The Originals – 3×21 – Give ‘Em Hell Kid

Imagem: Banco de Séries
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Imagem: Captura de Tela/Reprodução

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“Give ‘Em Hell, Davina Claire”

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Luto. Embora não pelas mesmas pessoas, é exatamente isso que abre o episódio desta semana de The Originals. Depois da perda de Cami e da perda de Davina, e tendo finalmente derrotado Lucien, nossos Originais tiraram um tempo para prestar seus respeitos àqueles que eles perderam nas últimas semanas.

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Enquanto Hayley, Klaus e Elijah dão a Cami o enterro que ela tanto queria, com uma verdadeira multidão e ao melhor estilo Nova Orleans, no cemitério – não entendo como isso as Ancestrais permitiram… – Kol, Josh, Vincent e Marcel velam Davina Claire, deixando claro que haverá retribuição pelo que foi feito com a bruxinha. Nevertheless, as declarações feitas foram muito bonitas. Mesmo que eu não seja um grande fã de Davina, nem a ache a altura da bruxa com a qual vou compará-la agora, algo neste enterro me lembrou muito o enterro de Bonnie, na quinta temporada de TVD.

Talvez seja pela falta deles no meio da atmosfera tão tensa criada pelos últimos acontecimentos, mas eu não consigo interpretar o “Whisky’s important” de Hayley como outra coisa além de um excelente alívio cômico.

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Achei o momento mais que apropriado para trazer de volta o detetive Kinney. Afinal, apesar de seu título, “Give ‘Em Hell Kid” – não sei se numa referência à música de mesmo nome do My Chemical Romance – foi um episódio de preparação, de “calmaria” para a finale, como o fôlego que se toma antes de um mergulho, algo que Klaus decididamente parece disposto a incorporar. Vê-lo não reagir de maneira mais brutal a Kinney, e até mesmo vê-lo admitir que a raiva de Marcel é justificada – considerando que a perda de Davina se dá por ações dos Mikaelson feitas em benefício dos Mikaelson – mostram o quanto o personagem cresceu, o quanto aquilo que Cami via que ele podia ser ainda não se perdeu, nem mesmo frente a morte dela, foi uma das surpresas mais agradáveis do episódio.

Imagem: Arquivo Pessoal
Imagem: Captura de Tela/Reprodução

O detetive ainda vai protagonizar o tourthis is what we know so far” de Vincent. E embora eu tenha apreciado rever a noção de uso da magia para manutenção do equilíbrio, um conceito muito usado nas primeiras temporadas de TVD, não acho que colocar todo um subplot que só serve para relembrar o telespectador de certos detalhes que podem ser importantes na finale tenha sido o melhor uso do tempo de cena. Por exemplo, é claro – estava tão óbvio que nem as pessoas que chegaram a achar que Marcel realmente já tinha morrido deixariam de perceber – que um elemento que lidasse com a magia das Ancestrais fosse ser acrescentado à história, já que aquilo que Freya drenou não seria suficiente para matar uma nova besta. Talvez não tão claro, mas decididamente óbvio, é que faltava uma despedia apropriada para Davina, e isso só poderia acontecer no reino dos Ancestrais, que agora também (assim como em TVD) foi destruído. O grande twist dessa que parecer ser uma excelente novidade, é que, mesmo empoderando Lucien, foi a existência do poder dos Ancestrais que ajudou a derrotar a Besta. Sem ele, não acho que exista muito que Freya ou qualquer um possa fazer para deter Marcel Gerard.

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E falando em Freya, não sei se só eu, mas cada dia mais, acho a moça parecida com Klaus. Não que haja fúria ou razão descontrolada disfarçada de uma lealdade distorcida em “always and forever” nela, mas sim porque, cada dia mais, ela prova seu desejo de manter a família unida, de deixar todos esses problemas para trás e viver com os irmãos que ela tanto buscou.

Agora, falando sério, mais alguém aí não suporta mais Josh? O rapaz só aparece para protagonizar momentos em que ele nos lembra que, tirada a sua história de amor, ele é só uma criança que reclama porque as coisas não foram do jeito que ele quis. Não tiro o peso do sofrimento dele, que com toda certeza é colossal, mas até mesmo para pequenas aparições ele perdeu o sentido e a utilidade.

De volta ao complexo dos Mikaelson, adorei que, mesmo tendo funcionado melhor com Klaus em cena, Freya ainda use mais a sua magia em contato com Elijah. E é claro, amei a ressignificação dada a profecia. Passamos uma temporada inteira pensando que seriam necessárias três pessoas diferentes para matar os Mikaelson – friend, foe and family – mas agora, Marcellus é a perfeita encarnação das três coisas, uma para cada um dos Originais. Standing ovation para a produção por essa sacada brilhante.

O confronto na ponte foi ao mesmo tempo excelente e insano. A oscilação da luz, as declarações de lealdades e triações, a analogia mais cruel (e que a muito esperava para ser dita) – que Klaus é responsável pelos problemas cria, porque ele os cria e os abandona, como foi com Lucien e Marcel – e até mesmo a destruição do Always and Forever foram todos elementos muito bem encaixados na sequência, mas o que não funcionou foi que o coração de Marcel foi arrancado e mesmo assim o super soro de Lucien funcionou. A linha pré-estabelecida pela ficção do universo de místico criado pela franquia foi ignorada aqui. Se o sangue de vampiro não pode curar certas coisas, ter o órgão mais vital – mesmo para uma criatura da noite – arrancado também deveria ser irremediável.

No fim, nem mesmo Shakespeare e Haylijah conseguem tirar de nossas mentes a certeza de que a Finale será guerra como Nova Orleans nunca viu. Agora, com a ascensão de Marcel como a arma final contra os Originai – e considerando a promo – tudo, literalmente, pode acontecer. Resta agora esperar pelo próximo episódio, pelo retorno de Rebekah, pelo julgamento de Klaus e, talvez pelo fim dos Originais. See you there!

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P.S.: Ok, um ou dos versos bíblicos eu até entendo, afinal, sempre apreciei o senso de ironia de Vincent, mesmo quando era Finn quem habitava seu corpo. Mas iniciar todos os diálogos com isso? Fazer uma piada disso com Kinney? C’mon Vincent! You can do better than this.

P.S.2.: Pode não significar muito, mas dar o tom de mais lúdico/místico ao texto da série repetindo “Once upon a time” em diferentes partes foi uma ideia inusitada.

P.S.3.: Só eu me lembrei da ponte do “The Man for the Other Side” (Fringe, S02E19, quando Peter descobre que ele não é da nossa realidade) nessa chegada de Klaus e Marcel à ponte?

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