The Originals – 4×06 – Bag of Cobras

Imagem: The Vampire Diaries & The Originals Wiki
Imagem: The Vampire Diaries & The Originals Wiki

[spacer height=”20px”]

Continua após publicidade

“Bag of Cobras”, sexto episódio da quarta temporada de The Originals, apresenta alguns desafios. Sim, o episódio nos guiou por algumas questões que queríamos descobrir – como a relação do Hollow com a história de Nova Orleans –, mas foi além dos nossos sonhos mais vagos, tornando o Hollow uma ameaça ainda mais macabra e poderosa.

Continua após a publicidade

Mas vamos por partes. A parceria entre Vicent e Elijah foi interessante. Mesmo em sua “amizade” com Marcel, foi interessante perceber que o bruxo sabe que enfrentar essa ameaça é mais importante do que rivalidades antigas e até mais do que quem manda em quem no Quarter. A ideia de que o Hollow, em sua fome eterna por poder para retornar a esse mundo destruirá tudo e todos ajuda a colocar as coisas em perspectiva.

Continua após publicidade

Nesse meio tempo, a subtrama de Freya, Keelin e Hayley me dividiu. Por um lado, estou feliz de ver a progressão desse possível relacionamento entre Freya e Keelin. Afinal, passada a tortura para extrair o veneno da loba, ela e Freya parecem fazer bem uma para a outra e, depois de tudo, Freya merece uma chance de felicidade livre do peso de Dahlia. Contudo, a insistência de aliar os lobos do Bayou, Hayley e o Hollow a essa trama me irritou um pouco. Não acho que seja o momento para pensar nas origens, o que resulta em tempo de cena sendo desperdiçado.

E já que passamos em coisas que irritam, a motivação de Sofya com toda certeza é uma delas. Primeiro a vampirinha louca alega querer executar vingança contra Klaus e os Mikaelson, provavelmente por todo aquele probleminha com Lucien na temporada passada – ou com o assassinato de toda a família dela, ironicamente, 500 anos atrás. Agora, a garota age como se estivesse liderando um resgate para Marcel, um disfarce esfarrapado para sua vingança. Claro, para enredar Josh no plano, até faz sentido mentir, e faria sentido com qualquer outro personagem. Mas alguém que se envolve com o Hollow e contrata bruxos para ajudar no seu plano deveria deixar de lado o bullshit e declarar suas intenções sem maiores subterfúgios.

Continua após publicidade

Agora, noutra parte da trama, a ideia de Elijah abrir novamente a sua porta vermelha, de tornar-se novamente a figura monstruosa e implacável que conhecemos em The Vampire Diaries somente para proteger a “redenção” de Klaus não parece estar funcionando tão bem. Por mais que Elijah seja implacável quando deseja, falta a ele um je ne sais quoi para a vingança que Klaus domina com maestria. Todavia, como o próprio Klaus disse, são tempos incomuns. E se o Rei de Nova Orleans pode mostrar misericórdia para os cultistas do Hollow, então o irmão sensato pode voltar a ser o mal supremo – com uma queda pelo dramático.

Imagem: Captura de Tela/Reprodução

É claro, minha divagação passa longe do foco da atenção nessa parte da trama, afinal, todos nós estávamos ansiosos por mais uma festa Mikaelson, celebrando agora a rápida retomada da cidade. E, como era de se esperar, foi uma festa cheia de reviravoltas. Dominic particularmente foi uma surpresa quase que inacreditável. Sabemos que a ressurreição é permitida dentro do conjunto de regras para a magia na série, mas não imaginei que ele fosse tão poderoso assim.

Falando em reviravoltas poderosas, nunca imaginei que o Hollow tivesse restos mortais – na verdade, até agora, nunca tinha chegado a considerar que ele um dia tivesse sido uma entidade com forma física. Para piorar, além da mandíbula que os pais de Hayley guardavam – isso sim é um totem bizarro para se ter no berçário de uma criança – a faca de Papa Tunde também é parte da coleção de restos mortais.

ANOTAÇÕES DE UM VAMPIRO: Se o que aconteceu com Sofya e sua família na foi na Rússia há cerca de 500 anos, como Klaus teve tempo para toda a traquinagem com Katherine e o que se sucedeu e ainda achou tempo para virar motivo de ódio dessa cópia russa da nossa bitch queen?

ANOTAÇÕES DE UM VAMPIRO 2: Adorei que a escultura de gelo e o grosso da festa tenha sido o símbolo da série. Mais um bom uso da iconografia já estabelecida.

Professor de Língua e Literatura, apaixonado por quadrinhos, música e cinema. Viciado em café, bons livros, boas animações e ocasionais guilty pleasures (além de conversas sem começo, meio nem fim). De gosto extremamente duvidoso, um Reviewer ocasional aqui no Mix de Séries e Colunista no Mix de Filmes.