The Last Ship – 1×02 – Welcome to Gitmo

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Quando o piloto de uma série é muito bom, a tendência é que o segundo episódio venha a falhar, “equilibrando” a qualidade da série, digamos assim. Se alguém tinha essa expectativa com relação ao segundo episódio e The Last Ship, e me incluo nessa parcela da população, o soco foi forte, em todos os sentidos. Se com dois episódios estamos nessa situação, extasiado com a série, o que acontecerá até o fim da temporada? Decepção é certo que virá, já que sempre vai haver algum ponto negativo. Mas será considerável ou será mínima? São tantas perguntas que não sabemos as respostas que a série pode ser comparada, no quesito perguntas, à The Leftovers. Okay, parei de brincar.

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O episódio já começa com ponto positivo: a contínua linha temporal. Várias são as séries, independente do gênero, que um episódio termina em determinada situação e o seguinte começa em outra totalmente diferente. Mas há também aquelas seguintes, em que fazem questão de deixar o telespectador por dentro de tudo que acontece na trama. TLS (vou abreviar, porque falar/escrever The Last Ship toda vez cansa) se encaixa nesse grupo “seleto” em que tudo acontece em uma sequência cronológica.

The Last Ship 1x02Enquanto no piloto o objetivo era descobrir o que diabos aconteceu com o mundo, buscar respostas para acontecimentos que deveriam ter sidos explicados abertamente à Chandler e, acima de tudo, fugir e se manter salvo dos russos a sequência vem para buscar suprimentos, seja alimento, combustível para o Nathan James ou equipamento científico para Rachel, já que Quincy é espião e não ajuda em nada pronto falei. O que ninguém, e quando digo ninguém refiro à minha pessoa, esperava era uma carga emocional maior que o piloto. Me peguei segurando o ar, apertando as mãos, puxando os cabelos (e não me chamem de louco) em vários momentos do episódio. Se continuar até o fim da temporada, já sabem o que vai acontecer.

Ponto que merece destaque no episódio, e nos episódios seguintes, é a determinação, foco e desenvolvimento dos personagens. Séries nesse estilo, em que núcleo secundário sempre vai estar presente, costumam deixar de lado esses personagens, desenvolvendo única e exclusivamente os protagonistas. No que dá para perceber, todo episódio terá um grupo de personagens que terá um desenvolvimento específico, como se a série estivesse aos poucos apresentando todos os personagens. Creio que todo mundo sentiu na pele o desespero de Burk ao treinar e dar esporros em Miller; no desenvolvimento de Miller, que pareceu crescer como marinheiro após uma situação delicada; na força em que Garnett, engenheira-chefe, tem em mandar combustível da ilha para o James e na força que ela continua tendo quando atingida. Personagens são o diferencial de uma série. E se a produção sabe desenvolvê-los, como a série demonstra saber, tem como não gostar? Tem como acreditar que, mesmo com um tema clichê, a produção não vai ser um sucesso?

Considerações Finais:

  • “Hey, nurcey! I need a cold compress here.”
  • Como ninguém percebe que Quincy é um infiltrado? A cena do ar-condicionado é bem clara, já que o controle de ar-condicionado, em um navio, fica no CCM (sala de controle);
  • Danny finalmente “desabou” com a morte de Franklin, o que é normal com a morte de alguém próximo;
  • Lembram que reclamei do vocabulário naval, usado em excesso no episódio anterior? Finalmente foi aliviado;
  • O fight finalmente vai acontecer: marinha americana x marinha russa.
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