The Last of Us: cura teria funcionado? Criador dá resposta definitiva

A 1ª temporada de The Last of Us , a aclamada série da HBO baseada no videogame, culminou em um final que sugeriu uma possível cura.

A primeira temporada de The Last of Us, a aclamada série da HBO baseada no videogame de sucesso, culminou em um final que espelhou fielmente o material original, apresentando aos espectadores um dos dilemas morais mais complexos da televisão. Ao chegarem a Salt Lake City, Joel (Pedro Pascal) e Ellie (Bella Ramsey) se deparam com a chocante verdade: a produção de uma cura a partir da imunidade de Ellie ao Cordyceps seria fatal para a jovem. Essa revelação coloca Joel diante de uma escolha impossível, que define o tom para a continuidade da narrativa e o futuro da humanidade em um mundo pós-apocalíptico.

Diante da iminente cirurgia que tiraria a vida de Ellie para extrair o material necessário à cura, Joel age de forma decisiva e brutal. Ele assassina os Vagalumes e foge com Ellie para Jackson, mentindo para ela ao afirmar que a cura não teria funcionado e que eles foram atacados por invasores. Essa ação, embora motivada pelo amor e pela proteção que Joel sente por Ellie, levanta uma questão crucial que tem dividido os fãs desde o lançamento do jogo: a cura realmente teria funcionado? Neil Druckmann, co-criador da série e do jogo, tem uma posição firme sobre o assunto, que adiciona ainda mais peso à decisão de Joel.

Cura teria funcionado: criador de The Last of Us dá resposta final

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Em uma entrevista ao podcast Sacred Symbols, Druckmann confirmou que, na intenção dos criadores, a cura dos Vagalumes teria funcionado. Embora ele admita que a ciência por trás da explicação pode ter sido um pouco “instável” na série, o propósito narrativo de The Last of Us era claro: “Nossa intenção era que, sim, eles poderiam [fazer a cura]“. Essa afirmação é crucial, pois, se houvesse alguma dúvida sobre a viabilidade da cura, a decisão de Joel de salvar Ellie e, consequentemente, condenar a humanidade, perderia parte de seu impacto filosófico e dramático, tornando o dilema menos pungente.

A confirmação de Druckmann sobre a eficácia da cura intensifica a fúria de Ellie ao descobrir a verdade sobre as ações de Joel. Em um diálogo emocionante, ela confronta Joel: “Eu deveria ter morrido. Esse era o meu propósito. Minha vida teria f**king importado, mas você tirou isso de mim“. Essa fala ressalta o sacrifício que Ellie estava disposta a fazer para um bem maior e o peso do ato de Joel em negar-lhe essa escolha. The Last of Us explica a imunidade de Ellie através de um “mensageiro químico” que faz o Cordyceps normal interpretá-la como Cordyceps, o que seria extraído e multiplicado para criar a cura, uma explicação que, para os propósitos da trama, é suficientemente detalhada.

Em última análise, a questão da cura em The Last of Us não é apenas sobre a ciência, mas sobre as escolhas morais em face de circunstâncias extremas. A decisão de Joel, ao salvar Ellie, é um ato de amor egoísta que condena a humanidade, mas ele o faz por uma pessoa que se tornou seu tudo. A série, e a posição de Druckmann, reforçam a complexidade do dilema, transformando a história em uma profunda exploração da natureza humana, do sacrifício e do amor em um mundo onde a esperança é um luxo raro e a vida tem um preço alto.



The Last of Us: cura teria funcionado? Criador dá resposta definitiva
SOBRE O AUTOR
Matheus Pereira
Matheus Pereira é Jornalista e mora em Pelotas, no Rio Grande do Sul. Escritor assíduo na época dos blogs, Matheus desenvolveu seus textos e conhecimentos em Cinema e TV numa experiência que já soma quase 15 anos. Destes, quase dez são dedicados ao Mix de Séries. Além disso, trabalha há mais de dez anos no campo da comunicação e marketing educacional, sendo assessor de imprensa e publicidade em grandes escolas e instituições de ensino.