The Exorcist – 1×10 – Chapter Ten: Three Rooms [SEASON FINALE]

Imagem: Banco de Séries.

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Dez episódios depois, chegamos ao final dessa que foi uma das grandes surpresas da fall seasonThe Exorcist trouxe o terror de qualidade à TV aberta. A Season Finale serviu para finalizar muito bem a história dessa temporada e indicar como será o futuro dos personagens.

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Como eu já escrevi em outras reviews, o padre Marcus foi meu personagem preferido durante essa temporada. Ele foi nos apresentado como um poderoso exorcista da igreja católica que não tinha medo em lutar contra os inimigos de sua fé. Durante esses dez episódios, conhecemos mais sobre o complexo personagem. O pouco que vimos sobre sua infância deixou claro que aquilo o afetou para o resto de sua vida. Além de lutar contra os demônios externos, ele tinha que lutar contra os seus demônios internos. Um deles não ficou 100% claro, mas há grandes dúvidas sobre a sexualidade do padre, principalmente após a troca de olhares com outro homem no bar no episódio passado. Outra coisa que eu sempre escrevi é que enxergava o personagem mais como um mentor do Padre Tomas do que aquele que, de fato, resolveria o problema. Estava certo. E o final do episódio deixou claro que o trabalho ainda não está feito. Ao que parece, há muito ainda para ensinar a Tomas. E o personagem acabou sendo o grande salvador do Papa – confesso que a participação do pontífice foi decepcionante, esperava mais. Talvez isso faça com que a igreja revogue sua excomungação e devolva o trabalho que o padre tanto ama.

Imagem: Banco de Séries.

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O Padre Tomas foi um que se desenvolveu bastante nesses dez episódios. Assim como Marcus, ele também tinha que enfrentar diariamente seus demônios internos. O personagem foi nos apresentado como um jovem integrante da igreja católica responsável por uma pequena igreja em Chicago. Aos poucos percebemos que várias dúvidas sobre sua fé cercavam o padre. O seu maior demônio interno respondia pelo nome de Jessica. A personagem que pouco contribuiu e muito atrapalhou foi a que menos me agradou nessa temporada. Mas ela foi essencial para mostrar a evolução do padre. Em alguns momentos cheguei a acreditar que ele não daria conta de Pazuzu. O final mostrou, que apesar de não estar completamente pronto, ele já está bem mais forte e seguro de sua fé. Tanto que agora ele quer seguir a mesma vida de Marcus. Quer sair de sua zona de conforto e partir para a luta.

Henry foi um personagem que apresentou certa evolução na temporada. Começou como uma “batata” e terminou como um forte membro da família Rance. Ele foi essencial nesse final para manter a família unida enquanto Pazuzu tentava destruí-los. Cheguei a acreditar que ele realmente iria perder os braços. Ele estava disposto a se sacrificar por sua família. Após tudo isso e com a volta de suas capacidades cognitivas, ele pode ser o pai e o marido que sua família precisam.

Katherine, assim como seu pai, começou como apenas mais uma integrante da família e se mostrou fundamental na luta contra Pazuzu. Gostei de terem mostrado um pouco sobre seu passado, principalmente no episódio em que mostrou o acidente e os dias seguintes a ele. Ficamos mais próximos da personagem. A empatia em relação a ela aumentou depois disso. A cena dela esmagando o próprio joelho foi uma das mais fortes dessa season finale. Depois do acontecimento dessa temporada, a personagem jamais será a mesma, mas acho que aos poucos deve tentar retomar sua vida. Agora que todos sabem sobre sua sexualidade, acredito que ela será mais livre e feliz. Se joga, Kat!

Casey, por sua vez, foi, ao lado de sua mãe, as duas grandes protagonistas femininas dessa temporada. Foi dona da primeira metade da temporada, enquanto sua mãe roubou todo o final para si. Confesso que imaginava que a personagem iria morrer até o fim da temporada. Inclusive nesse episódio cheguei a pensar que ela se sacrificaria para tentar salvar sua família – principalmente na cena em que ela decidi voltar para onde o demônio estava. O futuro da personagem parece bem incerto, acredito que, assim como sua mãe, ela deve carregar os acontecimentos para a vida toda. Mas acho que, diferente de Regan, ela possui maior base familiar para enfrentar os problemas sem ter que se esconder ou mudar de nome. Mesmo difícil, acho que ela tem potencial para seguir em frente.

