Top Mix: As melhores séries da Summer Season 2016

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Olá! Como todos os anos, no início de junho começa a chamada summer season. Um período mais calmo, com estreias que mantemos um pé atrás, mas que tem prometido show promissores nos últimos tempos. Neste ano, não seria diferente. Tivemos coisas fracas, sem conteúdo e flops prematuros, mas também teve seus achados. A summer ainda não acabou, mas já deu para garimpar o que foi bom e o que vale dar uma atenção a mais nesta temporada de 2016. As escolhas ficam a cargo dos nossos colaboradores, que provaram de perto o gostinho da série, saboreando cada episódio, fazendo críticas para o Mix, ou não, mas degustando tudo o que tem direito das melhores séries da summer season 2016. Vamos conferir?

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(Por Paula Reis)

 

Imagem: Bustle

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10) Guilt

Eu costumo ter uma queda por séries com temática adolescente e, quando Freeform ainda era ABC Family, tudo entrava na minha grade. Fato é que a mudança no nome da emissora não tirou essa essência que eu sempre gostei tanto, mas só melhorou, porque trouxeram séries com um conteúdo mais atraente. Isso foi o que aconteceu com Guilt, que eu tenho gostado muito até o momento. Uma série para adolescentes, mas que pode ser facilmente apreciada por quem já tem mais idade. Apesar de ser leve, conta com cenas de pegação, gente bonita e o ponto principal da história: quem é o assassino? Eu me envolvo demais em séries de crimes, principalmente quando até o produtor executivo acaba virando um suspeito. Guilt tem uma storyline que está sendo bem construída e que leva o telespectador a querer mais. Se será renovada? Esse é um mistério que vai além da nossa vã filosofia, mas que vale a pena conferir, com certeza. (Por Jeh Mari)

 

Imagem: Arquivo pessoal

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9) American Gothic

Uma das apostas da CBS desse ano na summer season, American Gothic tem uma história intrigante e ao mesmo tempo bastante subestimada. A saga dos Hawthorne mistura drama familiar com muito suspense, segredos sendo desencadeados após a morte do patriarca dessa família nada convencional. A história já começa com uma tragédia, um filho desaparecido retornando repentinamente depois de anos para visitar o pai, e um quebra cabeça para ser resolvido. Com uma encomenda de 13 episódios, a série vem dividindo bastante opiniões por parte da crítica e audiência. Uma coisa é certa por aqui, absolutamente ninguém na trama é inocente. (Por Eduardo Nogueira)

 

Imagem: Arquivo pessoal

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8) Wrecked

É ótimo quando uma comédia não se leva a sério. Veja os grandes sucessos do momento, as queridinhas da crítica e as indicadas ao Emmy e verá que a grande maioria não se leva realmente a sério. Esse é o segredo! Wrecked é puro deboche: tira sarro de todas as séries e filmes possíveis e até de si mesma. Trata-se de um grupo de passageiros, que ficam presos em uma ilha depois que o avião onde viajavam cai. Lembrou alguma coisa? Pois é, a comédia da TBS tira sarro de Lost sem parar. Os estereótipos, as referências… está tudo lá. Parece material requentado, certo? E é. Wrecked reaproveita diversos elementos de outros dramas e comédias famosas, e faz uma salada interessante e recheada de momentos realmente engraçados. No final, cumpre seu propósito de fazer rir e torna-se uma das surpresas da summer season. (Por Matheus Pereira)

 

Imagem: Showtime

Imagem: Showtime

7) Roadies

Cameron Crowe é um cara que entende bem de três coisas: música, roteiros ágeis e bem escritos, e de “feel good movies”, ou seja, aqueles filmes leves que te fazem se sentir bem. No caso de Roadies, nova aposta da Showtime, seria “feel good series”. Tudo que o diretor, roteirista e produtor gosta e sabe fazer está lá. A trilha sonora é irretocável e os personagens são carismáticos, tudo partindo de uma ideia interessantíssima: quem faz o show de uma banda acontecer? A banda? Nem tanto. São os “roadies” que fazem a magia acontecer. São eles que preparam o terreno, que gerenciam os concertos, que correm de um lado para o outro, garantindo que tudo dê certo e que os artistas possam fazer o melhor show possível para uma plateia satisfeita. Crowe é fascinado pelos bastidores da indústria musical, principalmente do rock. Veja o fantástico Quase Famosos, e saberá do que estamos falando. (Por Matheus Pereira)

 

Imagem: Arquivo pessoal

Imagem: Arquivo pessoal

6) Queen Of The South

Concebida num momento que a USA Network passa por mais uma grande reformulação na produção de conteúdo original, Queen Of The South é lançada no momento que os Estados Unidos passa por uma onda discriminatória contra os latinos, ou seja, grande probabilidade de dar tudo errado – não atrair público e também errar o tom das contas. Felizmente, não foi o que tivemos a oportunidade de assistirmos até então, visto que o drama não se limita a contar uma história de tráfico de drogas entre os Estados Unidos e o México. É falado com muita sensibilidade da difícil vida dos imigrantes que entram ilegalmente nos EUA, traz o empoderamento feminino de uma maneira avessa, mas eficiente e ainda por cima, uma excelente performance de Alice Braga que entrega uma das melhores atuações da sua carreira, elevando o nome do Brasil na indústria. (Por Bernardo Vieira)

 

