The Originals – 4×01 – Gather Up The Killers

Imagem: Captura de Tela/Reprodução

“Because deep down inside you are weak.”

Que retorno espetacular! The Originals, depois de várias mudanças e de um flash forwards de cinco anos, finalmente voltou para a sua quarta temporada, prometendo – e entregando – uma Hayley muito mais interessante, Hope tornando-se almighty  e claro, o retorno do único verdadeiro rei do Quarter, Klaus Mikaelson.

É impossível começar essa review sem ver toda a nostalgia deixada pelo fim de The Vampire Diaries pairando em nossas mentes. Afinal, a nossa visita semanal a Nova Orleans e aos problemas dos Mikaelson são a nossa última conexão com esse universo tão maravilhoso que titia Plec criou. Talvez por isso, The Originals pareça ter maturado todas as queixas da temporada passada e nos preparado algo verdadeiramente memorável.

Confesso que não pude deixar de adorar a ironia da situação em que a cidade se encontra. Tanto esforço para livrar o Quarter dos vampiros malvados e dos Mikaelson tão cruéis acabou não resultando em nada. Afinal, mesmo que Klaus e os seus estejam derrotados, ainda há ondas incontáveis de vampiros indo e vindo da cidade justamente para ver o tão temido Original sofrer tormento eterno ou para buscar vingança contra o resto dos Mikaelson que continua desaparecido.

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É claro que há coisas que incomodam. Embora mencionados, nem Kol nem Rebekah apareceram – por razões de disponibilidade dos atores que já conhecemos tão bem. Mas uma das piores coisas inicialmente foi a maneira como Hayley parece estar vivendo numa situação razoável e sem maiores proteções. O discurso de Mary contra acordar os Originais não me incomodou realmente, mas o fato de que Hayley ainda faz as coisas impulsivamente. É claro que a pista sobre a última matilha traria problemas mas, para ser justo, ela massacrou toda uma companhia de vampiros inimigos e ainda nos mostrou sua forma de loba… então vamos dar um desconto a ela.

Imagem: IMdb/Divulgação

Enquanto isso, Marcel continua tão patético e desprezível como no fim da temporada passada. Primeiro, é claro que ele estava ali procurando a aprovação de Klaus. Afinal, se ele é realmente tão mais forte que Klaus, porque ele precisaria recorrer a ele para lidar com Alistar Duquesne? E embora Alistar tenha sido uma irritação passageira, que logo foi exterminada, Marcel, ao usar a faca em Klaus novamente, só confirmou as palavras dele. Você é fraco, Marcel, e a vingança está vindo até você.

E falando de patético e desnecessário, continuo achando a insistência em manter Josh na série um desperdício de minutos de cena preciosos. O vampiro não acrescenta em nada a história, e agora que não temos mais a insuportável Davina, não vejo propósito para o sidekick dela continuar na história.

Já falando de personagens que não merecem estar ali como foram excelentes em seu tempo de cena, nunca amei tanto Freya quanto nesse episódio. Depois de cinco anos dentro da mesma maldição a qual ela foi condenada por Dahlia por mil anos, a garota conseguiu acordar e se manter leal e focada ao seu objetivo. Mesmo com todos os altos e baixos, a bruxinha decididamente ama os irmão – até mesmo Klaus – e não parará por nada até salvá-los. Claro, seu momento rainha – “that’s what happens when people annoy me” – foi um bônus excelente.

Em quesitos técnicos, embora o envelhecimento dos prédios e da complexo Mikaelson tenha sido feito à excelência, faltou um certo je ne sais quoi no que diz respeito a todo o resto. Não há marcas da passagem de tanto tempo no resto da cidade nem nos personagens. Fora isso, a trilha sonora continua sendo um dos melhores mimos que a série nos entrega e, não poderia deixar de dizer, senti falta dessa atmosfera sombria, com essa paleta mais noturna e cortes mais rápidos.

Como um todo, o episódio foi um verdadeiro tributo à espera dos fãs pelo retorno da série. Vimos (quase) todos os personagens que queríamos ver, os Mikaelson finalmente estão livres de suas respectivas maldições e Hope mostra sinais de tanto poder que é até mesmo capaz de desenhar previsões – como Davina fazia na Season 1 – desse mal secreto que se forma no Quarter. Resta esperar pelo próximo episódio e se deliciar com o resto da temporada. See ya!

Richard Gonçalves

Richard Gonçalves

Estudante de Letras, apaixonado por quadrinhos, música e cinema. Viciado em séries desde sempre. Fã de carteirinha de Doctor Who, House, Battlestar Galactica, Sherlock, 24 Horas, The Borgias, Penny Dreadful, E.R. e Lost. Aqui no Mix de Séries é editor de reviews, além de escrever as reviews de Marvel's Jessica Jones, Marvel's Agents of S.H.I.E.L.D. e The Originals.

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