The Last Ship – 2×01/02 – Unreal City/Fight the Ship

Imagem: Arquivo pessoal
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Qualquer seriador que se preze admira algo em qualquer produção televisiva, independente da emissora e do gênero: a metodologia utilizada para desenvolver sua história. Convenhamos que existam três tipos de séries:

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  1. As que utilizam uma premissa original e só vem trabalhá-la depois de um bom tempo, se tornando obsoleta e tendo uma incrível semelhança com o “cego em meio ao tiroteio”;
  2. As que sabem da importância de seu objetivo principal e trabalha-o gradativamente. Entretanto, nesse intervalo de tempo, novas histórias são inseridas, dando a possibilidade de criação de algo maior no futuro, principalmente após a finalização do principal;
  3. E ainda aquelas que desenvolvem da melhor maneira possível, e da maneira mais rápida também, o objetivo principal.

É notável que The Last Ship se encaixe, pelo menos nessas duas temporadas, no terceiro caso. O objetivo da primeira temporada, o encontro da cura e fabricação da mesma, foi realizado com sucesso. A partir do momento que isso foi concretizado e sendo a produção do “terceiro tipo”, é hora de partir pra outra! É hora de tratar as conseqüências da season one.

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Pois bem, isso foi iniciado com êxito. Confesso que tive receio, pra não dizer temor, da nova temporada. Até então, a possibilidade de enxergar a trama protagonizada por Eric Dane como uma que trabalharia conseqüências da premissa original era nula. Mas a bofetada que ela nos dá, em diversos momentos desses dois episódios, é claro: como acharíamos a cura e não trabalharíamos o avanço por terra da extinção da gripe vermelha? Não existe mais estado central e eles são, de longe, o melhor que sobrou disso.

USS Nathan James, Baltimore e Nortfolk: aqui são estabelecidas as metas de trabalho da tripulação do “Último Navio”. O USS Nathan James foi detido da praga e todos os tripulantes vacinados. A ligação com Baltimore foi estabelecida pela ilusão de uma organização estatal, ou algo do tipo, e pelo forte vínculo de Green com sua mãe e dos subsídios que ela, se fosse boa, de fato, poderia fornecer. Pois bem, não sendo ela uma mocinha e não fornecendo o que era necessário, é hora de agir contra isso e cortar o mal pela raiz.

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É justamente isso que a season premiere da segunda temporada vem mostrar: a extinção de tudo implantado por Amy. A Avocet é totalmente pseuda e seletora: só entra, e possivelmente recebe à cura, quem tiver alguma habilidade em troca. O fator humano, que foi mostrado claramente na temporada passada, não habita nessa instituição. Na verdade, podemos sintetizá-la me poucas palavras: irá viver quem Amy quiser. Seja pela entrada na sede da instituição ou pela utilização de “freelancers”, que apontam a direção de pessoas possivelmente “descartáveis” em uma vila/bairro/cidade, ainda estou tentando descobrir o que é aquilo, de interesse da instituição.

Se isso é revoltante e emocionante, pois Chandler e companhia conseguem libertar a cidade das garras maléficas da “presidente”, o que podemos citar sobre a luta e retomada pelo USS? Claro que isso esteve ligado à invasão de Chandler à sede, e se tivesse combinado não teria dado tão certo como deu! Mas o fato é que, como família, eles lutaram pela sua casa: unidos, ajudando um a outro como podia. A proporção de pessoas era a favor deles, isso era notório. Mas a questão de armamentos foi destruidora e decisiva para uma sequência de cenas sem igual: a fuga de Mike do passadiço para a cabine de observação, ou algo de nome semelhante; a fuga de três integrantes da tripulação, cujos nomes não recordo; o auxílio dado por Mike aos três para libertar todos do refeitório. Tudo isso narrado em dois episódios, porém com ênfase maior no segundo. Por isso que digo e repito: venham e me deem um abraço!

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Considerações Finais:

  • A parte que Kara é tomada para seu feto ser utilizado como fonte da vacina: doeu muito, chorei muito e fiquei mega feliz quando terminou bem;
  • Rachel batendo de frente com Amy e fazendo decisões mega difíceis nas ruas de Baltimore: por isso que amo essa molier!