The Last of Us Resumo 1ª temporada e Final Explicado

Poucas séries conseguem capturar a atenção do público com tanta intensidade já em sua temporada de estreia como The Last of Us.

Baseada no icônico game da Naughty Dog, a produção da HBO conseguiu não só adaptar fielmente a história que conquistou milhões nos videogames, mas também entregou uma narrativa emocionalmente poderosa, com atuações marcantes, um ritmo preciso e um desfecho que segue sendo debatido pelos fãs desde sua exibição.

Neste especial, relembramos os principais acontecimentos da 1ª temporada e destrinchamos tudo o que o episódio final revela sobre Joel, Ellie e o futuro sombrio desse mundo dominado pelo fungo Cordyceps.

A premissa: um mundo em ruínas e a esperança na forma de uma garota

A história começa com um prólogo devastador. Joel Miller (Pedro Pascal), um pai comum, vê sua vida virar de cabeça para baixo quando um surto fúngico se espalha rapidamente e transforma as pessoas em criaturas violentas, tirando a vida de sua filha Sarah. Vinte anos depois, Joel vive em uma zona de quarentena controlada por uma força militar autoritária e carrega consigo traumas profundos e um olhar apático para o mundo.

É nesse cenário que ele conhece Ellie (Bella Ramsey), uma adolescente que parece ser apenas mais uma sobrevivente – até que descobrem que ela é imune à infecção. Esse detalhe faz dela a esperança de um futuro melhor: talvez, com seu sangue, seja possível desenvolver uma cura. Joel reluta, mas acaba aceitando a missão de escoltá-la pelos Estados Unidos até um grupo rebelde conhecido como Vagalumes (Fireflies), que acredita poder usar essa imunidade para salvar a humanidade.

A jornada até Salt Lake City: perdas, encontros e sobrevivência

The Last of Us

Ao longo dos nove episódios, acompanhamos Joel e Ellie em uma jornada brutal, marcada por encontros com amigos e inimigos, perdas dolorosas e momentos de rara ternura. A relação entre os dois é o coração da série, e seu desenvolvimento é tratado com uma sensibilidade que honra o material original. Episódios como o terceiro, focado na história de Bill e Frank, e o sétimo, que adapta o DLC “Left Behind”, são exemplos de como The Last of Us consegue expandir seu universo sem perder o foco na emoção humana.

Um dos pontos altos da temporada é o arco final, em que Ellie é capturada por um grupo de canibais liderado por David. O episódio é chocante, brutal e nos mostra o quanto ela é resiliente. Também marca o momento em que Joel e Ellie finalmente se entregam ao laço que os une. Joel, já recuperado de um ferimento grave, chama Ellie de “baby girl” – o mesmo apelido que usava com sua filha.

Essa ligação emocional será o estopim do que vem a seguir.

O episódio final de The Last of Us 1ª temporada: entre a salvação e a condenação

No último episódio da temporada, Joel e Ellie chegam a Salt Lake City e finalmente encontram os Vagalumes. Mas a alegria dura pouco: Ellie é colocada sob anestesia, e Joel descobre que, para tentar desenvolver uma cura, os médicos precisarão remover parte do cérebro da garota – o que resultaria em sua morte.



Diante dessa informação, Joel entra em ação. Em uma sequência intensa, ele mata todos os Vagalumes presentes no hospital, incluindo o cirurgião responsável pela operação – que mais tarde será revelado como o pai de Abby, protagonista de The Last of Us Part II. Joel então resgata Ellie, ainda inconsciente, e foge.

No caminho de volta para Jackson, ele mente para ela. Diz que haviam muitos outros imunes como ela, mas que os cientistas desistiram de tentar achar a cura. Ellie, desconfiada, pergunta se isso é verdade. Joel jura que sim.

Essa mentira sela o destino dos dois e se torna o centro moral da história. Afinal, Joel condenou a humanidade por amor? Ou salvou a única coisa que lhe restava depois de tanto sofrimento?

A questão da cura: teria mesmo funcionado?

