The Good Fight é um grande acerto e dá sequência ao universo de The Good Wife

Imagem: CBS
Imagem: CBS

[spacer height=”20px”]

Continua após publicidade

Diane Lockhart está volta. E em sua melhor forma! Após assistir ao piloto de The Good Fight, a sensação que eu tive é de estar vendo a season premiere da oitava temporada de The Good Wife, em uma temporada que Alicia não faria mais parte, após Julianna Margulies abandonar o barco. Poderia ter sido isto, mas a nova série de Robert e Michelle King mostra que, de vez em quando, um reboot é bem vindo.

Continua após a publicidade

Quando digo que a premiere da série parece mais uma temporada de The Good Wife é que o sentimento é o mesmo. Aliás, os personagens, suas histórias, a esfera. Tudo ali continua e permanece a mesma coisa. E isso é tão bom. Os personagens que amamos por 7 temporadas estão ali, a história… Desta forma, vejo The Good Fight mais como um sequel do que um spin-off, com a certeza de que é um grande acerto.

Continua após publicidade

A história se passa um ano após os eventos do series finale de The Good Wife. Com Alicia fora do jogo, Diane seguiu sua vida na empresa que ajudou a reerguer e, agora, além de David Lee, ela divide a sociedade com um monte de gente – rendendo até uma boa piada com os vários nomes que compõem a marca da firma. Um dia, ela fora Lockhart e Gardner. Hoje, ela sucumbe à necessidade do mundo capitalista de Chicago.

Diane continua a mesma mulher que conhecemos em The Good Wife. Elegante, segura de si, sabe o seu potencial e o seu legado. Ela começa a passar o bastão para sua afilhada Maia, que acaba de se formar em direito, mas tudo vira de cabeça para baixo quando o pai da recém advogada, Henry Rendell, se envolve em um escândalo de fraude que atinge em cheio, tanto Maia quanto Diane. Há muitas similaridades com The Good Wife, principalmente no quesito do “recomeço” que a série estabelece. Na idade em que está, Diane é forçada a cancelar sua aposentadoria para retornar ao trabalho, após descobrir que seu dinheiro foi afetado e que ela está falida. E é daqui que a série promete tocar seu barco.

Continua após publicidade

Preciso dizer que Lucca Quinn, personagem que surgiu apenas na sétima temporada de The Good Wife, está ótima, e prova como foi uma importante adição à trama da série. Ela será, possivelmente, o outro vértice que sustentará ao show, principalmente por ela conduzir casos delicados e de destaque, como o de racismo mostrado neste piloto. Ao decorrer do primeiro episódio, ela se mostra superior à Diane em muitos sentidos, principalmente por sua ambição vir aos poucos.

Quinn voltará a trabalhar com a Diane e será muito interessante ver esta dinâmica em tela novamente. Adicionado ao frescor que Maia trás para série, ela promete ser bem nostálgica para os órfãos de The Good Wife. Rostos como o de Howard, David Lee, e até mesmo Will Gardner em foto, são vistos em ótimas cenas no piloto, e farão parte de tantos outros que também darão as caras por aqui.

Entre as sacadas geniais, como a cara de inconformada de Diane ao assistir à posse de Donald Trump, até os palavrões e o texto afiadíssimo, o show torna-se um prato cheio para os amantes de um bom jurídico. Para quem nunca assistiu a The Good Wife, é um bom piloto. Para quem assistiu, uma ótima maneira de matar as saudades daquele universo e perceber que, ao final das contas, Alicia nem faz tanta falta assim!

Criador do Mix de Séries, atua hoje como redator e editor chefe do portal. Especialista em SEO e construção de textos para internet, também atua como webwriter com foco em textos para o Google. Autor na internet desde 2011, passou pelos portais TeleSéries e Box de Séries. Fã de carteirinha de Friends, ER e One Tree Hill, é aficionado pelo mundo dos seriados. Também é fã de procedurais, sabendo tudo sobre o universo das séries Chicago, Grey's Anatomy, e séries de sucesso como La Casa de Papel e Lucifer. Também é fã da DC Comics, e acompanha produções inspiradas em personagens da editora, como Titans e até o mais recente produto da editora, Sweet Tooth.