The Flash – 3×11 – Dead or Alive

Imagem: IMDd/Divulgação
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Nosso velho Francisco está de volta!

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The Flash ganhou, em sua terceira temporada, uma grande carga dramática após os acontecimentos do Flahspoint Paradox nos dois primeiros episódios. Peso esse que sobrecarregou tanto todos os personagens da série ao ponto de corromper até mesmo Cisco, como vimos na primeira metade desse ano. Agora, com os problemas vindo do futuro foi injetado mais problemas para nossos heróis o que nos faz acreditar que o alívio aparentemente só acontecerá na próxima temporada.

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Talvez pensando nisso e tentando amenizar um pouco a situação, os roteiristas nos entregaram esse momentâneo refresco no episódio 11, que foi cômico do começo ao fim. E sim, nosso velho e engraçado Francisco, como HR gosta tanto de chamá-lo, está de volta! O modo como tentava “negociar” ou “enfrentar verbalmente” a vilã Cigana, na verdade apenas uma forma de mascarar que estava flertando com a inimiga, foi hilário. Eu não lembro quando foi a última vez que ri tanto com o personagem como nesse episódio. Acredito que isso não aconteça desde a segunda temporada.

Como já mostrado no episódio anterior, Cisco está focado na equipe, desenvolvendo suas habilidades como Vibe e novamente entrosado com Barry e HR. Aliás, esse último dividiu o foco do episódio com Cisco. Nesse episódio, passamos a conhecer mais de HR Wells e também das leis e costumes da Terra 19. A cena inicial do episódio com a narração do personagem também foi divertida e após o final do episódio tudo indica que essa versão do Harrison Wells será um membro fixo na série. A não ser que seja ele quem irá morrer, segundo a profecia ao final dessa temporada – ou até mesmo aconteça algo que mude isso.

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Cigana foi uma grata surpresa. A caracterização da personagem não ficou tão pitoresca como nos quadrinhos, ficando mais próximo de sua versão dos Novos 52, mas de forma condizente a série. Quanto aos seus poderes e origem, eles também se assemelham aos dos quadrinhos atuais. A atriz Jessica Camacho também soube equilibrar o senso de perigo da vilã com o alívio cômico nos diálogos com Cisco. Não sei se voltaremos a vê-la tão cedo, mas segundo o IMDb, a atriz está creditada no último episódio da temporada (talvez HR volte mesmo para Terra 19, quem sabe).

Julian, agora oficialmente membro do team Flash, foi outro que, ainda fazendo comentários duros e agindo de certa forma indelicada, conseguiu ser divertido. Julian é aquele tipo de cara que mesmo sendo estúpido você gosta dele, acredito que parte disso seja da ótima atuação de Tom Felton (que, continuo repetindo, foi uma das melhores adições nessa temporada).

The Flash 3x11 2Wally continua crescendo episódio após episódio, sendo cada vez mais reconhecido como o novo herói de Central City pelo povo e também bem trabalhado pela equipe de criação da série. Diferente de Arrow, onde muitos heróis são agregados ao grupo de forma rápida e às vezes sem grande profundidade, The Flash tem desenvolvido o Kid Flash com perspicácia e ótima estratégia.

Por outro lado, acredito que isso esteja afetando o crescimento de Barry/Flash dentro de sua própria série. Como visto na cena final do episódio, parece que Barry está entregando as pontas. Não vejo problema em ele reconhecer que Wally tem progredido melhor e mais rápido e que ele possa ser quem irá salvar Iris no final, mas ele nem está se esforçando para superar seus limites ou ao menos potencializar seus poderes e ser o salvador. Sinto falta do Barry da primeira temporada. Cada vez mais, a abertura mostra o quão pedante ele é em relação aos seus poderes. Triste.

Com direito a um rápido crossover com Supergirl e uma nova abertura, “Dead or Alive” foi um episódio bem divertido e aproveitável, seguindo sua proposta de distanciar um pouco os problemas atuais (ou futuros) enfrentados pela equipe. Devemos agora acompanhar o árduo treinamento de Wally nos próximos episódios enquanto continuamos criando novas teorias em relação a profecia de Savitar.

EASTER EGGS:

– A série ganhou uma nova abertura a partir desse episódio, agora citando os problemas vindo do futuro e as profecias de Savitar. Essa é a quarta abertura da série. Com exceção das variações especiais em premières e season finales, é a primeira vez que a abertura sofre mudança na metade de uma temporada.
– Nos quadrinhos, Cynthia Reynolds, ou Cigana (Gypsy, em inglês), já foi membro das Aves de Rapina e da Liga da Justiça. Nos Novos 52, Cigana é uma meta-humana mantida presa por Amanda Waller. Cynthia é uma fugitiva de uma dimensão paralela onde era perseguida por Rupture, o irmão de Vibe (a.k.a. Cisco).
– Durante o julgamento por combate, Cisco e Cigana rapidamente viajam à Terra 38, o universo da série Supergirl. Os dois se enfrentam rapidamente dentro do escritório de James Olsen na CatCo, num rápido crossover entre as duas séries.

– Referência Nerd by Cisco Ramon:

(1) Cigana: “Você o quer? Terá que reivindicá-lo”. Cisco: “É a Arwen” (Senhor dos Anéis).
(2) “Como faremos isso? Estilo Westworld, virar de costas, 10 passos, virar e atirar?”.
(3) Cigana/Cisco: “Hora de elevar o nível para onze”, um referência ao filme Isto é Spinal Tap (1984).

Jornalista e apaixonado por séries. Tem a mesma profissão de Clark Kent, usa óculos parecido, mas infelizmente não é super-herói. Grande fã de séries de super-heróis e fantasia. No Mix de Séries escreve as reviews de Arrow e The Flash.