The Originals – 4×08 – Voodoo in My Blood

Imagem: YouTube/Reprodução
Imagem: YouTube/Reprodução

[spacer height=”20px”]

Continua após publicidade

“Give my regards to Mystic Falls”

 The Originals segue o curso de sua quarta temporada num ritmo interessante, e “Voodoo in My Blood”, seu oitavo episódio, dá continuidade a algumas questões, além de levantar uma série de referências e alimentar nossas teorias de fã, tudo isso enquanto nos envolve no mesmo feel que tínhamos nas primeiras temporadas de The Vampire Diares. Então vamos a review!

Continua após a publicidade

Gostei que essa temporada finalmente tenha trazido um flashback. O recurso é sempre muito bem usado, e ajuda a situar mais tanto o vilão quanto os novos traços da personalidade dos personagens que serão abordados, nada melhor para fazer em meio a luta por sobrevivência contra o Hollow. Testemunhamos o que parece ser o nascimento do Hollow, ou o primeiro ritual de invocação dessa criatura.

Continua após publicidade

Claro, a nossa atenção é desviada de volta para o presente e para uma preocupação considerável: the ancestors are back! Os mesmos ancestrais que demandam a Colheita, que convenceram as garotas da Colheita a sair numa matança e que, bom, causaram todo tipo de confusão. Agora, esses mesmos Ancestrais já começaram a sussurrar coisas no ouvido de Hope, que, por acaso, é uma bruxa Mikaelson primogênita de sua linhagem. Ah, é como se isso não fosse o suficiente, quem está no comando dos Ancestrais dessa vez? Não é o culto de bruxas bizarras que morreu trocentos anos atrás, é Davina Claire, a bruxa insuportável e sem sal que, como eu previ, conseguiu rastejar de volta do inferno – literalmente – para atormentar a trama e comandar todo esse poder.

Enquanto isso, e para pausar um pouco a minha onda de hate por Davina, eis que o crossover surge para acalmar as coisas. Como o Luan – thanks for the feedback, bro – me lembrou nos comentários da review passada, Alaric já está a caminho de Nova Orleans e com o osso do Hollow. Ainda evitando falar de Davina, gostei que as ações de Elijah não tenham passado despercebidas por Hayley. Sei que, considerando a quantidade de problemas dela, a moça não vai se incomodar de ficar com Elijah, mesmo que ele se transforme no novo Klaus. Contudo, gostei que ela tenha dado uma chamada nele pelo assassinato das quatro novas garotas da Colheita.

Continua após publicidade

Num último suspiro antes de irmos a igreja e ao mundo espiritual conversar com Davina Claire, Sofya, digo, Hollowfya – não pude evitar – finalmente colocou a cara no sol, e foi direto procurar Marcel. Foi uma escolha óbvia, já que ela tem o poder de matar os Originais e, suponho, Marcel, e que nesse corpo ela não precisa nem se esforçar para encontrar o auto-intitulado “Rei” de Nova Orleans, matá-lo e, como bônus, aproveitar dos recursos dele para apoderar-se dos ossos. You go girl! Ela só não contava com Elijah aparecer, assim como Alaric não contava com ser arrastado para uma guerra com uma entidade poderosa desconhecida.

Agora, e infelizmente, na igreja, já é seguro dizer que, mesmo que elas não apareçam mais, AMEI as novas garotas da Colheita. Sarcasmo, senso de humor e, claro, “this is gonna hurt”, foram bons prêmios de consolação por tolerar a almighty Davina. Felizmente, tivemos também mais um flashback para deixar as coias mais aceitáveis. Mas enquanto a hora da historinha com titia Davina não acaba, uma outra trama nos resgata a atenção.

Imagem: YouTube/Reprodução

Ver Elijah ser forçado a conviver com Marcel, quer dizer, ver Marcel ser forçado a conviver com Elijah – isso sim pareceu mais apropriado – foi interessante. Depois de toda aquela tensão porque o Original meio que matou o seu pupilo, tivemos a chance de rever os dias de glória de Alaric, e comemorar, mesmo que em vão, que o caçador aposentado tenha explodido o Hollow e Sofya.

