The Strain – 2×05 – Quick and Painless

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The Strain parece estar realmente se encontrando depois de um início absolutamente conturbado. A melhora já pode ser percebida logo no primeiro minutos, com uma sequência muito bem dirigida cheia de suspense e uma dose de ação. Ao trazer a polícia confrontando os vampiros mirins, a série novamente nos mostra que o perigo está ficando cada vez mais evidente em Nova York, o que sempre é positivo para o programa.

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Uma das melhores coisas de toda a série aconteceu neste episódio: Corey Stoll, o Eph, finalmente fica careca. O estranho é que durante todo o capítulo eu ficava pensando sobre o quão ridículo era o cabelo de Eph. Todos os papéis de Stoll que conheço, no cinema e na TV, trazem o ator completamente careca. The Strain, por algum motivo, trouxe o sujeito com bastante cabelo, o que causou certa estranheza. Eis, então, que a produção aproveita o fato de que Eph quer se manter no anonimato para deixar o ator confortável, do jeito que o conhecemos. Assim, é um alívio ver o ator do jeito que o conhecemos; além disso, o próprio Stoll parece mais confortável com o novo visual.

Um grave problema, porém, persiste. The Strain não sabe, assim como diversas outras séries, lidar com personagens infantis. É notável que os roteiristas tendem a ter facilidade para escrever sobre aquilo que conhecem; talvez seja por isso que, infelizmente, as tramas são repletas de homens brancos e relativamente jovens. Por não saber lidar com crianças, os escritores acabam por criar personagens absolutamente chatos como Zach, filho de Eph. O menino reclama, incomoda e não tem um rumo, um arco dramático. É apenas um estorvo, para os personagens que o cercam e, pior, para os espectadores.

The Strain busca novos ares com a mudança de Eph, mas ainda precisa se concentrar em achar um ritmo regular e não ter medo de arriscar. Novos personagens ficam chegando sem necessidade, já que os roteiristas não conseguem sequer dar conta dos que já existem. Meu medo cada vez se torna uma realidade maior: The Strain tem se tornado uma nova The Walking Dead: material de origem excelente, bons personagens, tramas cheias de potencial, mas roteiros cansativos, episódios chatos ao extremo, etc. Tantas boas ideias em ambas, mas com fracas execuções.

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