The Originals – 4×03 – Haunter of Ruins

Imagem: Captura de Tela/Reprodução

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“Paranoia, betrayal, violence, repeat.”

“Hauter of Ruins”, terceiro episódio da quarta temporada de The Originals, começa partindo os corações da audiência. Certo, o episódio englobou muitas outras coisas, dando inclusive um tom mais apurado para a ameaça dessa metade da temporada. Mas a primeira cena, quando Hope prefere brincar no jardim do que continuar ali com Klaus que, segundos antes gritava com os irmãos, foi bem forte. É claro que as coisas acabam melhorando entre eles, mas foi meio difícil não sentir o choque desse primeiro contato.

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Mas, deixando de lado temporariamente o drama familiar Original, gostei que a série finalmente olhou para o passado de Vincent e Eva juntos, e que a grande ameaça esteja ligada a esse passado. A ideia que uma escuridão que vá assassinar crianças das famílias ancestrais – nas quais Hope pode ser incluída, devido aos eventos da consagração de Esther numa temporada anterior – a ameaça parece surgir sob encomenda para garantir que os Mikaelson não possam deixar Nova Orleans.

Nesse meio tempo, um side topic merece atenção. A loba Malraux trouxe de volta certo cientificismo para a trama. A ideia de que ela pode regular – fortalecer ou enfraquecer geneticamente (com algum tipo de imunoterapia, eu suponho) – as capacidades sobrenaturais de um individuo abre uma janela para que aquilo que Marcel se tornou, por exemplo, possa ser desfeito tanto pelos poderes de Freya quanto pela Ciência. Foi um plot twist interessante.

Ainda no assunto, Freya se colocar contra Hayley e Elijah – embora o argumento dela até seja plausível, considerando a paranoia dela de perder os irmãos – no caso da libertação da loba Malraux foi outra sacada interessante. Até aqui, vimos Freya fazer de tudo, sem medir consequências, para pertencer e defender essa família que ela tanto ama. Agora, quando as prioridades da família e a guerra que eles parecem estar lutando mudou, rever o papel da bruxa na história e questionar o comportamento dela são sim questões necessárias.

Imagem: Captura de Tela/Reprodução

De volta ao núcleo de Klaus e Hope, foi uma boa escolha da série deixar claro que a menina tem sim poderes e que ela é bem consciente disso. Se os desenhos com predições meio Davina já eram indício, vê-la concertar a borboleta foi uma confirmação. E agora que a garota está vitimada pelo feitiço, mal posso esperar para ver as consequências disso.

Como um todo, o episódio dessa semana cumpriu – parcialmente – aquilo que eu esperava. Ligou, mesmo que de maneira excessivamente direta, os Originais à trama dessa parte da temporada. Kol e Rebekah, como já era de se esperar, completaram sua participação e vão passar um bom tempo sem aparecer. Freya também parece que ficará para trás, aprontando com a sua nova “amiga” Malraux. Mais uma vez, Hayley, Elijah e Klaus direcionarão seus esforços a Nova Orleans, em sua missão para salvar Hope, e mal posso esperar para saber o que resultará de tudo isso.

Richard Gonçalves

Richard Gonçalves

Professor de Língua e Literatura, apaixonado por quadrinhos, música e cinema. Viciado em café, bons livros, boas animações e ocasionais guilty pleasures (além de conversas sem começo, meio nem fim). De gosto extremamente duvidoso, um Reviewer ocasional aqui no Mix de Séries e Colunista no Mix de Filmes.

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