Top Mix: As melhores séries de dramédia da TV

Imagem: Mix de Séries
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Imagem: Netflix/Divulgação

 

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Olá! Séries dramédias… séries que não são nem comédia nem drama. Séries que misturam um pouco dos dois gêneros e criam um próprio. Tudo começou no começo nos anos 70, nos EUA, onde foram criadas séries de comédias com histórias dramáticas, a exemplo da emblemática Room 222. Diferente de uma sitcom, que dura meia hora e possui risadas pré-gravadas ao fundo, uma dramédia tende a ter de 50 a 60 minutos (não necessariamente), com uma base de drama e usando o humor para dar um alívio cômico, ou para pontuar algumas cenas. As séries de dramédia também costumam ter uma continuidade maior, estendendo a história para os próximos episódios. Logo, dificilmente você encontrará apenas “histórias da semana” na dramédia, como acontece muito nas comédias. Então, desde 1970 que o gênero se espalhou pela TV, algo que já havia acontecendo com o cinema, rádio e o teatro. Atualmente, temos bons representantes do estilo e confesso que é um dos meus tipos favorito de série. Por isso, hoje, o Top Mix, vem trazer – na nossa opinião, claro – as melhores séries de dramédias dos últimos tempos! Vamos conferir?

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(Por Paula Reis)

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Imagem: CW/Divulgação

10) Jane The Virgin

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Uma das séries mais subestimadas da TV americana de 2014, Jane The Virgin não demorou muito para se tornar queridinha do público e principalmente da crítica. Estrelada pela maravilhosa Gina Rodriguez, a atração é uma adaptação da novela venezuelana Juana La Virgen, que chegou a ser exibida por aqui no início dos anos 2000. A saga de Jane Villanueva ao ter sua vida virada de cabeça pra baixo após um erro médico, tem a mistura certa e equilibrada entre a comédia e o drama, com ótimas pitadas de romance e mistério. Com cara de novelão mexicano de primeira, a série é leve, que você mal sente os 40 minutos de episódio passar. Realmente é uma dramédia que vale muito a pena ver, e se você ainda não assistiu corre pra ver o piloto e se apaixonar por essa incrível e bela história. (Por Eduardo Nogueira)

 

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9) Ugly Betty

Falar de Ugly Betty é pura nostalgia. Essa adaptação da novela colombiana foi uma excelente fonte de alegrias e de reflexões. Diferente do dramalhão, nessa série, vemos uma Betty bem mais extrovertida e que se aceita do jeito que é. Os clichês não podem ficar de fora e são justamente eles que tornam tudo tão engraçado. O maior sofrimento da nossa protagonista não é o fato de ser feia, mas as desventuras de um mercado de trabalho supercompetitivo e as dificuldades do seu patrão, por quem tem uma total devoção. A forma como ela cresce ao longo das quatro temporadas é brilhante e faz dela, ao meu ver, um dos melhores programas para uma noite tediosa. Confesso que, quando acabou, eu fiquei órfão, pois os estereótipos da dramédia foram tão escancarados que não os encontrei em outra até hoje. Se não assistiu ainda, assista! E boa sorte, porque é difícil de acha-la, viu. Infelizmente. E um plus: o final para mim foi perfeito, não podia ser melhor. (Por Wellington Torres)

 

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8) Transparent

Indicada e vencedora de Globo de Ouro, People Choice Awards, Emmy e outras premiações, Transparent é um sucesso de crítica, desde a sua estreia. Inclusive, no Emmy deste ano, o ator Jeffrey Tambor ganhou mais uma vez como melhor ator ao interpretar Maura Pfefferman. Transparent conta a história de um pai que todos conheciam como Mort e se revela transgênero. Mort/Maura é um professor universitário aposentado que finalmente resolve se abrir com a sua família sobre sempre se identificar como uma mulher. A série consegue misturar drama e comédia para contar mais sobre esta mudança pessoal. O produtor e consultor do show Rhys Ernst é transexual, então auxilia da melhor maneira no roteiro e incentiva a familiarização com o tema. Mesclando humor e drama, o canal de streaming Amazon já renovou a série para uma quarta temporada antes mesmo da terceira começar. Com certeza é uma série que merece ser assistida por todos, sendo uma boa representante do gênero dramédia. Uma pena que Transparent ainda não é transmitida – legalmente – no Brasil. (Por Paula Reis)

 