Enquanto isso, no submundo – que também está povoado pela paleta azul associada ao Hollow – continuou a hora da história. E enquanto é deixado absurdamente claro que o Hollow é uma ameaça gigante e muito maior do que Marcel e Lucien foram (como já era de se esperar…), Davina fez algo que até me agradou: indicou um possível propósito/utilidade para Hayley na trama. Não me entendam mal! Ela foi fundamental na primeira temporada e toda a trama de Rainha dos Lobos foi muito interessante – principalmente porque os lobos são, das facções de criaturas mágicas, a menos aprofundada e a última a ganhar uma origin story (já que a parte sobre a maldição do sol e da lua lá na season 3 de TVD foi desmentida há muito tempo) – e não podemos esquecer que ela foi a guardiã e salvadora dos nossos Originais nesses últimos cinco anos, mas depois de concluir essa última quest, a moça meio que só “seguiu junto” com a trama.

Ainda falando de Davina, até eu, que odeio a moça, consegui entender que esse papo de confiar nela e usar Klaus para salvar o dia foi muito falso. A cara dela olhando para o corpo inconsciente e aprisionado de Klaus foi prova da satisfação e da vingança que ela estava tramando.

E, mais uma vez, eu estava certo. O ódio da bruxa pelos Originais, Klaus em específico, não acabou, e sendo a insuportável que ela é, matar Klaus é uma parte fundamental do plano dela para defender Nova Orleans. E, confesso, por alguns segundos, fiquei preocupado que ela conseguisse causar algum estrago. Afinal, era óbvio que essa criatura irritante não conseguiria – porque fracasso é a marca registrada dela – matar Klaus, pelo menos não permanentemente. Mas sendo poderosa como ela é, ela poderia causar algum dano sério.

Felizmente, a mais nova das Mikaelson apareceu para nos lembrar que ela também é uma badass e, claro, que assim como TODOS os outros Originais, ela também consegue humilhar Davina. E mesmo que toda essa trama de poder de Hope seja só um gancho para, depois que esta temporada acabar (ou até ainda nesta temporada), ela seja mandada para o instituto para gifted youngsters de Caroline Forbes – não pude resistir – foi muito bom ver a garota mostrando a que veio.

Mas como nenhuma coisa boa acontece na série sem um preço absurdamente alto e terrível, eis que Hollowfya reaparece nos últimos segundos e deixa um cliffhanger espetacular ao apunhalar Elijah com os seus espinhos mágicos. Depois de tudo, parece que ele acabou sendo sacrificado do mesmo modo, só que para servir aos propósitos do Hollow. Resta esperar pelo próximo episódio e torcer para alguma forma absurda – que exija muita suspensão de descrença – de salvá-lo apareça. Talvez Freya com seu medalhão mágico… enfim, see ya!

[spacer height=”20px”]

Anotações de um Vampiro: Nesse episódio é que tivemos a confirmação do que coloquei nas notas passadas, sobre o Hollow ser um hibrido de lobisomem e bruxo.

Anotações de um Vampiro 2: É bem improvável que algum de vocês seja jogador ou fã de World of Warcraft, mas se vocês quiserem pesquisar, algo similar a criação do Hollow aconteceu no universo Warcraft. Long story short, uma bruxa muito poderosa, a guardiã Aegwynn do Conselho de Tirisfal teve uma ideia similar, ter um filho para repassar todo o seu poder e a ajudar na tarefa de lutar contra Sargeras e a Legião Ardente. Claro que, como com o Hollow, isso deu errado, e Medivh acabou sendo mais problema do que solução.

Anotações de um Vampiro 3: Ah, Elijah… Mesmo quando você está no caminho para se transformar numa versão estranha de Klaus, ainda há um senso de classe e humor ácido em você. Um terno de nove milhões? That’s the Original I like. E Klaus não deixou barato! “Well, we all haver our bad days” foi impagável.

Professor de Língua e Literatura, apaixonado por quadrinhos, música e cinema. Viciado em café, bons livros, boas animações e ocasionais guilty pleasures (além de conversas sem começo, meio nem fim). De gosto extremamente duvidoso, um Reviewer ocasional aqui no Mix de Séries e Colunista no Mix de Filmes.