Com a chegada do episódio 4 da 2ª temporada de The Last of Us, os espectadores conheceram um novo e enigmático personagem que promete ter grande impacto nos rumos da história: Isaac Dixon, vivido por Jeffrey Wright. Para os fãs dos jogos, o nome não é novidade, mas para quem acompanha a série da HBO, ele surge agora como um dos rostos mais perigosos do universo pós-apocalíptico criado por Neil Druckmann.
A seguir, explicamos quem é Isaac Dixon, sua conexão com Abby e o que esperar de sua jornada na série.
Isaac é o líder da WLF e superior direto de Abby

Introduzido no início de The Last of Us 2ª temporada Episódio 4, Isaac aparece inicialmente em um flashback como um ex-soldado da FEDRA que mata seus próprios colegas para se juntar ao movimento rebelde conhecido como WLF — os chamados “Wolves” (Lobos). No tempo presente da série, ele é o comandante máximo do grupo, coordenando ações militares contra os Serafitas, a seita religiosa rival que disputa o controle de Seattle.
Na prática, Isaac é o chefe de Abby, a responsável pela morte de Joel. Enquanto Ellie e Dina descobrem o caos deixado pelo WLF, Isaac comanda estratégias brutais para manter a supremacia dos Lobos. Ele é o cérebro militar e ideológico por trás das ações impiedosas contra os chamados “scars” (nome pejorativo para os Serafitas), e um dos antagonistas mais temidos até aqui.
Nos jogos de The Last of Us, Isaac tem papel menor — mas isso muda na série
Nos jogos, Isaac é um personagem secundário, apresentado apenas na parte jogável da história focada em Abby. Ele é descrito como um líder implacável, que ajudou a fundar a WLF após a queda da FEDRA em Seattle. Originalmente, ele lutava pela liberdade da cidade, mas seus métodos se tornaram cada vez mais extremos, ao ponto de ameaçar até mesmo seus próprios aliados caso desobedecessem ordens.
A série da HBO, no entanto, parece decidida a dar mais profundidade a Isaac. O episódio The Last of Us 2×04 começa justamente com sua origem, mostrando seu rompimento com a FEDRA e sua adesão aos Wolves. Com isso, a adaptação não só antecipa sua história como promete torná-lo uma figura central nas próximas temporadas.
A relação complicada entre Isaac e Abby
Após a chacina no hospital dos Vagalumes, Abby e outros sobreviventes se juntaram à WLF, e Isaac os acolheu como um novo exército contra os Serafitas. Para Abby, que havia perdido o pai, Isaac se tornou uma espécie de figura paterna — mas também um exemplo de brutalidade e pragmatismo. Ela rapidamente ganhou sua confiança e passou a liderar missões, sendo reconhecida como “a melhor matadora de scars” do grupo.
Apesar da relação de lealdade, Abby nem sempre concorda com os métodos do líder. Com o tempo, ela começa a desenvolver empatia pelos inimigos e questionar os limites da guerra em que está envolvida. Essa tensão se intensifica à medida que ela desafia ordens diretas de Isaac, o que eventualmente leva a um conflito entre os dois.


O que esperar de Isaac nos próximos episódios?
Mesmo que Ellie nunca encontre Isaac nos jogos — e até agora, na série, eles estão em narrativas paralelas — a presença dele funciona como pano de fundo para os temas centrais da temporada: a vingança, o ciclo de violência e o que as pessoas estão dispostas a fazer em nome de uma causa.
Na 2ª temporada, a HBO parece investir mais no desenvolvimento de Isaac, e o fato de ter escalado um ator como Jeffrey Wright para o papel reforça a importância que o personagem ganhará. Conhecido por papéis em The Batman, James Bond, Westworld e What If…?, Wright já dublava Isaac no game The Last of Us Part II, e agora traz toda a força dramática de sua atuação para o live-action.
Como a série só deverá mostrar o lado de Abby mais profundamente a partir da 3ª temporada, Isaac ainda tem tempo para crescer como ameaça — e talvez até para revelar outras camadas. No entanto, com base no que vimos até agora em The Last of Us 2ª temporada Episódio 4, uma coisa é certa: Isaac não é o tipo de homem que hesita, e sua guerra está longe de terminar.
A participação de Isaac pode não ser o foco imediato da jornada de Ellie, mas é parte essencial para compreendermos os horrores políticos e morais do mundo de The Last of Us. E se depender do que foi apresentado até agora, ele será um dos grandes destaques — e perigos — desta fase da história.