The Good Doctor – 1×07 – 22 Steps

Imagem: TV Time/Divulgação

A cada semana novas histórias e novas emoções. Realmente, The Good Doctor tem o poder incrível de mexer com o cérebro humano e nos fazer pensar em coisas bem fora da caixinha. A abordagem social da série vem ganhando espaço e isso é um ponto bastante positivo. Cenas como a do preconceito da família contra Shaun ou até mesmo ver como Melendez mudou seu conceito em relação ao rapaz são vistas a todo momento. Não digo ser comum vermos médicos autistas por aí, mas que com toda certeza isso pode inspirar sonhos pelo mundo. Uma pessoa bem capacitada e estimulada tem potenciais de alcançar grandes objetivos. Mas vamos parar com a ladainha e ir direto ao episódio.

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Já vou começar com um dos pilares do episódio que foi a relação do dr. Kalu com seu paciente. Uma das maiores dificuldades dentro da profissão está realmente aí. Ver sangue, fazer suturas ou diagnósticos muita das vezes é o de menos, quando comparamos o trabalho psicossocial com o ser humano. Apesar de ter me sentido um trouxa depois da segunda fuga e ter ficado totalmente desanimado, a solução para o caso me surpreendeu. Realmente é algo muito difícil de se chegar ao consenso, mas ele fez ao certo quando obedeceu as vontades do paciente. Claro que não é fácil estar frente a frente à um DNR (Do Not Resuscitate), mas foi o mais humano a se fazer no momento, principalmente pela angústia de vida que o paciente sofria.

Passando o olho no lado psicossocial, não só os pacientes vivem com o trauma. A posição de Claire em deletar a situação da mente é muito frequente, mas as consequências vivem ao seu lado. Perder um paciente deve ser uma das piores experiências da profissão e realmente o profissional deve aprender a utilizar seus apoios emocionais para seguir adiante. Uma conversa, um conselho, uma palavra. Coisas que as vezes parecem ser difíceis de conseguir, mas que sempre temos com quem contar nessas situações. Mesmo nessa situação, acredito que a garota conseguirá controlar e passar por cima. O mais interessante de tudo foi ver a preocupação de Glassman, que com toda certeza já passou por situações semelhantes.

Shaun realmente tem um diferencial como personagem de seriado. A atuação de Freddie é impecável e foi interessante ver um lado mais descontrolado do autismo. Doenças são situações variáveis aos organismos que as recebem e ver a reação de Liam foi interessante. Obviamente que a condição cirúrgica afeta totalmente seu comportamento e muitas vezes não é fácil diferenciar uma manifestação sistêmica da psicológica. O jogo de ideias está realmente no fato do episódio trabalhar a super-proteção dos pais com o garoto e como isso o levou a desenvolver um quadro totalmente atípico. O autismo hoje ainda é muito subestimado e mistificado, sendo mais do que crucial a divulgação nacional através dos veículos de mídia. O episódio, e a série em si, nos trazem informações precisas dessas condições.

Não sei para vocês, mas pra mim o ponto auge do episódio foi ver as palavras de Melendez em relação a Shaun. Para alguém que não depositava confiança no garoto, ver o incentivo à cirurgia e ao trabalho de equipe é no mínimo emocionante. Depois dos momentos de tensão dentro do bloco, onde eu pude jurar que Shaun estava tendo um ataque de ansiedade com aquele congelamento, tudo ocorreu bem. A emoção volta a tomar conta com as últimas frases de Shaun aos pais de Liam. “You love Liam, I didn’t have that from my parents…” . Realmente o garoto tem as frases impactantes nos momentos certos e nos deixa com uma mistura louca de emoção e orgulho.

O fim não poderia vir diferente, com uma bela e divertida conversa entre Shaun e Glassman. Dessa vez não tivemos as clássicas panquecas, mas um test-drive televisivo. Realmente as dosagens de humor e drama são muito bem mensuradas e organizadas dentro da série. E a próxima semana vem com uma pegada diferente e eletrizante. Shaun presente em um assalto a mão armada acaba congelando com a situação e isso pode custar a vida de uma paciente… Já no aguardo e contando os dias!

Lucas Franco

Lucas Franco

Mineiro, Escorpiano, 20 Anos, Estudante de Medicina. Direto do Arkham Asylum para o Mix. Eterno fã de Chuck, E.R. e Friends (RIP). Por entre as madrugadas vive a dualidade dos estudos e das séries. No Mix, escreve as reviews de Quantico, The Good Doctor e Legends of Tomorrow.

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