The Flash – 3×22 – Infantino Street

Imagem: The CW/Divulgação
Imagem: The CW/Divulgação (Reprodução)

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Depois de muitos altos e baixos ao longo dessa temporada, finalmente chegamos ao momento que tanto esperávamos: a noite de 24 de Maio de 2017 (sim, o episódio se passa uma semana no futuro), marcada como a noite da morte de Iris West. Barry será capaz de salvá-la depois de ver a si mesmo falhar quando viajou ao futuro? Chegaremos lá, mas antes vamos analisar as partes separadamente, pois este episódio foi dividido em dois enredos.

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Em busca de completar a bazuca de Força de Aceleração, vemos Barry se aliando a Leonard Snart, o Capitão Frio, que foi recrutado quando a equipe de Legends of Tomorrow estava no ano de 1892, na Sibéria, ou seja, antes de sua morte, para invadirem a ARGUS. Tudo isso porque Lyla não ajudou o team Flash emprestando um certo dispositivo tecnológico alienígena dos Dominadores (vide mega crossover). Eu realmente me diverti com toda a sequência da invasão a ARGUS. O Capitão Cold de Wentworth Miller continua sendo um dos melhores personagens deste universo, e acrescentar Tubarão-Rei e alguns easter eggs incríveis, tornou este um episódio muito divertido, e essa parte do episódio foi muito engraçada. Foi ótimo vermos mais uma vez a química entre Barry e Snart em tela por mais tempo. Ver Snart fazendo uma piada comparando a falta de orçamento da série para mostrar o Tubarão-Rei mais tempo em tela assim como aconteceu na produção do filme Tubarão de Steven Spielberg foi genial. É por essas e outras que as tiradas de Snart o fazem ser o vilão adorado que é.

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No entanto, temos alguns pequenos problemas com esse enredo. Não foi explicado quando e onde Barry iria encontrar Snart para recrutá-lo, assim como isso tudo deveria ter acontecido antes nessa temporada e não agora no penúltimo episódio (isso me incomodou mais antes de ver o episódio, mas depois de assistir eu não me importei mais tanto, até gostei do resultado), sem contar os fatos envolvendo Lyla e a ARGUS. Se o local é mais difícil de invadir que o Pentágono, sendo que tanto o Arqueiro Verde e agora o Flash conseguiram entrar, mostra que na prática a segurança de lá não é tudo o que a teoria diz. Ao final do episódio, a forma como Lyla entrega o dispositivo alienígena pro Barry também não convenceu. Se fosse pra entregar assim tão facilmente, ela poderia ter evitado toda essa confusão. Mas como disse, essas falhas não ofuscaram toda a diversão do episódio.

A outra metade do episódio foi sobre os momentos antes do fatídico dia até a morte da Iris e foi mais condensada no emocional e reviravoltas. Esta parte do episódio foi perfeitamente executada na minha opinião, começando pela cena inicial do episódio onde vemos como todos os personagens estão lidando com o fato de que em menos de 24 horas Savitar poderá matar Íris. Não é a primeira vez que temos esses pequenos momentos marcantes na temporada e o diretor não poderia ter feito melhor. Tenho que ressaltar como a atuação de Candice Patton tem progredido nos último episódios e foi impecável neste, com destaque para a cena na Terra 2, em que ela compartilha lembranças com seu pai, ao mesmo tempo em que se despede. Foi uma cena linda, emocional e tocante. Foi nessa cena que vemos o porquê Iris não está usando a aliança de casamento durante a cena de sua morte no futuro.

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Depois de todos esses momentos, o episódio ainda conseguiu nos chocar quando Barry do futuro se passa por Flash pra descobrir o paradeiro de Íris. A partir dessa reviravolta, o episódio toma outro rumo e um ritmo mais frenético. A rápida luta entre Savitar e Kid Flash foi de tirar o fôlego ainda mais com a forma com que o herói foi derrotado. Com a arma enfim finalizada, chega a hora do Flash usar a bazuca e tentar salvar de uma vez por todas sua amada. Só que ele falha. Isso porque Savitar mantém para si a Pedra Filosofal, que descobrimos ser feita de energia calcificada da Força de Aceleração.

