The Originals – 4×11 – A Spirit Here That Won’t Be Broken

Imagem: YouTube/Reprodução

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“A Spirit Here That Won’t Be Broken”, décimo primeiro episódio da quarta temporada de The Originals, dá continuidade a tudo o que nos foi entregue e prometido até agora, aproveitando-se para colocar em perspectiva o todo da situação. Com toda essa bagunça feita pelo retorno do Hollow, pela morte de Elijah e pelo apreço de Kol por Davina, a trama acabou fazendo o que sabe de melhor, nos cativar.

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Contudo, como lidar com todos os problemas associados ao problema maior, o Hollow, é sempre a questão-chave, já era de se esperar um episódio que esclarecesse o alcance desses problemas menores. Kol, Hayley, Freya e a fonte de poder da Hollow e de seu culto foram colocados em destaque para construir o terreno do que será uma finale memorável.

E que problemas menores foram esses! Sempre admirei a habilidade de reciclar das tramas vampirescas de titia Plec na CW, mas fiquei surpreso que, novamente, forjar uma lâmina mágica – didn’t we already tried that one with Marcel? – seja a solução para os problemas. Pontos extras devem ser creditados por finalmente alguém considerar esse Ouroboros, símbolo recorrente do Hollow desde o começo da temporada. Infelizmente (como vemos mais a frente), Freya entendeu a mensagem de forma errada e agora Hope está em sérios problemas – o que, por si só, foi um plot twist que eu não esperava.

Mas é preciso também, além da minha surpresa, registrar reclamações. Já me queixei, como a maioria, do escalonamento de ameaça nas tramas. Mas não esperava que Dahlia, provavelmente a bruxa – entendam, legitimamente bruxa, ainda acho que, por causa da maldição criada pela Hollow e pelo fato dela ser descendente de um dos clãs, ela não seja puramente bruxa humana – mais temível já enfrentada, que colocava medo em Esther até, precise ser usada como exemplo para explicar as traquinagens do Hollow. Tá, ela usa um totem, mas era muito mais simples dizer “magia representativa” ou jogar qualquer outro tipo de witch talk, não precisa mencionar em vão a mais cruel vilã da série.

Claro, podemos deixar isso passar – ou não – por sermos forçados a aguentar mais uma DR de Marcel e Rebekah. O casal impossível continua tendo que confrontar os mesmos problemas meio Lady and the Tramp enquanto tudo o que queríamos ver era a “morte” do Hollow e a ressurreição de Elijah. Talvez por isso, ou simplesmente porque quando Elijah fez algo similar foi muito divertido, a produção decidiu explodir a armadilha que prendia Marcel e Rebekah.

Imagem: YouTube/Reprodução

Felizmente, teve espaço para outro side plot, um que, acredito, nos maltratará muito. Hayley e Freya realmente nunca foram melhores amigas, e mesmo que ambas tenham ganhado seu lugar de direito entre os Originais, ambas mais mortais do que o resto. Freya quase morreu mais de uma vez, Hayley, mesmo sendo badass, tem suas fraquezas. Agora que o Hollow deixou as coisas muito mais complicadas, como será que essas duas vão fazer o que é necessário?

As sequências de luta foram, como sempre, espetaculares. Palmas para a produção por sincronizar três grandes testes de força numa sequência só. Ver Hayley lutar contra Jackson, Freya lutar contra a sua própria fraqueza e Kol digladiar-se com Klaus construiu a tensão perfeita para que a revelação do final fosse um verdadeiro soco no estômago.

Agora que sabemos que, mais uma vez, a Hollow nos enganou, confesso que temo pelo que possa acontecer. Sim, teremos que destruí-la, ou ela destruirá nossos Originais. Mas como fazer isso sem perder Hope? E pior, se isso não for possível, será que nossos imortais encontrarão o seu fim? Com o arco caminhando para seu final, mesmo temendo o que pode acontecer, mal posso esperar para descobrir. See ya!

Anotações de um Vampiro, entrada 01: Taí, não é segredo para ninguém que eu não gosto de Davina e acho que Josh tem sido uma ponta que podia, simplesmente, desaparecer. Mas o reencontro dos dois? Foi pra chorar, e muito.
Anotações de um Vampiro, entrada 02: Gostei que, mesmo a maneira dele, Klaus tenha tentado se preocupar com Freya, como um irmão, mas sem toda a paranoia evil de sempre. São esses detalhes que deixam a humanização do personagem mais crível.