The Originals – 4×02 – No Quarter

Imagem: IMDb/Divulgação

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“Oh, for God’s sake! You were never a Mikaelson, get over it!”

A saga da família Original segue de maneira interessante, nesse retorno dos Mikaelson. The Originals parece determinada a atender os pedidos dos fãs e colocar Marcel de volta no lugar dele, além de acertar todas as nossas outras queixas. “No Quarter” já começou prometendo que a matança que uma vingança Original demanda será atendida. Quando Elijah prometeu resgatar Klaus mesmo que precisa queimar a cidade, foi a certeza que precisávamos do que o episódio traria.

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Mas, deixemos de lado por um momento todo o meu hype, além carnificina básica dos Mikaelson e das tramoias paranoicas de Marcel e Sofya, porque além de completar o esforço da premiere para unir a família e libertar Klaus, o episódio fez um excelente trabalho em oferecer mais pistas sobre o que promete ser o “inimigo” desta metade da temporada. O mistério das crianças desaparecendo ganha mais e mais informações, e coisa boa não vai sair disso.

Nesse meio tempo, tenho que registrar o quanto AMEI a versão de Cami que o subconsciente de Klaus criou. Sempre me ressenti do resultado final da personagem ter desligado sua humanidade, e vê-la um pouquinho mais sádica, irônica e um pouco mais bitch – para não dizer “um pouquinho mais Katherine” – foi uma das gratas surpresas do episódio, mais ainda porque, quando ela foi abordar os problemas de Klaus, não tivemos que aturar três ou quatro episódios do mimimi tradicional dela.

E já que estamos no assunto de gratas surpresas, o apelo/declaração de guerra de Rebekah para Marcel foi uma cena titânica. É uma das muitas razões porque eu adoro que Claire Holt tenha conseguido espaço de agenda suficiente para gravar nessa temporada.

Na verdade, só Klaus roubou a cena dela e dos outros Originais. Todo o amor e devoção dele a Hope e a sua família, a maneira com que ele sonha com reencontrar a filha e poder estar ao lado dela e defendê-la renderam cenas interessantes. Por si só, esse dilema entre almighty e pai carinhoso pode render um sideplot muito interessante.

Imagem: Captura de Tela/Reprodução

Nesse meio tempo, essa coisa meio X Files meio Twilight Zone que Vincent vivenciou meio que me decepcionou. Primeiro porque teorias de que a “luz” era Davina ou uma força das Ancestrais tomaram conta da internet – o que seria uma morte lenta e terrível para todos nós; sei que ninguém fica morto realmente nessa história, mas deixem essa criatura insuportável morta mais uns dias, não faz mal a ninguém. Segundo, e essa é a minha principal reclamação, até eu que não sou especialista em todas as bruxarias sei que, mesmo sendo um amuleto de proteção, o charme feito pela mãe do menino desaparecido não teria A) poder suficiente para refutar Davina ou as Ancestrais e B) mesmo que desconsideremos o problema anterior, o amuleto foi feito para o garoto pela mãe dele, não acho que fosse funcionar tão bem para proteger outra pessoa.

Os grandes confrontos do episódio foram excelentes. Até mesmo os fãs de Marcel – não acho que ainda existam esses, mas… – serão forçados a admitir que sentiram falta daquele “Hello, Marcellus” de Elijah. Ver Rebekah e Kol eviscerarem os capangas de Marcel também rendeu bons momentos.

No fim, acabou sendo um episódio que cumpriu tudo o que esperávamos desse início de temporada. E embora ele tenha me deixado com a forte impressão de que os Originais não têm mais seu principal propósito. Eles foram vencidos por Marcel, mas eles também o venceram. Klaus reencontrou Hope e tudo parece bem, salvo pela trama de bruxaria que tanto assustou Vincent. De certa forma, o episódio concluiu a saga dos Originais como a conhecemos, e espero profundamente que a série amarre bem a ligação deles com a ameaça que virá. Resta esperar para ver. See ya!

P.S.: Continuo achando que Josh é um desperdício de tempo de cena, mesmo ele tendo servido para “ajudar” os Originais.
P.S.2.: Fãs mais hardcore de TVD devem lembrar que na carta que Katherine mandou para Klaus, lá no início do spin-off, a nossa bitch Queen mencionou que foram cinco séculos divertidos. De certa forma, Klaus passou por uma fração disso, em cinco anos “divertidos” de tortura.