Muito se discute sobre se a cirurgia com Ellie teria realmente produzido uma cura. Marlene, a líder dos Vagalumes, afirma que o médico “acha” que pode fazer isso – o que deixa em aberto o grau de certeza sobre o procedimento. A teoria é de que, como a mãe de Ellie foi infectada durante o parto, ela nasceu com uma forma de Cordyceps que impede novas infecções, funcionando como uma espécie de mensageiro químico. Com isso, qualquer novo fungo que entre em seu corpo “acha” que ela já está infectada.

Mas é tudo especulativo. Em nenhum momento a série confirma que a cura era viável. E é justamente essa ambiguidade que faz do final algo tão poderoso: não há uma resposta certa. Há apenas escolhas.

Joel, o homem quebrado que escolheu amar de novo

Joel é um personagem profundamente marcado por traumas. A morte de sua filha no primeiro episódio o transforma em um homem fechado, violento, sobrevivente. Mas Ellie o obriga a voltar a sentir. Ao longo da série, ele se abre, cria laços e, principalmente, reencontra o sentido de continuar vivo.

Salvar Ellie, ainda que custe a possibilidade de salvar o mundo, é um reflexo direto disso. Joel não conseguiria perder outra filha. E essa decisão o coloca em um caminho sem volta.

Ellie, a jovem marcada pela culpa

Ellie, por sua vez, carrega consigo o peso de ter sobrevivido quando tantos ao seu redor morreram. Riley, Tess, Sam, Henry – todos se foram, e ela permanece. É natural que, ao saber que poderia ajudar a salvar o mundo, ela estivesse disposta a se sacrificar. Mas essa escolha lhe foi tirada.

A mentira de Joel será um fardo enorme em sua trajetória, como veremos na segunda temporada. A relação entre os dois, que parecia finalmente consolidada, começará a ruir a partir dessa mentira.

Fiel ao jogo, mas com personalidade própria

A série faz pequenas mudanças em relação ao game, mas sempre com o objetivo de enriquecer a narrativa. Um bom exemplo é a introdução da mãe de Ellie, Anna, interpretada por Ashley Johnson – a voz original da personagem nos jogos. O flashback serve para explicar de forma mais direta a origem da imunidade de Ellie, além de trazer uma bela homenagem aos fãs da franquia.

Além disso, a série se destaca por sua direção cuidadosa, fotografia impactante e uma trilha sonora emocionante composta por Gustavo Santaolalla – o mesmo responsável pela música dos games.

O que esperar de The Last of Us 2ª temporada?

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Imagem: Divulgação.

Com estreia marcada para 13 de abril de 2025, a segunda temporada adaptará The Last of Us Part II, e promete ser ainda mais intensa. Sabemos que há um salto temporal de cinco anos, e que Joel e Ellie agora vivem em Jackson. Mas a decisão dele no hospital volta para assombrá-los – literalmente.

A temporada deve seguir a estrutura do segundo jogo, com foco na jornada de vingança de Ellie após a morte de Joel pelas mãos de Abby, filha do cirurgião assassinado. Será uma temporada mais fragmentada, violenta e desafiadora do ponto de vista emocional, abordando temas como trauma, ódio e perdão.

A HBO já confirmou que a série terá uma terceira temporada, o que indica que a adaptação de Part II será dividida em pelo menos duas partes.

Conclusão: amor, egoísmo e humanidade em ruínas

A 1ª temporada de The Last of Us termina sem respostas fáceis – e é exatamente isso que a torna tão marcante. A série nos obriga a confrontar nossas próprias convicções: Joel estava certo ou errado? Você salvaria o mundo ou protegeria quem ama acima de tudo?

Mais do que uma adaptação fiel de um game, The Last of Us se consolida como uma das produções mais importantes da TV atual. E se a primeira temporada já foi de cortar o coração, o que vem a seguir promete abalar ainda mais.



The Last of Us Resumo 1ª temporada e Final Explicado
SOBRE O AUTOR
Matheus Pereira
Matheus Pereira é Jornalista e mora em Pelotas, no Rio Grande do Sul. Escritor assíduo na época dos blogs, Matheus desenvolveu seus textos e conhecimentos em Cinema e TV numa experiência que já soma quase 15 anos. Destes, quase dez são dedicados ao Mix de Séries. Além disso, trabalha há mais de dez anos no campo da comunicação e marketing educacional, sendo assessor de imprensa e publicidade em grandes escolas e instituições de ensino.