The Originals – 4×12 – Voodoo Child

Imagem: YouTube/Reprodução

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Um verdadeiro tapa na cara. Não tenho melhor descrição para a sensação que “Voodoo Child”, décimo segundo episódio da quarta temporada de The Originals me causou. Desde o plot twist do episódio anterior, achei que sim, teríamos grandes surpresas nesse episódio que nos separa da finale. Mas decididamente eu não esperava por tanto.

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Primeiro, quem diria que Vincent seria, mais uma vez, uma surpresa. Tentar contatar a mãe do Hollow? Subverter a magia do próprio Hollow contra ela? Quase que consegui ficar feliz por vê-lo, mas como que para ser o balde de água fria, ele acaba por perder o livro para os acólitos do Hollow.

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Contudo, para dar aquela boa e velha sensação de falsa segurança, todo o clima de romance inicial acabou por me deixar ao mesmo tempo satisfeito e intrigado. Tá, a produção precisa dar aos Originais um merecido descanso, conseguido com a “vitória” sobre o Hollow – suspensão de descrença tá aí pra isso, não é mesmo? Mas eles realmente acharam que isso convenceria alguém? C’mon! Eu até consegui engolir enquanto era só esse clima dramédia romântica, mas daí a ter Rebekah dizendo que não há nada que possa derrotá-los? Too much.

Mas a trama prosseguiu, inabalável, com o que me surpreendeu ainda mais. A Hollow não está fazendo nenhum esforço para fingir ser Hope. Matar Rebekah assim, sem mais nem menos? Eu sei que ela era poderosa e que agora essa possuindo um receptáculo de ainda mais poder, mas mesmo assim, fingir não ia fazer mal.

Agora, algo que realmente começou a desenhar a minha preocupação com o nível de sofrimento que a finale nos causará foi a conversa entre Klaus e Elijah. Que um grande sacrifício será pedido dos nossos Originais, disso não resta dúvida. Mas perceber que Elijah finalmente foi atingido pelo fardo da imortalidade, pelo peso de dez vidas, de mil anos como um Original… foi de partir o coração.

Afinal, o Hollow não foi destruído, e pior, ela agora tomou conta de Hope de uma maneira que ela julga ser permanente. Até mesmo os acólitos já reconheceram seu poder. E Hope é, sem sombra de dúvida, a melhor chance de redenção para todos os Originais em muito tempo. Se eles realmente tiverem que destruí-la, o que restará?

Entretanto, o espaço para divagações ainda pertence ao próximo episódio. Aqui, vimos a Hollow fatiar todos os Originais sem muito esforço e ainda ser confrontada – e vencer – pelo poder que Vincent angariou com os Ancestrais deixou claro que, novamente, parece que vamos perder.

Ver Klaus tentando lutar para proteger a mente de Hope foi também uma das cenas mais tocantes que a temporada nos entregou, porque completa a minha reflexão sobre a progressão de Klaus. Não só por ser Hope ali, mas porque o personagem nunca admitiria tais coisas para defender alguém. Toda a maldade, todo o terror imposto por ele sempre foram sua armadura contra todos os problemas. Vê-lo sentir aquilo e abraçar aquilo como fraqueza, como quem busca redenção… só faltou Cami para nos desidratar de tanto chorar.

Agora, com somente a finale aguardando por nós, com o fim de always and forever mais uma vez pairando sobre nós, resta muito pouco a ser dito, mas muito a ser feito. Não sei qual é o plano de Vincent e genuinamente tenho medo de descobrir, mas espero que ainda haja pelo menos alguém para nos render uma próxima temporada. Espero que nosso coração de fã sobreviva até lá. See ya!

Anotações de um Vampiro, entrada 01: Essa todo mundo provavelmente sabe. “Voodoo Child” é o nome de uma das muitas pérolas que Jimi Hendrix legou ao mundo. Com seus rifs e com um estilo que incorpora não só a atmosfera de Nova Orleans, mas toda a sensação de transcendência que Hendrix captura tão bem, não poderia haver título melhor.
Anotações de um Vampiro, entrada 02: Fiquei feliz por Freya e Keelin finalmente se entregarem a sua paixão. É uma pena que, como sempre, o peso de ser uma Mikaelson logo será cobrado da nossa bruxinha e, como na vida real – e como diria o poeta – essa felicidade dela vá acabar. “Tristeza não tem fim / Felicidade sim”.

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