The Walking Dead – 5×11 – The Distance

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Até que enfim! Chega de gente importante morrendo, chega de episódios líricos e intimistas, chega de andar, andar e andar pra nada. Vamos voltar para ação e ver sangue, zumbis e corpos mutilados aos montes! Ok, pausa no momento psicopata para falarmos do décimo primeiro episódio da quinta temporada de TWD, que é todo basicamente sobre confiança.

Vemos Sasha e Maggie levando Aaron ao celeiro. Ele fala que sai em busca de pessoas para se juntar à sua comunidade, a tal “Alexandria”, onde há segurança, comida, saneamento… uma verdadeira utopia. Rick mostra todo seu lado babaca e dá um soco em Aaron sem motivo nenhum, que cai desacordado. Sim, foi uma coisa meio estranha de se fazer, mas como julgá-lo? Seu grupo quase virou almoço de canibais recentemente, justamente por seguir uma utopia, e vem esse cara bem suspeito oferecendo mundos e fundos. Motivos para estar paranoico ele tem de sobra… e tudo parecia bom demais pra ser verdade.

Com Rick com nervos à flor da pele e mostrando uma precaução exagerada, é Michonne quem começa a surgir como o anjinho no ouvido do líder. Nossa espadachim preferida começa a se impor, até por que ela já entrou na fase Arquivo X da desgraceira toda – I want to believe – e qualquer possibilidade de sair do celeiro e parar de cheirar bosta de cavalo está valendo.

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Depois de indagar Aaron sobre a quantidade de pessoas espreitando seu grupo, Rick é convencido por Michonne a mandar um grupo verificar se a história contada pelo recém-chegado é verdadeira. Será mesmo que existe um carro e um trailer na estrada, prontos pra serem usados? Será que há apenas outra pessoa ajudando Aaron? Será que dá para confiar mesmo nele? Glenn, Maggie, Abraham e Rosita saem em busca de respostas.

Rick fica com Aaron, e vemos que nosso líder está cada vez mais “tolerância zero” e vai ser difícil conquistar sua confiança. Até mesmo um pequeno pote de geleia de maçã já é motivo pra suspeitas e mil indagações. Caramba Aaron, você sai todos os dias procurando pessoas perigosas para se juntarem a você, está preso e tem uma arma apontada na sua cabeça… e ainda faz carinha feia para comer uma colherada de geleia? E sério, Rick, mesmo depois do cara provar a tal geleia você ainda fica receoso em dá-la para Judith? Precaução exagerada, assim como exagerada a idiotice dessa parte no roteiro.

Enquanto alguém misterioso os espreita na estrada, o grupo confirma a história de Aaron. Acham o trailer, carro e muita comida. Na volta ao celeiro, Rick confisca o alimento achado no trailer e põe em dúvida sua ida à Alexandria. Ele e Michonne tem um debate sobre ir ou não até o local, mas ela ganha a queda de braço e o convence. É hora de bolar um plano.

Rick continua não sendo razoável, ignorando todas as dicas de segurança de Aaron. Nosso líder tem todos os motivos para se preocupar com armadilhas, mas ceder um pouco às vezes não faz mal, afinal, eles não estão no paraíso no momento. Ir verificar Alexandria parece inteligente, mas Rick continua receoso. Michonne exerce cada vez mais uma função importante de liderança, colocando juízo na cabeça do pai de Carl. Eles se preparam para pegar a estrada e resolvem fazer isso à noite, por uma imposição de Rick. Brilhante, só que não.

Glenn, Michonne, Rick e Aaron vão no carro, enquanto o resto do grupo segue no trailer. No momento em que Rick percebe que seus planos podem estar comprometidos por conta de aparelhos de escuta de Aaron, o carro é surpreendido por milhares de zumbis. A estrada está infestada, eles atropelam vários, é um banho de sangue. Eles param para limpar o para-brisas, matam alguns mortos-vivos, mas o carro não liga por conta de pedaços de corpos no motor. Nesse momento, Aaron vê a luz de um sinalizador disparado ao longe, se desespera e foge. Eles se embrenham na floresta à caça do fugitivo. Glenn o encontra e resolve tirar as amarras de suas mãos. Ao ter a opção de continuar fugindo, Aaron demonstra que talvez suas intenções sejam realmente boas, pois ele resolve ficar e ajudar o grupo.

E aqui chegamos no grande problema do episódio. Não sei se foi direção ou se foi a montagem na mesa de edição, mas tudo ficou muito jogado e confuso. Eles dão a volta pelo caminho que Aaron indicava ser seguro e encontram o trailer intacto, sem nenhuma explicação de como Daryl e o resto do grupo conseguiu passar pela estrada de zumbis. Não há nada que demonstre como eles chegaram até ali são e salvos, e nem como encontraram o companheiro de Aaron, Eric.

Ao chegarem lá, descobrimos que Aaron e Eric são um casal, e que o sinalizador o assustou por que era um indicador de que seu amante estava em perigo. Por sorte, Eric apenas havia machucado o tornozelo. Todos voltam ao plano original e seguem para Alexandria em segurança, mas não sem antes, claro, Rick continuar contestando tudo. Foi convencido a seguir, dessa vez por Daryl.

1Ao chegarem aos portões de Alexandria, o grupo ouve sons de crianças rindo e brincando. Parece que finalmente chegaram a um lugar seguro e acolhedor. Uma comunidade em que podem realmente voltar a ser uma família como na prisão, um lugar em que podem finalmente parar de andar sem rumo ou provisões. Rick se entrega, pega Judith e caminha em direção ao portão… a esperança voltou ao coração do nosso líder.

O episódio no geral foi positivo, vemos que Michonne e Daryl também estão tomando as rédeas da liderança, não centralizando todas as decisões em Rick. Mas não o fazem de forma agressiva e com intuito de dividir o grupo, apenas tiram todo o peso das costas dele e servem como um facho de luz na escuridão que vem se tornando a mente de Rick. Agora é esperar pra ver o andamento dos episódios, pois como bem já sabemos, em The Walking Dead as coisas nunca ficam bem por muito tempo.

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