Acredito que é justo separar um parágrafo para falar de Maria Walters. Durante boa parte da temporada eu me perguntava sobre qual seria sua real função na série. Depois que foi revelado que ela e outros moradores importantes de Chicago e membros da igreja estavam por trás de um ritual de invocação de demônios, a personagem ficou mais interessante. Acabou que de todos os antagonistas, ela foi a única que obteve algum êxito nesse final de temporada. Depois de ser humilhada e rejeitada, a personagem finalmente foi escolhida e teve seu corpo passando por um processo de integração demoníaca. Fiquei curioso sobre o fato dela ter dito que a morte do Papa não era o fim, e sim parte de um plano maior. Qual seria esse plano? Destruição da humanidade? Reinado de lúcifer sobre a Terra? Invocação de mais demônios? Talvez saberemos se a série for renovada.

Agora vamos falar de Regan/Angela. Quando a série começou, acreditava que a personagem teria certa importância, mas não muita. Afinal, ela era a mãe da menina possuída. Não poderia ter mais destaque que Casey, mesmo com a escolha de Geena Davis para o papel –  que bela escolha, por sinal. Depois da grande reviravolta da temporada – a revelação de que Angela era Regan McNeil – tudo mudou. Ficou claro que ela era a personagem principal da série. Aquilo tudo era apenas uma continuação dos acontecimentos do filme homônimo de 1973. Todo o desespero da personagem ao ouvir os gritos de sua família foi perturbador. Imagino toda a dor que ela sentia ao saber que tudo o que estava acontecendo era por sua culpa. E, enquanto ela não enfrentasse Pazuzu, sua família toda estava correndo risco. Gostei bastante da personagem. Se mostrou bastante forte e determinada a acabar de vez com o demônio. A cena da luta final contra Pazuzu foi maravilhosa. A família Rance e padre Tomas reunidos para enfrentar o grande antagonista. Mais uma vez a Fox esteve de parabéns em relação aos efeitos apresentados. Em nenhum momento deixou a desejar. Acredito que, assim como todos os membros de sua família, Regan teve sua participação na série finalizada. Não vejo necessidade, caso a série seja renovada, dela continuar tendo destaque. Ela venceu. Fim.

Por fim, queria fazer uma crítica final da temporada e falar um pouco sobre as possibilidades de renovação. A temporada como um todo me agradou bastante. Respeito ao filme original (com referências pontuais e muito bem colocadas), qualidade nos efeitos, boa atuação dos atores – com destaque maior ao trio Alfonso Herrera, Geena Davis e Ben Daniels, que show de atuações. E, se não bastasse tudo isso, a história que nos foi apresentada foi bem interessante. Não é fácil dar continuidade a um dos filmes mais icônicos da história do cinema e a série fez isso muito bem sem perder sua própria identidade. A Fox foi ousada ao trazer a melhor série de terror da TV aberta dos EUA nos últimos anos.

Agora vamos falar das chances de renovação. Se for pela audiência, dificilmente a série será renovada. O episódio final repetiu os índices do anterior (pior índice da temporada). O que talvez salve a série seja a boa aceitação entre os fãs do gênero. Já tivemos vários exemplos de séries que, mesmo com índices baixos de audiência, conseguem uma renovação por causa do seu fandom. Aos fãs resta ficarem aí torcendo porque nas próximas semanas deve sair a confirmação ou não de sua renovação.

Queria agradecer aos que acompanharam minhas reviews desses dez episódios e pedir que fiquem de olho aqui no Mix de Séries para mais notícias envolvendo a série.

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Matheus Ronconi

Paulista, nerd, viciado em séries e fã do Rei Leão e do Homem-Aranha. No Mix escrevo sobre The Big Bang Theory e Star Trek: Discovery.

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