The Good Wife – 7×11 – Iowa

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Imagem: CBS/Divulgação

 

Voltamos ao luto. Faz tempo que não sentia estas sensações ruins (desde a quinta temporada). Mas não teve jeito. O que Eli disse desequilibrou os telespectadores e desequilibrou nossa Alicinha. Ela calmamente separava os pratos, mas depois os atirava em Eli. Calmamente arrumava a mala, e logo em seguida jogava tudo para o ar. Mas deu raiva mesmo.

Deu uma saudade de Willicia… E aqueles óculos escuros lacradores? Na tristeza, mas divando.

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Durante todo o episódio, Alicia viveu o luto novamente e se questionou várias vezes seus arrependimentos. Ela não disse muito, mas dava para ler seus pensamentos. Ela queria estar com Will naquele momento, e não naquele ônibus. E Eli Gold não se mancava que ela não queria papo.

No final das contas, ela não pode estar mais com Will. Isso acaba a bloqueando para os demais relacionamentos, como com Jason – química a gente sabe que tem muita entre eles. Ficar com Peter acaba sendo a solução mais cômoda, mas sabemos que ele não fará Alicia feliz, como nunca fez. Ainda mais agora frustrado por ter perdido a presidência.

Iowa é no nada mesmo, um estado minoritário, onde os seus municípios não passam de mil habitantes. Foi bem comédia ver o fracasso do tour dos Florrick nesta região. Do sanduíche cuspido por Peter ao único eleitor animado com trajes antigos e microfone. Serviu bem também para vermos como funciona este estágio das eleições dos EUA. Na pré-candidatura da ficção, que seria a eleição para ser candidato a presidente, Hillary Clinton liderou a maioria dos estados, mais ou menos o que eu acho que vai acontecer na vida real. A propósito, neste momento também acontece a pré-candidatura na vida real nos EUA. Primárias em breve, assim como em TGW. Não é show?

Além da campanha de Peter, pudemos rir bastante com o acordo pré-nupcial de Howard e Jackie. Ele dá de bobo, mas saca muito as coisas. Jackie também é bem esperta. Será que a relação dos dois vai ser duradoura?

Outro plot do episódio Iowa foi o escritório de Diane e Cary ser investigado pela seara trabalhista. Sendo bem sincera, achei bem sem graça esta parte do episódio. Deu até vontade de avançar. Faz tempo que Cary e Diane não participam de uma história interessante e intrigante. Uma pena. Uma pena também que não tivemos o caso da semana. A política tomou espaço do jurídico. =/

Enfim, TGW voltou bem morno, mostrando sinais de que está na hora de terminar. O episódio foi razoável, triste e ao mesmo tempo não perdeu o bom humor, mas nada de muito surpreendente na temporada como um todo. Espero que saibam fechar a série bonitinho no final e não estraguem tudo.

 

Obs.: Zach finalmente apareceu na temporada. Sinceramente? Nem fez falta.

Obs. 2: Realmente não fiquei triste por Peter ter perdido. Aliás, tanto faz. Como Eli disse, Alicia tem favoritismo nacional, mas Peter não. Se fosse possível, meu voto seria para ela. E por ela torceria. Sempre!

Obs. 3: Robert e Michelle King, os showrunners da série, anunciaram que não estarão presentes caso haja uma oitava temporada. Após este anúncio (clique aqui para ver a notícia completa), acho mais do que nunca que a série tem que encerrar agora na sétima temporada. Como disse anteriormente, antes um final programado, perfeito, do que a série forçar mais uma temporada e terminar de qualquer jeito, fracassada. The Good Wife ainda pode terminar em um bom nível, não precisa ter um final ruim. Ao mesmo até agora os Kings estão sabendo o que estão fazendo, depois não sei. ~Apreensiva.

Paula Reis

Paula Reis

Advogada e concurseira de plantão, no Mix, é editora de reviews e colunas. É viciada em tudo sobre Game of Thrones e adora séries jurídicas.

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