The Last Ship – 1×04 – We’ll Get There

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Não vou abrir a boca, no caso escrever, e ser hipócrita em dizer que o episódio não foi surpreendente, porque foi. A decepção e, principalmente, as conclusões tiradas do episódio anterior vão permanecer pois, mais cedo ou mais tarde, todo o desastre narrado na review anterior vai ser concretizado: o pega-pega da Rússia com os EUA ou a introdução de novos “vilões” para a tripulação do Nathan James. E após três episódios explosivos e eletrizantes, é chegada a hora de acalmar a situação com todo mundo.

Não digo que os ânimos diminuíram, o que é impossível. Mas os riscos são reais e com consequências desastrosas. Riscos que não é preciso uma epidemia global para acontecer, basta uma falha e pronto. A série deixou tudo que é ficcional de fora, exceto o vírus. Falhas nos motores e geradores, consequências para a tripulação, o peso na consciência de Chandler, a pesquisa de Rachel. Um episódio calmo, se comparado com os anteriores, que deu à série o toque que ela precisava. Deixemos claro que ela não está completa, pois é necessário, no meu ponto de vista, um elemento importante. Mas consigo ver a série trilhando o caminho certo.

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Não, ainda não dá pra perdoar Quincy depois de tudo que ele fez. E quando, mais uma vez, ele põem a vida da humanidade em risco por capricho, a repulsa pelo personagem só fez crescer. E se tudo isso é negativo, existe um grande lado positivo: o desenvolvimento de Rachel. Creio que ela seja – a personagem – britânica ou de algum país com esse sotaque puxado, que tanto amo. Vê-la sendo posta de lado, como “mais uma cientista em busca de salvar a humanidade” é horrível. Ela tem que salvar a humanidade. Colocar sua vida e sua pesquisa em risco é um modo de desenvolvê-la. E quando é necessário a ajuda de Quincy, ela não tem papas na língua e mostra a realidade: se ele perdeu uma família, existe ali mais 200 pessoas que também perderam seus entes e amigos. A grande diferença é que eles têm um motivo para continuar: ajudá-la, da maneira necessária, a desenvolver a vacina.

Não podemos esquecer, de maneira alguma, a situação de Chandler. É mais que certo que em todos os episódios, ou em quase todos, o capitão do Nathan James vai ser posto à prova. E nada pior do que a falha mecânica em motores, geradores e filtros em um navio. Deixar a tripulação sem água potável, bolar uma ideia magnífica de como se locomover com mais velocidade, confiar nos seus subordinados sem ser aquele superior chato… Tantas são as características do personagem que chega ser difícil citar todas. E dizer que ele as têm por mérito próprio é mentira. Se ele tem e demonstra isso é pela tripulação; é pela sua família marítima. É por aqueles que desejam chegar em casa e encontrar, quem tem, seus entes queridos.

Considerações Finais:

  • A frase motivacional de Hugh para Chandler foi emocionante. Cara, ele abriu a vida dele de uma maneira incrível…
  • Chung sendo considerado pelo capitão, pela engenheira chefe e por Rachel foi mais que digno. Na verdade, o episódio foi dele.
  • A cena de todo mundo na praia.
  • Que voz é aquela de Alisha (Christina Elmore)? Gente, por mais episódios em que ela possa cantar daquele jeito!
  • E comemoremos a renovação da série, esperando que a mesma seja desenvolvida dignamente.
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