The Last Ship – 1×05 – El Toro

Last-Ship-El-Toro

Continua após as recomendações

Vamos aos fatos: desde sua estreia, The Last Ship mostrou que não é uma série qualquer, mais uma série do gênero pós-apocalíptico. Não é sobre a tripulação do Nathan James, não é sobre Chandler ou Rachel e não é sobre o vírus. Não é uma série de ação, embora tenha muitas cenas sobre, mas também não é sobre uma série de ritmo lento. Apesar de todos os defeitos que a série tem, principalmente em encarar o seu futuro sem enrolar a trama, The Last Ship é um verdadeiro mix. E o auge disso, a cereja do bolo, foi apresentado nesse episódio: The Human Factor.

Human Factor não é agir em prol daqueles que conhecem ou dar palavras de conforto. O Human Factor é justamente o contrário: ajudar aqueles que você não conhece, arriscar sua vida por eles e no final receber um olhar ou uma palavra que faz tudo que foi vivido valer a pena. Por isso e por outras, a série apresentou o seu melhor episódio, até aqui. E não foi só por esse fator. Foi o modo como ele foi trabalhado; o modo como a população foi inserida na trama; a preocupação de toda tripulação com a equipe em terra…

Continua após a publicidade

Colocar a tripulação, ou uma parte dela, em terra firme é necessária para o desenvolvimento. Porém, o modo que esse desembarque é trabalhado é repetitivo, é cansativo e decepcionante: só saem do navio em busca de algo. E dessa vez não foi diferente, já que foram buscar cobaias para os testes de Rachel. Sim, sei que deve ser difícil elaborar, se é que existe essa possibilidade, uma maneira delesa saírem do navio sem ser a procura de suprimentos ou qualquer coisa que envolva a “continuidade da missão”.

Mas o fato, é que esse episódio trouxe algo que precisamos ver: a vida na terra. As condições da população infectada, desesperada por auxílio; as dificuldades que os acampamentos dos sobreviventes encontram em busca de suprimentos; o modo como a sociedade está organizada. É necessário que a trama se desprenda do Nathan James, que Chandler e companhia encontre novos desafios.  As possibilidades que a trama tem são limitadas, por isso mesmo devem ser exploradas. No entanto, deixemos o desenvolvimento da trama de lado e foquemos no episódio.

Muitos podem dizer que foi um episódio totalmente diferente dos apresentados, e na verdade foi. Além do human factor, fator que deu todo um clima ao episódio, o desenvolvimento de determinados personagens, que sempre estão presentes e nunca bem abordados ~destaque para Mike, Rachel, Garnett e Tex~, a minimização de adrenalina exposta no episódio, a diminuição do vocabulário naval, por não ter se passado no navio… Vários são os pontos positivos e que, se abordados aqui, faria desa crítica uma matéria cansativa.

Considerações Finais:

  • As conversas e trocas de olhares entre Mike e Chandler na aldeia foi incrível. E o apoio que o Capitão do Nathan James deu ao seu companheiro foi algo inacreditável;
  • A preocupação de Garnett, engenheira chefe, com a equipe em solo foi lindo. Parecia uma mãe preocupada com seus filhos;
  • Creio que Rachel encontrou um novo amigo. E a verdade é que Tex e ela parece ser uma dupla dinâmica. Sim, quero ver mais cenas deles juntos.
Avatar

No comments

Add yours