The Last Ship – 1×10 – No Place Like Home (Season Finale)

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Nathan James, where are you?

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Convenhamos: The Last Ship apresentou uma temporada razoável, com deslizes no que diz respeito ao desenvolvimento da história e personagens, mas uma ótima temporada para uma série estreante de um gênero tão delicado de ser trabalhado. E qual seria a melhor maneira de terminar tal temporada, estando a produção renovada para uma segunda temporada? Um belo cliffhanger. Na verdade, o recurso não é exclusivo da série, sendo utilizado por grande parte das produções nos finais de temporada. Mas qual o verdadeiro significado disso para a trama de Michael Bay?

The Last Ship iniciou sua caminhada determinando seu objetivo perante o público que lhe assistia: ela estava ali para narrar a história de uma tripulação de um navio de guerra americano que deveria, em meio as dificuldades encontradas, achar a cura para um vírus que dizimou o planeta. A fuga narrativa aconteceu em vários momentos, sejam por pequenos minutos ou por episódios fillers, e o objetivo da série foi traçado. Em nenhum momento foi dito que a série iria, também, abordar a cura da humanidade. Sejamos sinceros a série deveria ter terminado ali, com toda tripulação chegando em terra firme e com a vacina na mão.

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Não serei hipócrita e dizer que não gostarei da nova “ambientação” da série. Como qualquer fã de tramas que envolvem ação, mistério, adrenalina e aventura, a “nova fase” da série de Eric Dane é um prato cheio. Novas dificuldades, novos inimigos e outros fatores irão dar um outro aspecto à série. Mas isso não estava na premissa original da trama. Não foi pra isso que Chandler, Rachel e companhia trabalharam durante meses, enfrentando grandes dificuldades. Apesar de existir o fato humano, onde é necessário a preocupação com os demais de sua espécie, eles não estão ali pra isso. Logo, a série vai ter um árduo trabalho em mostrar como isso está ligado com o desenvolvimento da vacina, que já está desenvolvida. Isso é: se esse lado for desenvolvido da maneira esperada.

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Deixando as possibilidades para a nova temporada de lado e focando no episódio, devemos concordar que ele foi, em parte, esperado. Alguns elementos, com exceção dos que envolvem o futuro da trama, foram exatamente imaginados por alguns fãs: o momento de encontro entre Chandler e família; o reconhecimento do difícil trabalho de Rachel pela comunidade científica; as divisões existentes na atua sociedade, a alegria da tripulação em por os pés em terra firme e a esperança de encontrar alguém conhecido. Elementos que fecharam com chave de ouro os dez episódios apresentados, mostrando que por mais clichê que seja, eles podem ser emocionantes e fazer a diferença no episódio.

A introdução de novos personagens, necessário para essa nova fase da série, foi de maneira sútil e delicada. Na verdade, alguns já eram conhecidos, de rosto, e outros foram introduzidos no clima atual da série. Apesar de ter tido uma primeira impressão boa sobre eles e suas personalidades, a permanência dos mesmos na série é indesejada, pelo motivo explicado a cima.

Considerações Finais:

  • Desnecessário a saída de Tex da equipe. Apesar de ter a esperança da volta do mesmo, a despedida dele e Rachel foi dolorosa.
  • Falando em Rachel, o momento de triunfo da personagem finalmente aconteceu! É impossível não se emocionar ao ver a personagem ser aclamada perante a comunidade científica, mesmo que essa comunidade esteja fazendo algo errado.
  • Quero a Nathan James de volta e quero todo mundo no mar, pode ser produção?
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