The Originals – 4×09 – Queen Death

Imagem: YouTube/Reprodução

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Eis que mais um episódio de The Originals está entre nós, trazendo tristeza e partindo os nossos corações com um episódio excelente que resolveu plot twist do episódio anterior e ainda teve forças para nos maltratar um pouco. Afinal, embora já seja quase que canônico que ninguém realmente fica morto nesse universo – vide tantas pessoas em TVD e mais ainda em The Originals que chega a ser ridículo contabilizar – “Queen Death”, o nono episódio desta temporada, foi um golpe forte para os fãs.

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A Hollowfya – sim, vou usar a piada uma última vez – mostrou ser tão b#tch quanto imaginávamos e não poupou esforços para conseguir retornar ao mundo físico causando o máximo de sofrimento possível para os nossos adorados Mikaelson. Mas as coisas não param por aí. Já é quase redundância que eu diga nessas reviews que, a cada episódio que passa, a ameaça do Hollow se torna absurdamente maior e mais poderosa. E embora seja óbvio que isso é só mais um exemplo da necessidade de suspensão de descrença quando o assunto são os vilões da franquia – que, a cada temporada, tanto aqui quanto em TVD, se tornam ridiculamente mais poderosos que os da temporada anterior – é também óbvio que, dessa vez, a produção parece estar disposta a não deixar dúvidas quanto ao absoluto poder dessa ameaça, mostrando que os planos dela vão muito além da simples ideia de retornar ao mundo físico e obter vingança; ela quer o controle dos clãs e de toda a magia, para criar um império de absurdo que até temo imaginar.

E sendo quem é – ou seja, um espírito bizarro com uma obsessão por poder –, a vilã não deixou espaço para dúvida, dando um claro aviso a Vincent de que talvez nem o poder dos Ancestrais seja capaz de derrotá-la. Na verdade, toda a sequência de reencontro dela com Vincent na igreja foi espetacular, o que gerou o desespero genuíno que Vincent mostrou ao defender seu plano frente aos Originais.

Imagem: YouTube/Reprodução

E isso continua enquanto ele briga com Freya sobre deixar ou não Elijah morrer. Ver a tensão da situação, justamente por ser uma repetição do que aconteceu quando Davina foi “destruída” na temporada passada… e todo o discurso dele sobre os Mikaelson, sobre Elijah ter visto impérios surgirem e desaparecerem, todo o “EVERYTHING DIES!”… Tem link do YouTube, caso vocês queiram rever a cena, porque foi um dos melhores momentos de Vincent e do episódio como um todo.

Ainda na seara do espetacular, gostei muito que Klaus tenha ido procurar Marcel para procurar ajuda, nos termos do armistício firmado entre eles. Mesmo que o tom inicial tenha tido uma natureza de confronto e ameaça, ver o almighty Klaus Mikaelson pensando antes de partir para acusação e violência com Marcel foi uma mudança interessante. Claro, a ideia do monumento de corpos do Hollow e seus acólitos foi na direção oposta à ponderação, mas vamos deixar essa passar.

Contudo, mesmo em meio a construção do que será a batalha por sobrevivência que geralmente acontece no meio da temporada, gostei que a série tenha encontrado tempo para continuar uma sidestory que chamou a atenção. Mostrar o lado mais “humano” da vida de Freya tem ajudado a significar melhor a personagem, e mesmo que isso seja – como era de se esperar – sempre interrompido pelos dramas familiares Mikaelson, a nossa bruxinha merece cada segundo de felicidade “normal” possível. E ver Klaus aprovando o relacionamento dela – algo que ele nunca fez por Rebekah – completou a cena com perfeição.

Infelizmente, o episódio não era mais só preparação. Esse não era o fôlego antes do mergulho, era o mergulho propriamente dito. Não havia mais silêncio, só a tempestade do embate. E dessa vez, mesmo com os sacrifícios, os Originais perderam. Digo isso tudo porque mesmo sabendo que, como o Carvalho Branco, o brinquedo novo do Hollow era um golpe sem volta, não esperava um tapa como foi ouvir Vincent, justamente Vincent – porque é nessa cena que, para mim, o episódio ficou triste nível lágrimas nos olhos e pausar várias vezes – dizer que Klaus tinha chegado a ser o homem bom que Cami via nele… que tiro foi esse produção?!

Não satisfeitos com isso, ainda vimos Klaus, o mesmo Klaus que estava disposto novamente a sacrificar tudo, a sobreviver ao tormento que é o pingente para salvar Elijah… depois de tudo isso ver o quanto a morte, a mesma morte que tanto os perseguiu e que eles venceram tantas vezes finalmente conseguiu tomar um deles – porque mesmo que ele tenha feito as pazes no fim da vida, Finn nunca foi realmente um dos três; ver Elijah, Klaus ou Rebekah sujeitos à morte mais uma vez foi devastador. Certo, o espírito dele está no pingente e que bom e nada sutil o poder de Hope era o que faltava para alcançá-lo, mesmo que parcialmente, no pingente. Mas a morte dele foi apresentada de uma maneira que foi impossível não esquecer por alguns segundos que ele não deve ficar morto por muito tempo.

Agora, com a Hollow de volta – com direito a show-off e tudo – e Vincent mais uma vez mexendo com poderes que ele mesmo teme e, claro, com a conclusão do arco a apenas 3 episódios de nós, teremos que nos preparar muito para sobreviver, porque será uma batalha tão temível quanto as anteriores.

Anotações de um vampiro, registro 1: Apesar de tudo o que aconteceu no episódio, a minha cena favorita ainda foi, sem dúvida, Klaus enchendo Hope de doces. Claro que ele estragou tudo com aquele papo de “I was king”, mas tivemos alguns segundos livres dessa vibe almighty que cerca Klaus todo o tempo, e isso foi bem interessante.

Anotações de um vampiro, registro 2: Qual vocês acham que será o primeiro alvo da Hollow agora que ela retornou? Minhas apostas estão em Marcel ou nos Ancestrais. Não acho que ela vá enfrentar Hayley e Hope imediatamente e se o fizer, será apenas um “teste” para um showdown na midseason finale.

Anotações de um vampiro, registro 3: A mais nova sad song na galeria das produções do universo TVD/TO, a.k.a. a música que toca quando Klaus coloca o corpo de Elijah na cripta até o momento em que Freya e Hope confirmam que Elijah está no pendente é “Angel by the Wings”, mais uma das maravilhas de Sia feita para o documentário The Eagle Huntress.

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