Todos os planos e tentativas do grupo de meses vem ao chão e vemos então a morte de Íris pelas mãos do vilão. Apesar de já termos visto a cena várias vezes ao longo da temporada, adorei que a mostraram diferente aqui. O uso da câmera lenta intercalando com o vídeo gravado por Iris tornou o momento muito mais emotivo que das outras vezes. Vieram construindo a trama para chegarmos até esse momento e não nos decepcionaram. E apesar da morte ter realmente acontecido, terminamos o episódio sem saber se devemos nos emocionar mesmo por sua morte ou se o Flash encontrará uma forma de reverter o acontecido, evitando que um novo Flashpoint aconteça. Alguns fãs surgiram com a teoria de que outro personagem morreu em seu lugar usando o dispositivo de transformação da Terra 2 (o mesmo que Barry usa nesse episódio pra se passar por Lyla). Caso isso seja verdade, precisarão dar uma boa explicação para termos todos os outros personagens em cena.

Depois dessas duas histórias dividindo o episódio, tivemos ainda, ao final do episódio, o início da batalha entre Nevasca e Vibro, outro momento que desde a metade da temporada os personagens vinham sendo conduzidos. Acho que poderiam ter deixado o confronto em si para o último episódio, já que muita coisa estava acontecendo em paralelo, mas espero grandes momentos desse confronto na finale. Foi interessante ver também que Nevasca parece estar tendo uma “recaída” ao demonstrar estar contendo seus sentimentos. Enquanto isso, vemos HR se “despedindo” do grupo, logo agora que Tracy entrou para o team Flash. Será que teremos uma quarta versão de Harrison Wells na próxima temporada?

Tivemos um excelente penúltimo episódio para essa temporada, que indiretamente serviu como um crossover entre todas as séries desse multiverso: The Flash, Arrow e Legendas of Tomorrow, e que fez um ótimo trabalho encaminhando a história para a season finale. Muita coisa ainda pode acontecer e mudar na série e estou extremamente ansioso para ver como eles irão encerrar a história de Savitar e lidar com a morte de Íris. A jornada foi longa, mas agora só nos resta um último episódio.

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EASTER EGGS:

  • O título do episódio “Infantino Street” é o nome da rua onde a morte de Íris acontece e é uma homenagem a Carmine Infantino, o artista que co-criou o segundo Flash, Barry Allen, juntamente com Robert Kanigher, em 1956.
  • Quando Barry e Snart estão investigando o Level Z na ARGUS, eles encontram as celas do Gorila Grodd, Cupido, dos antigos membros do Esquadrão Suicida e da vilã Cheetah (ou Mulher-Leopardo, em português), ainda inédita nas séries de TV. A personagem é uma super-vilã da Mulher-Maravilha. A primeira aparição da primeira Cheetah, Priscilla Rich, foi em Wonder Woman #6 em 1943. A terceira e atual Cheetah, Barbara Ann Minerva, fez sua primeira aparição em Wonder Woman 2 #7 em 1987.
  • Quando Tubarão-Rei perde sua mão, Snart diz que já passou por isso, se referindo ao episódio “Left Behind” da primeira temporada de Legends of Tomorrow.
  • Quando Snart se despede de Barry ele diz “There are no strings on me“, famosa frase de Pinóquio (1940). Estas, mais tarde, são também suas últimas palavras antes de se sacrificar na finaleDestiny” da primeira temporada de Legends of Tomorrow.
  • Na Terra 19, o filme “Missão: Impossível” (1996) é conhecido como “Missão: Improvável” como citado por HR.
Jornalista e apaixonado por séries. Tem a mesma profissão de Clark Kent, usa óculos parecido, mas infelizmente não é super-herói. Grande fã de séries de super-heróis e fantasia. No Mix de Séries escreve as reviews de Arrow e The Flash.