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7) Desperate Housewives

A premiada e saudosa série das donas de casa desesperadas de Wisteria Lane sabia honrar o gênero da dramédia como ninguém. Desperate Housewives tinha tudo que possa imaginar, sempre trabalhando com uma dose profunda de drama, misturada com um humor totalmente ácido. A história mostrava um lado jamais visto de mulheres do lar, que se dedicam para cuidar da casa, dos maridos e dos filhos, porém com uma perspectiva bem intrigante. Vendendo uma imagem no maior estilo comercial de margarina, Susan, Bree, Lynette e Gaby não tinham vidas tão perfeitas assim. Cada dona de casa tinha seu ponto fraco, suas vulnerabilidades, dramas polêmicos e muito mistério, os quais tais elementos só começam a aparecer após o suicídio de Mary Alice, vizinha e grande amiga do quarteto principal. Desperate Housewives tem uma história envolvente, que te prende do começo ao fim, e não é à toa que durou oito temporadas, ganhou diversos prêmios, sendo um verdadeiro sucesso da TV americana na década passada. A série foi tão estrondosa que ganhou algumas versões ao redor do mundo, inclusive aqui no Brasil. (Por Eduardo Nogueira)

 

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Imagem: HBO/Divulgação

6) Entourage

Quem nunca ficou curioso sobre os pensamentos masculinos levante à mão? Ok, talvez só as mulheres devem ter ficado curiosas, mas o fato é que Entourage é mais do que uma série sobre o olhar masculino do mundo: é uma série que mostra os podres de Hollywood de uma maneira sucinta. Girando em torno de Vicent Chase, um recém ator de Hollywood que quer ser famoso a qualquer preço e custo, Entourage sabe muito bem mesclar a amizade masculina com os conflitos da profissão de ator. Sucesso de audiência e crítica, e misturando o humor com o drama, Entourage consegue atiçar os olhos de todos e torcer por Vicent, Eric, Jonnhy Drama, Turtle e Ari Gold. Para quem não sabe, Mark Wahlberg é o criador e produtor do show, e muitas das aventuras que Vicent participou foram vivenciadas pelo próprio Wahlberg no início de sua carreira. Inclusive o agente Ari Gold existe e foi o agente de Wahlberg. Falando no Ari, é impossível não gargalhar com suas maluquices e sofrer com as suas tentativas em afastar Vicent de seu melhor amigo e empresário Eric. Em 2015, lançaram o filme de Entourage que conta um pouco mais sobre o que aconteceu com Vicent depois que virou famoso. Assistam! (Por Gabriella Siggia)

 

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5) Freaks and Geeks

Freaks and Geeks é aquela típica série que tem um grande potencial para ir longe, mas que morreu no mar com apenas uma temporada – obrigado por mais esse erro imperdoável, NBC. Lançada em 1999, a atração se passava no começo dos anos 80, focada em dois grupos distintos de jovens numa escola. Nomes como do ator James Franco e Jason Segel fazem parte do elenco, e a história é bem envolvente. Tudo girava em torno de Lindsay Weir, que após a perda do avô começa a ter mudanças em seu comportamento, antes geek, que então passou a ser freak. A série aborda justamente tais conflitos da jovem, após essa transformação em sua vida, mas sempre dosou com uma boa pitada de humor. Aclamada pela crítica, ela infelizmente durou uma temporada na TV americana, deixando uma legião enorme de fãs órfãos até hoje. Há boatos de que a série poderá ganhar um reboot ano que vem e que James Franco está por trás do projeto. Vamos aguardar! (Por Eduardo Nogueira)

 

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4) Girls

Assinada e estrelada por Lena Dunham, Girls é uma versão moderna e mais picante de Sex And The City. Sob um olhar cômico, as humilhações sortidas e triunfos raros de um grupo de garotas em seus 20 anos vivendo na cidade de NY, a dramédia sabe muito bem usar o humor como crítica e deixar o sexo como um dos personagens principais. Infelizmente, Girls terá a sua sexta e última temporada programada para 2017 e a tristeza vai invadir os nossos domingos com essa despedida das garotas mais quentes de NY da atualidade. Hannah, Marnie, Jessa, Shoshanna e cia vão nos deixar saudades. Saudades de suas vidas amorosas atrapalhadas e dos seus problemas financeiros. O que importa é que Girls conseguiu fazer o seu propósito: nos fazer matar saudades de Sex And The City de uma maneira única e divertida. Aplausos à Lena por ter conseguido nos dar uma série engraçada e com seus picos dramáticos, típicos de fãs de Sarah Jessica Parker. (Por Gabriella Siggia)

 

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3) Orange Is The New Black

Netflix arrasando como sempre, desta vez com a dramédia Orange Is The New Black. Inspirada no livro de mesmo nome, criado por Piper Kerman que conta o que passou durante o tempo que esteve presa em uma prisão federal. A série está na sua quarta temporada, mas já foi renovada até a sétima e é um sucesso de público. Eu, particularmente, maratonei a primeira e a segunda temporada em uma semana, de tão gostoso e leve ver Piper Chapman e suas colegas em Litchfield. Orange consegue misturar histórias pesadas, tristes, bem dramáticas das detentas com um bom humor leve e que deixa a história super divertida. A quarta temporada foi mais sombria, com temas mais polêmicos, mas sempre tinha alguma cena mais engraçada para equilibrar o show. Não tem como não se envolver com as meninas e suas histórias. Série que deve ser assistida por todos que apreciam dramédias e séries no geral. (Por Paula Reis)

 

