The Killing – 4×01 – Blood in the Water

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The Killing (a série que todos brincaram chamando de “imortal” após o salvamento pelo Netflix) retorna para sua quarta e (assim esperado) última temporada com apenas seis episódios para finalizar a história de Linden e Holder e amarrar as pontas deixadas pela terceira temporada.

Essa premiere foi exatamente como eu esperava. Gostei de ver que a série não deu um salto no tempo e começou logo após a morte de Skinner, deixando que nós possamos ver as reações de nossos detetives em tempo real. Pela primeira vez vemos Sarah deixar o seu emocional se elevar, ainda magoada pela descoberta do assassino das garotas do lago, resultando em belíssimos, mas tristes momentos para que Mireille Enos traga ainda mais tridimensionalidade para a personagem. A cena em que ela agarra o travesseiro e começa a chorar… É tão real que nós conseguimos sentir o quão profundamente transtornada ela está se sentindo.

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Sendo assim, Holder precisa tomar as rédeas da situação e livrar de qualquer evidência que possa ligá-los ao assassinato (Apesar de algumas burrices, como o sangue na jaqueta). Com Holder, os roteiristas já parecem planejar algum jeito de finalizar sua história na série por meio da gravidez de Caroline. Como o próprio disse, ele quer ser um homem bom, e talvez a série caminhe para esse lado, do amadurecimento do personagem em meio a tantas tragédias.

Já o novo caso, uma família inteira morta, exceto o filho mais velho que é cadete numa academia militar, parece interessante, ainda mais por ser um caso que tomará poucos episódios, nada muito grande como foi o serial killer na temporada passada. Tyler, por enquanto é o único suspeito e sua repentina perda de memória faz Holder desconfiar do garoto.

Mas o destaque acaba ficando com Margaret Rayne, diretora da Academia, interpretada muito bem pela Joan Allen, que conseguiu construir uma personagem que não seja apenas um estereótipo de uma mulher dura que parece não ter sentimentos pelos seus alunos. Por enquanto, ela é a pessoa que mais desconfio. Não sei se foi apenas impressão minha, porém tive a sensação de que ela conhecia bastante Philip, pai de Tyler. A cena que Linden e Holder vão visitá-la na escola e ela corrige o “Philip” para “Sr. Stansbury” me foi meio suspeita. Jogarei aqui que acho que os dois tiveram um caso, talvez. Seria meio clichê, mas quem sabe…

Enfim, eu não vou me enrolar muito com esse texto porque o episódio em si foi bem introdutório. Mesmo no Netflix, TK está com o mesmo estilo que nós conhecemos, tudo sombrio e mais realista possível. Agora é ver o que a série nos prepara para essa jornada tão curta.

Observações

– Gosto de ver a série mantendo uma continuidade cada vez mais forte como a Linden falando sobre a vaca que matou em algum episódio da temporada passada.

– Eu tinha um pequeno receio que a série tivesse pressa de apresentar tudo muito rápido por ter apenas seis episódios. Mas a série seguiu o mesmo ritmo de sempre, o que é uma coisa boa.

– Holder continua sendo um personagem carismático. Dei alguns sorrisos com ele zoando os soldados chamando de “G.I. Joe”.

“O sol saiu, tenho meu cigarro e um caso de homicídio que vale a pena trabalhar.” – Stephen Holder

Equipe Mix

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Perfil criado para realizar postagens produzidas pela equipe do Mix de Séries.

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