The Defenders – 1×08 – The Defenders [SEASON FINALE]

Imagem: Netflix/Divulgação
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Ser herói muito tem a ver com sacrifícios e escolhas por um bem maior e foi isso que Matt mostrou nesse episódio. Mas seu sacrifício foi egoísta, apesar de amar sua cidade sua atitude foi por amor a Elektra. A série sempre teve a cidade de Nova York funcionando como um personagem.  A cidade abriga todo tipo de gente, boas e ruins, heróis e vilões. Já foi palco de muitas batalhas e incidentes que desafiam a lógica. Sempre escondeu muitos segredos e ao longo das séries solo foram revelados. O maior deles surge agora. O esqueleto de dragão no subsolo da cidade.

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Analisando friamente, o plano do Tentáculo se revelou simples demais para tanta preparação. Foram duas temporadas de Demolidor e uma de Punho de Ferro entregando pequenas informações sobre a grande e poderosa organização global. O grande plano do Tentáculo era usar os ossos do tal dragão para criar a tal substância da vida eterna. Madame Gao explica que isso fará a cidade enfraquecer o que causará seu fim, um pequeno efeito colateral. Pelo menos aqui fica explicado porque essa obsessão por Nova York e de certa forma porque tanta coisa já aconteceu na cidade. A cidade tem um fonte mística muito forte. Ocorre que a ambição é a imortalidade e não necessariamente destruir a cidade, o que se torna algo decepcionante.

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O grande plano de combater o inimigo vem de Colleen, derrubar o prédio que está em cima do esqueleto de dragão. Mesmo sendo um ato de terrorismo doméstico podendo afetar vidas de pessoas inocentes ninguém dá uma ideia melhor. Matt com seu senso moral é contra, mas se vê vencido pelo voto da maioria. Os personagens se revelam muito ignorantes, inconsequentes e cegos em derrotar o inimigo que não se importam com nada a sua volta. De certa forma podem se igualar ao inimigo. Uma atitude visando o bem maior com efeito colateral.

Os defensores mais uma vez lutam contra Madame Gao e os outros dois líderes. Há também o confronto interminável de Demolidor e Céu Negro. O vínculo que eles têm tornam o confronto mais profundo e pessoal. A batalha final mais uma vez foi confusa de acompanhar. Trabalhar uma cena com vários heróis em cena e manter a coesão e um visual atraente não é fácil, mas já foi usado em outras produções. A cena do aeroporto em Capitão America Guerra Civil foi espetacular e envolvia muitos heróis e poderes especiais. Em os Defensores, apesar das cenas possuírem boas coreografias de luta se mostra sempre confusa e de certa forma individualista. Eles lutam juntos, mas há pouca interação na hora do confronto.

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O episódio aproveitou para mostrar a interação do elenco de apoio de cada série. Dá a sensação que todos fazem parte de tudo que vem acontecendo desde Demolidor, que tudo está conectado. Cada um lida a seu modo com as preocupações envolvendo os heróis urbanos da cidade. A cena dos heróis chegando a delegacia e abraçando seus entes queridos se assemelha a soldados retornando da guerra, mas nesse caso não houve uma guerra, apenas uma batalha com falsa sensação de guerra. Isso se dá pelo fraco roteiro e atrelado a uma ameaça mal definida.

Imagem: Netflix/Divulgação

Tivemos um vislumbre de algo que pode acontecer no futuro, as Filhas do Dragão Colleen e Misty lutando juntas com adição de Claire. Eu espero muito que isso aconteça. Como já falei isso aqui, Claire cresceu ao longo de suas participações e vê-la lutando ao lado de Misty e Colleen foi satisfatório. E o que muitos esperavam aconteceu. Misty perdeu seu braço. A cena foi chocante e brutal. Mas dentro do contexto acabou passando a imagem que a detetive Knight estava no local errado e na hora errada. Ela não estava tão envolvida com o que estava acontecendo, a luta não era dela. Mas perder o braço não foi culpa de ninguém a não ser dela mesma. A personagem assume isso. Ela sempre soube que algo grande estava acontecendo e queria saber o que era. Seu desejo de ajudar falou mais alto e a colocou nessa posição.

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Murakami e Bakuto encontram seu final, Madame Gao é a ultima líder do Tentáculo que fica com destino aberto. A organização foi “destruída”. Jessica volta para sua realidade. Luke volta para o Harlem e promete manter contato com Jessica. Danny apesar de cometer alguns erros de sua série aqui se mostrou um herói melhor mostrando alguma evolução. Deixa a possibilidade do Punho de Ferro ser o herói que Demolidor foi para cidade. Usando suas cores clássicas no topo de um prédio é possível relacionar ao Demolidor sempre alerta para defender sua cidade. Do ponto que nos despedimos abre possibilidades para novos começos nas futuras temporadas de suas séries.

Os Defensores encerra sua primeira temporada de forma confusa e maçante, com gosto agridoce e com a sensação que poderia ter sido muito melhor do que foi. Entregou boas cenas de luta, bons diálogos, referência a HQs e algumas surpresas. Porém apresentou um roteiro confuso, vilões mal trabalhados e desperdiçados e uma ameça muito abstrata. Provou que o quarteto funciona e têm química em cena. Muitas possibilidades se abrem não só de outra temporada mas também de um defensor participar da série de outro. Os que mais se destacaram foram Matt e Jessica sem dúvidas. A reunião tem seu valor, mas eles precisam de uma ameaça maior, mais sólida e mais real para que os quatro Defensores se reúnam de novo.