This Is Us foi a melhor coisa que surgiu na televisão em anos!

Passado o hype do final de temporada, parei para analisar o que This Is Us significou para o mundo das séries nesta última leva de estreias que partiu de setembro do ano passado. O resultado? Bem significativo!

Vocês já repararam que a televisão está saturada de séries de heróis, adaptações, remakes, reboots e derivados? Grande parte dos shows que estão no ar hoje fazem referência ou são inspirados em alguma obra que já conhecemos. Esse sinal de desgaste refletiu-se na brusca queda de audiência das séries de TV, que se antes vangloriavam por grandes 20 milhões de espectadores, hoje brigam por uma média de 1,5 milhões na demo dentre míseros 7 ou 8 milhões no total. Raros são as séries que ultrapassam a casa dos dez e elevam sua demo. This Is Us foi uma delas.

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Claro, pessoas podem achar que This Is Us é um novelão, e que isso faz sucesso, e coisa tal? Ehr, não é bem assim. Os dramas familiares mais lights sofrem um extremo preconceito lá fora, justamente por serem bem parecidos com as novelas (formato popular aqui no Brasil) exibidas por lá. Mas This Is Us cativou o público de uma forma sem igual e muitos são os méritos para este feito!

Originalidade, versatilidade e um elenco encantador…

Elencaria estes três quesitos para justificar sua popularidade na TV. Primeiro, o show é bem original. Dado a promo de estreia, realmente achávamos que poderia ser mais um drama familiar comum, no estilo Brothers & Sisters e Parenthood. Mas não, This Is Us trouxe em seu texto uma originalidade sem igual, surpreendendo o público ao contar duas histórias, separadas, em linhas de tempo diferentes, mas que se conectam. Foi um twist emocionante assistir ao primeiro episódio não sabendo deste detalhe.

A audiência foi estrondosa e, a cada semana, mais e mais pessoas se juntavam aos fãs para acompanhar a história da Família Pearson. Porém, com esse mesmo entusiasmo, veio a dúvida, se a série não poderia se limitar ou ficar cansativa. Foi então que ela provou seu segundo quesito: versatilidade. A série em seus episódios reinventava-se a cada semana, provando que tinha muito assunto para discutir, em qualquer linha temporal, por muitos e muitos anos. Seja a dificuldade na criação das crianças, ou na fase adolescente, seja antes de Jack e Rebecca se conheceram, seja depois da morte de Jack ou na atualidade com os três filhos aos 36 anos. São muitas possibilidades, e a NBC logo reconheceu isso. O resultado? Renovou a série, direto, para mais duas temporadas (Sim, teremos This Is Us até 2019).

Porém, nada disso funcionaria se não houvesse um elenco brilhante! Ficamos encantados com o entrosamento entre eles e, além disso, rostos com os quais já éramos ligados, completaram os aspectos que cada personagem tem. Hoje, não sabemos qual deles amamos mais. Todos são importantes para trama, possuem seu peso e sua função… Como não amá-los?

É difícil vermos séries na TV aberta produzidas dessa forma e This Is Us provou que ainda podemos encontrar algo valioso por lá. Que dentre a saturação de super-heróis e remakes – os quais parecem xerox de algo que já deu certo um dia, o drama familiar da NBC surge como um sopro de vida à concorrência avassaladora dos serviços de streaming, e mostram que os fãs ainda podem se reunir em frente à TV e apreciarem juntos o que eu poderia chamar, talvez, de o melhor drama da atualidade.

Vida longa à This Is Us.

Anderson Narciso

Anderson Narciso

Criador, editor e redator do site Mix de Séries, é apaixonado por séries desde sempre. Fã incondicional de One Tree Hill, ER, Friends, e não perde um episódio da Franquia Chicago.

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