The Defenders – 1×06 – Ashes, Ashes

Imagem: Netflix/Divulgação
Imagem: Netflix/Divulgação

[spacer height=”20px”]

Continua após publicidade

“Ashes, Ashes” começa mostrando o confronto entre Punho de Ferro e Demolidor e depois envolvendo Jessica e Luke. Se mostra uma ótima sequência de luta, uma boa dose de ação que a série precisa a todo momento e não entrega. Matt domina a luta e só confirma o pensamento de Stick que ele deveria liderar o grupo. Se antes Danny acreditava na união dos quatro como obra do destino, que o time deveria permanecer unido, aqui ele parece regredir e volta a ser a figura mimada e petulante que muitos odeiam.

Continua após a publicidade

Seguindo a teoria de Stick, se uma chave indica uma fechadura e o Punho é essa chave eles precisam mantê-lo longe do plano final do Tentáculo. Com isso, o Punho de Ferro precisa sair de cena, o que não agrada Danny, se sentindo excluído da ação.

Continua após publicidade

Ainda que o roteiro queira mostrar um grupo de heróis imperfeito, parece também querer deixar o grupo desestabilizado para que no final tenham a sensação de equipe e lutem a batalha de suas vidas. Com Danny em cativeiro, fica simples explorar as duplas. Luke fica de olho e conversa com Danny, falam sobre suas experiências e até mesmo sobre Jessica. Enquanto Matt e Jessica seguem mostrando que formam uma boa dupla encontrando uma peça importante no jogo do Tentáculo de uma forma um tanto quanto estranha. Nas dinâmicas das duas duplas há humor e momentos mais sóbrios, um bom equilíbrio.

Jéssica se mostra a personagem mais sensata do grupo. Seja silenciando Danny, seja dando uma lição em Matt. Ele errou ao esconder de todos seu passado com Elektra (A.K.A. Céu Negro), desestabilizou o grupo e Jessica diz que ele precisa confiar mais para poder manter uma boa relação.

Continua após publicidade

O Tentáculo está abalado com um dos cinco líderes morto. Alexandra está cada vez mais fraca e a sensação de urgência grita para acelerar seus planos. Mas os outros líderes não estão gostando de como as coisas estão e planejam um golpe para tirar Alexandra do posto de Líder Suprema. Curiosamente, quem inicia esse movimento é a braço direito dela, Madame Gao. Mais uma vez os vilões são o problema da narrativa. São cinco “braços” do tentáculo, cada um deveria ser extremamente importante e terrivelmente maligno, com uma habilidade ou poder diferente. Mas a série não imprime nada disso, causando uma certa sensação de desperdício de vilões. O que reflete diretamente na qualidade da série. Achei extremamente forçado mencionar que a morte de Sowande é um forte golpe e uma grande perda do Tentáculo. O personagem mal foi explorado como pode ser tão importante?

Em outro momento do episódio, há muita conversa sobre Midland Circle, o buraco sob ele e como isso leva a outro lugar. Abordam mais sobre a tal substância utilizada para ressuscitar a Elektra, mas não é muito explorado.

Continua após a publicidade
O MIX DE SÉRIES atingiu 10 milhões de visitas mensais e vamos ensinar tudo que aprendemos nessa caminhada! Aumente o tráfego do seu site com técnicas avançadas de SEO.
Faça seu pré-cadastro aqui!

Em uma reviravolta, Stick decide resolver as coisas do seu jeito, mostrando seu lado implacável e assassino enquanto ele tenta matar Danny para acabar com os planos do Tentáculo. Stick na verdade está sendo prático. Se não dá pra esconder Danny pra sempre, e se o Tentáculo precisa dele então ele precisa morrer para não colaborar.

Imagem: Netflix/Divulgação

Mas antes dele conseguir concluir seu plano, Céu Negro surge de forma rápida, executa Stick, derruba os Defensores e sequestra Danny. De certa forma, parece o clímax do episódio, mas o roteiro tem mais uma reviravolta que pode ser um grande tiro no pé. Alexandra está totalmente segura com Céu Negro ao seu lado e Danny como seu refém. Ela reafirma sua posição de autoridade do grupo e dá a ordem para matar todos os Defensores. Alexandra inesperadamente ganha uma punhalada nas costas (literalmente). Elektra trai Alexandra e assume a posição de Líder.

Achei ousada a decisão, mas um pouco fora do contexto. Céu Negro só precisou de uma noite para lembrar da vida passada e decidir matar aquela que a trouxe dos mortos? Em todo caso, mesmo tendo um bom inicio e ficando um pouco perdida ao longo dos episódios, cortar Alexandra nesse momento parece uma decisão perigosa para o roteiro. A morte do Stick fez muito mais sentido, porque na segunda temporada de Demolidor, Elektra o enfrentou e tentou matá-lo. Agora a oportunidade surgiu, mas nesse caso houve um desenvolvimento anterior para justificar o ato. Alexandra começou com muito potencial, morreu sem mostrar a que veio de verdade. Por vezes se mostrou despreparada para ocupar um cargo tão importante.

Até agora descartando personagens com potencial para produzir um final apoteótico, Os Defensores entrega mais um episódio bom, mas com algumas falhas e erros que podem comprometer o resultado final. O episódio com o gancho mais surpreendente e mais dramático, que certamente irá mudar o curso da reta final da série.