The Originals – 3×11 – Wild at Heart

Imagem: Arquivo Pessoal/Richard

Imagem: Captura de Tela/Reprodução

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Depois do aguardado desfecho para a trama das linhagens – ou pelo menos para a parte desta trama motivada e orquestrada por Tristan de Martel – The Originals nos apresenta um episódio que segue a lógica interna que esperávamos (continuidade), sem deixar de apresentar um episódio muito bom.

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Abrir o episódio com Aya fazendo um discurso sobre a perda de Tristan – embora o foco dela fosse assumir a Strix – foi interessante, porque inserir um misticismo a organização é uma diversificação necessária para ambientar melhor esta figurinha que parece ter vindo para ficar. Sim, o próprio Tristan já tinha feito uso dos serviços das bruxas, mas Aya fez disso um verdadeiro ritual. Corações batendo, efeitos de câmera, um ordem privada de bruxas bizarras, cartas macabras, assassinatos brutais… é desse charme bem The Originals que eu estava sentindo falta.

E falando em charmes que retornaram, ou neste caso continuaram, Klaus continua sendo uma das melhores versões dele até agora. O lado almighty evil dele realmente é muito bom, mas esse Klaus que se responsabiliza pelo que aconteceu com Cami e, ao mesmo tempo, não deixa de tentar cuidar de Hayley – “You will always have a home here” – está diminuindo o tom mais sóbrio e focado do personagem, o que abre espaço não só para os inimigos, mas para vários subplots que (espero) podem ser bem produtivos.

Noutra parte da cidade, Josh resolveu finalmente voltar à cena, infelizmente acompanhado por Davina. Não me entendam mal! Tivemos um tempo com Kol, e todas as outras consequências do retorno da ex-regente – e agora bruxa banida e futura “Irmã” – Davina Claire foi sim produtivo, mas conhecendo a garota, não vai demorar muito para desejarmos que ela dê outra sumida.

Adorei, isso mesmo, adorei essa nova Cami. Embora estejam reciclando aquilo que já foi feito em TVD, Cami – assim como Elena – precisava de uma mudança, de uma trama própria, de um propósito para permanecer na história, e é claro, uma boa dose de maldade – As cenas dela quebrando a sua regra de ouro sobre hipnotizar são uma boa amostra disso. Agora a personagem poderá concretizar seu papel como fragilizador de Klaus. Prova disso é que nenhuma vampira de uma semana deixaria o nosso híbrido nocauteado daquele jeito.

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Na verdade, a dualidade da personagem está sendo um dos melhores recursos até aqui. Afinal, todos nós somos convencidos de que ela realmente está oscilando entre sua antiga personalidade e esse seu novo eu. Seja brigando com Klaus ou se desculpando com Hayley, somos levados a crer que esse conflito interno da personagem é só parte da transformação, o que torna a revelação de que ela estava enganando a todos, e que agora tem o carvalho branco – e poder suficiente para causar problemas para todos os Originais – num plot twist genuinamente chocante.

Talvez mais surpreendente que Camille tenha sido o papel desempenhado por Elijah em “Wild at Heart”. Na verdade, reservei o final do texto e o comentário sobre o título para ele porque todo o wild de Cami já havia sido profetizado por Aurora, e Klaus anda mais “domado” do que qualquer outra coisa. Mas Elijah continua mostrando que a porta vermelha ainda parece esconder muitos segredos. Não acreditei que ele fosse simplesmente deixar Ariane acessar a mente dele tão facilmente, e menos ainda que ele fosse matar a moça numa cena tão “poética”.

E o que dizer dessa cena final? Mesmo que Hayley não fosse loucamente apaixonada por Jackson (e que ele já estivesse sobrando há muito tempo na trama), a morte dele, da maneira como aconteceu, foi extremamente dolorosa para ela, e reservar uma cena para esse sofrimento talvez tenha sido um pouco do encerramento que ela precisa… E é claro, a cena também deixou uma atmosfera nada otimista para os shippers da moça com Elijah com o seu “but the truth is that my husband died because he loved me… And loving any of us is a death sentence, isn’t it?”.

The Originals fecha mais uma semana muito bem e, pela promo do próximo episódio (logo abaixo), as coisas ainda vão ficar muito melhores!

PS.1.: Só eu já gostei mais de Aya como líder da organização do que de Tristan, e para ser honesto, mais do que qualquer líder de qualquer “turma” desde a finada Josephine?

PS.2.: “Actually, I measure the number in the hundreds of thousands”. #Exibido

[youtube] https://www.youtube.com/watch?v=PtDbeuhVzbo [/youtube]

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