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2) Gilmore Girls

Lógico que a queridinha Gilmore GirlsTal mãe, Tal Filha aqui no Brasil – não podia ficar de fora desta lista. Eu sou suspeita para falar, pois esta é uma das melhores séries que eu já assisti, porém, pelo sucesso que teve, sete temporadas e agora um revival pela Netflix <3, acredito que não é só eu que acho uma excelente série. As meninas Gilmore surgiram nos anos 2000 para nos emocionar e fazer rir com suas histórias e falas rápidas. A série foi precursora ao contar mais sobre como uma mulher solteira cria uma filha, e deu muito certo. O girl power no show é bem intenso e isso é excelente. Lorelai e Rory vão conquistando o nosso o coração aos poucos e de forma que sentimos como se fossemos amigas ou até mesmo da família. Assisti a série na época que passava no SBT e revi algumas vezes ao passar dos anos. Continuo com a mesma opinião sobre a qualidade da série. Com muitos cafés, o show mistura problemas do dia a dia, dificuldades da relação com os pais, relacionamentos e muito mais com uma pitada de bom humor – porque sempre é bom ouvir as piadas e referências de Lorelai. Gilmore Girls é mais que uma série, é uma verdeira lição de vida, e faz jus estar nesta posição do Top Mix! (Por Paula Reis)

 

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1) Shameless

Shameless é aquele tipo de série que você começa a assistir única e exclusivamente por causa da comédia. Comédia essa excelente, no tom certo, sem nenhuma forçação de barra. Mas é aí que anda o perigo. Por se tratar de uma família nada convencional, que faz de tudo para se dar bem – e que literalmente não possui vergonha nenhuma – a gente acaba não percebendo o potencial dramático que a série tem. Imagina uma família pobre que vive na periferia de Chicago, com seis irmãos ao todo, uma mãe bipolar que some do mapa quando dá na telha, e um pai alcoólatra que vive com a cerveja na mão sempre que tem uma oportunidade. As crianças praticamente cresceram sozinhas. Fiona, a filha mais velha, teve que amadurecer precocemente para cuidar dos seus irmãos. Esse é um meio muito suscetível à desgraça. Os filhos são todos inclinados para o crime, já que seu pai é um grande exemplo de um homem mau caráter. Fiona faz das tripas coração para conseguir educar bem seus irmãos, mas ela mesma não é muito flor que se cheire. E com isso tudo, Shameless consegue realizar com maestria sua função de dramédia, equilibrando muito bem os dois aspectos. Mas não se iluda ao assistir um episódio super engraçado: em poucos minutos tudo pode mudar e quando você menos perceber já vai estar aos prantos. Por estas e outras, a série é completa e merece estar neste top. (Por Izabella Vianna)

 

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Menção Honrosa: Chuck

Como relembrar as grandes dramédias e não falar de Chuck? A série estrelada por Zachary Levi foi ao ar em 2007 e ficou por cinco incríveis temporadas na televisão americana. Basicamente, temos de tudo um pouco no seriado, prezando pela ação e comédia deliciosas de assistir. A série gira em torno de Chuck, o nerd que trabalhava na Buy More e que se torna, da noite para o dia, uma supermáquina com todas as informações da CIA. Ao decorrer dos episódios, vemos sua vida mudar radicalmente, ao lado de novos e antigos amigos e de sua grande paixão. Impossível esquecer de clássicas cenas, como o primeiro encontro de Chuck e Sarah, ou então a divertida ingenuidade do Mr. Awesome. A trilha sonora também nos deixa grandes lembranças, e acredito que para muitos, assim como para mim, escutar Rivers and Roads e não lembrar daquele incrível final na praia ainda é bem difícil. Os produtores conseguiram trabalhar muito bem o sucesso da série, mesmo com toda a inconstância e com os altos e baixos do sucesso. O fim não foi algo fácil de se aceitar, mas foi necessário e muito bem produzido, deixando um gostinho de quero mais e a esperança de um retorno em um possível futuro. (Por Lucas Franco)

 

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Menção Honrosa 2: Hart of Dixie

Hart of Dixie é uma verdadeira surpresa da CW. Com quatro temporadas, a série lembra os tempos áureos do antigo canal WB, principalmente por mesclar comédia e drama. Se fosse para escolher um gênero a série não conseguiria. Ela pende para ambas características no seu roteiro, ao abordar uma médica de Nova Iorque que troca a cidade grande pelo interior. Na fictícia Bluebell, festivais, comemorações e feriados – dos mais bizarros tipos – embalaram divertidas histórias protagonizada pela lindíssima Zoe Hart (Rachel Bilson). Um ótimo exemplo de como misturar bem os dois gêneros e não deixar a série nem muito pesada e, também, nem muito “pastelão”. (Por Anderson Narciso)

 

E aí, curtiu? Tem mais alguma dramédia que você acha que não pode ficar de fora desta lista? Deixe nos comentários, vai que rola uma parte 2… Até semana que vem!