The Walking Dead – 5×08 – Coda

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Esperava muito desse winter finale e ele começou muito bem, mas o saldo final é que não conseguiu  superar minhas expectativas. É, talvez o problema seja comigo, acho que fiquei mal acostumado com a mid season da temporada anterior, o excelente “Too Far Gone“, também dirigido pelo Ernest Dickerson.

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Depois das mortes de Shane e Lori, é consenso que o Rick tinha virado um chorão. Já estava chato e muitas vezes ele recebia lições de moral até do filho adolescente. A transformação do personagem começou quando Carl quase foi estuprado na quarta temporada, e “Coda” já começa nos mostrando que Rick está ficando cada vez mais sombrio. A cautela e a humanidade estão deixando nosso herói, que só demonstra compaixão para os de seu grupo. Ele já começa o episódio atropelando Lamson sem nenhum remorso. E ao matar o oficial fugitivo, ele percebe que a vítima não era tão diferente dele no início do seriado… Lamson ainda tinha alguma esperança. E mesmo com a morte de um dos reféns, a troca se mantém como o plano principal do grupo (para desgosto do Rick).

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E, finalmente, descobrimos o que diabos o padre Gabriel queria ao sair da igreja: a comprovação se podia ou não confiar no grupo de Rick. Ao ver a perna de Bobby na grelha, ele percebe que o pessoal massacrado no templo eram mesmo canibais, e por mais cruel que tivesse sido, havia um motivo. Porém, como toda burrice deve ser castigada, o padre se vê cercados por zumbis e deve correr de volta à igreja. Lá, conta com a ajuda de Carl e Michonne, numa cena bastante angustiante e conduzida com maestria pela direção. A catedral é tomada pelos mortos-vivos e, de alguma forma, do lado de fora, Michonne, Carl e Gabriel se veem “cercados” (isso não fez sentido nenhum). E de repente, são salvos por Abraham (zzz), Maggie (musa da vida) e Glenn. O que vemos a seguir é um raro sorriso da nossa espadachim preferida (Danai Gurira deveria fazer mais isso, tem o sorriso lindo) e uma tocante cena em que ela avisa a Maggie que sua irmã ainda está viva.

E de volta ao hospital é que o episódio começa a desandar… Temos o embate filosófico entre Beth e Dawn, onde a irmã de Maggie expõe que todos ali vivem um jogo de interesses, cujas motivações são egoístas. Uma analogia parecida com o experimento de aprisionamento de Stanford, onde o psicólogo Philip Zimbardo conduziu voluntários se passando por prisioneiros e policiais na década de 70, e logo questões comportamentais se afloraram, transformando a experiência num jogo de dominação. Inclusive foi Dawn quem matou o antigo líder do hospital. Juntas, elas eliminam mais uma ameaça à liderança da oficial, com Beth sendo obrigada a jogar um policial no poço do elevador. E Carol finalmente acorda (chega de dormir, vai explodir alguma coisa).

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Na troca, parece que o diretor gastou toda a sua habilidade em gerar tensão na cena da igreja. O corredor do hospital, que deveria ser claustrofóbico, inquietante, acabou sendo anticlimático. Em nenhum momento parecia que a qualquer hora alguém poderia sacar a arma e transformar o Grady Memorial em um cenário de faroeste. Quando tudo parecia concretizado, Dawn resolve mudar os termos do acordo e exige Noah de volta. Aí entra o fator burrice que acomete os personagens, que eu apontei na review anterior: Beth saca uma tesoura, apunhala Dawn, que atira em sua cabeça por puro reflexo. Daryl fica transtornado e mata a oficial. Mesmo com algo tão chocante, as emoções são controladas e não há um banho de sangue. De um lado, o Grady está sob nova direção. Do outro, muito sofrimento por parte do grupo de Rick. E uma bonita cena com Daryl saindo do hospital, carregando o corpo de Beth em direção a Maggie… Impossível não se emocionar.

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Eu, particularmente, não curti a morte de Beth. Não só por gostar da personagem, mas por conta da forma que foi conduzida. Parece que todo o episódio foi feito só para alguém morrer, sem propósito nenhum (precisamos de uma morte, quem vai ser? Tira no par ou ímpar). Todo o arco do hospital parece ter sido em vão, zero impacto para trama, num desfecho insatisfatório. Rick não entrou em guerra com Dawn, eles não tomaram o Grady, o esforço de Noah em fugir não deu em nada e uma personagem que vinha brilhando e crescendo muito até ali foi desperdiçada com uma morte estúpida.

Os capítulos de meio de temporada de The Walking Dead não são bons para a família Greene. Primeiro foi Hershel, agora Beth. Tomara que os roteiristas não toquem em um fio de cabelo da Maggie, senão a coisa fica pessoal comigo. Pois é, “Coda” começou um episódio 5 estrelas e foi caindo, caindo… terminou três estrelas, mas deixou a esperança de que as coisas irão melhorar no complemento da quinta temporada.

Obs.: Morgan está de volta, e agora sabe que não está muito longe de Rick. O que esperar desse reencontro? Chega logo fevereiro!