto. Nesse episódio Collen se mostra uma personagem fraca e meio perdida que precisa de ajuda de Claire pra lembrá-la quem ela realmente é e sua importância. Um grande furo do roteiro foi trazer Bakuto do mundo dos mortos. Se toda a substancia foi usada para ressuscitar Elektra lá no final da segunda temporada de Demolidor, como o Tentáculo salvou Bakuto? Simplesmente não teve explicação.

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Embora Elektra tenha sido lobotomizada o processo começa a apresentar falhas. Em um momento ela quase se conecta a Matt. Quem não gosta nada disso são os líderes do Tentáculo. Dessa forma se mostra iminente uma possível ruptura no grupo dos vilões, o que seria prejudicial para seus planos.

Imagem: Netflix/Divulgação

Provavelmente o elemento mais forte do episódio é mostrar finalmente o Tentáculo como uma força antagonista crível. Ao que tudo indica eles precisam destruir NY como forma de passagem para o mundo deles. Acaba que o plano deles é a vida eterna. Isso é sério? A motivação é apenas essa? O que nos resta é um gosto amargo de decepção. Um bom grupo que acabou sendo mal trabalhado e mal construído. Quando um dos líderes é capturado por Luke os outros que operam a organização em vários continentes se reúnem para discutirem e organizarem o próximo passo com ou sem o Céu Negro, com ou sem Alexandra. O Tentáculo finalmente mostra suas motivações, mas parece não ter força e não ganhar o destaque merecido. Enquanto a maioria quer morrer e retornar para K’un-Lun, o lar deles para viver eternamente, Alexandra vai pela contramão e deseja a vida eterna por outros motivos, o que gera um conflito entre os líderes.

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Outro bom destaque foi Matt abraçando seu destino de herói de NY retornando com convicção. O mesmo demolidor que aparece fazendo piada com Jessica é o mesmo que logo depois aparece torturando um dos líderes do Tentáculo. Os outros ficam surpresos com a outra faceta de Matt e ficam assustados com a maneira que ele conduz o interrogatório.

Os defensores estão ganhando força, ao mesmo tempo que exploram seus novos relacionamentos. A série traz um episódio focado em desenvolver as motivações do inimigo que antes eram frágeis e abstratas e agora são frustrantes. Também foca na dinâmica da Organização sob várias perspectivas. De certa forma eles servem como uma versão sombria dos Defensores. O encerramento é melancólico, mostrando o Céu Negro em crise e instável.