Imagem: Arquivo pessoal

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5) Outcast

Com uma premissa interessante e curiosa, a adaptação às HQ’s já difundidas por famosos autores chega nessa summer a TV americana. Outcast já começa emplacar quando anuncia uma segunda temporada, antes mesmo do início da primeira, de saber a audiência, a reação do público e o sucesso. Um tiro no escuro, claro, mas que não foi em vão. A história de Kyle Barns é tão enigmática quanto recente. Quando analisamos o decorrer da série, percebemos um modo de contar a história mais arrastado, mas que ainda assim consegue prender muitos telespectadores. Aos medrosos de plantão, que esperam da série uma cópia aterrorizante dos maiores clássicos de terror da sétima arte, não se iludam. Outcast vem, ao meu ver de espectador, com um terror mais leve, quase que inexistente nestes últimos episódios divulgados, mas isso não deixa de lado a credibilidade da série em nenhum momento. Uma grande produção, uma filmagem de grande impacto e que tem tudo para virar um grande sucesso da summer pelos próximos anos. Quem ainda não viu, corre que a temporada ainda não acabou e estamos acompanhando ansiosos aqui no site. (Por Lucas Franco)

 

Imagem: TNT

Imagem: TNT

4) Animal Kingdom

Baseada no excelente longa metragem homônimo australiano lançado em 2010, que teve uma merecida indicação ao Oscar para Jacki Weaver, a série trazida pela TNT tinha a difícil tarefa de ser tão boa quanto sua matéria prima. A poucos episódios do fim da primeira temporada, garanto que a produção fica um pouco aquém do filme, mas não é por isso que você deve subestima-la, muito pelo contrário. Animal Kingdom foi uma das melhores novidades apresentadas nesta Summer Season, seja pela história ousada ou pela (sempre) excelente Ellen Barkin, porque esse drama trouxe o velho e esquecido gênero do crime de volta, mas com uma nova roupagem aos dias atuais, revelando um grande número de atores para o futuro da indústria e garantindo que a “Era de Ouro” da TV ainda pode continuar por mais algum tempo. (Por Bernardo Vieira)

 

Dominic Cooper as Jesse Custer - Preacher _ Season 1, Episode 1 - Photo Credit: Lewis Jacobs/AMC

Imagem: AMC

3) Preacher

Preacher talvez seja a série que mais causará estranhamento no leitor ao estar presente aqui, especialmente por dividir espaço aqui com reais sucessos de real qualidade, como Stranger Things e Outcast. Mesmo assim, antes de seu piloto ir ao ar, a série tinha construído para si um hype digno de Summer e até Fall Season, garantindo um lugar no nosso Top Mix. Infelizmente, Preacher provou ser mais um exemplo de mau aproveitamento dos quadrinhos em maior parte da sua primeira temporada. Na verdade, se você retira o piloto e algumas cenas dos últimos dois episódios, a série inteira é carregada pelos esforços incessantes de Ruth Negga e Joseph Gilgun de fazer o melhor para seus personagens mais-que-icônicos com o pouco que o texto lhes oferece. É claro que, no que toca a guilty pleasure, Preacher é a escolha perfeita. Com uma bela fotografia e paleta de cores, duas ou três atuações decentes e referências aos quadrinhos suficientes para tentar agradar aos fãs, a série tem tudo para fazer uma (já confirmada) segunda temporada sofrível, e nós temos tudo para assistir. Afinal, quem não gosta de correr um ou dois riscos na Summer Season? (Por Richard Rikk)

 

Imagem: Vulture

Imagem: Vulture

2) The Night Of

A minissérie da HBO tem tudo para se tornar uma atração antológica, por conta de sua incrível recepção chegando a ser simplesmente aclamada pela crítica. A história é um remake do suspense britânico Criminal Justice e gira em torno de Nasir Kahn, mais conhecido como Naz. O jovem é descendente de paquistaneses e, após sair escondido dos pais para ir a uma festa de um grupo da escola, vê sua vida sofrer uma grande reviravolta ao conhecer uma misteriosa garota. Numa noite fora do seu habitual, vivenciando experiências com álcool, drogas e sexo, Naz acaba se deparando com ela assassinada a facadas. Após ter sido visto por um morador vizinho de onde ocorreu o crime, o personagem acaba sendo preso e terá que provar sua inocência, contando com a ajuda do advogado nada convencional, John Stone. A história te prende do começo ao fim, com um roteiro muito bem desenvolvido e uma trama bastante envolvente. A atração tem ainda mais quatro episódios a serem exibidos e, por mais que seja uma produção limitada, ela tem grandes chances, sim, de ganhar uma segunda temporada, se tornando então antológica. Vamos torcer para que isso aconteça! (Por Eduardo Nogueira)

 

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Imagem: Netflix

1) Stranger Things

Ninguém entende um fenômeno. Ninguém sabe como os fenômenos são criados, eles apenas nascem. Na grande parte das vezes, ninguém espera e, de repente, um monstro foi criado. Stranger Things é um fenômeno, um monstro de proporções gigantescas. O mais notável de tudo é que a série provou que a propaganda, ao contrário do que o ditado prega, não é a alma do negócio. Isso porque o marketing da Netflix para o show foi vergonhoso. Poucas fotos foram liberadas, um mísero pôster saiu na web e um singelo trailer pintou na internet poucos dias antes da estreia. Parecia que a plataforma não estava disposta a vender o seu produto. Eis que Stranger saiu em uma sexta-feira, e bastou um fim de semana para todos estarem aos pés da criação dos irmãos Duffer. Hoje, é só sobre isso o que se fala na internet. A série gerou um boca-boca absurdo, conquistando fãs ardorosos no mundo todo, além de detratores ferrenhos. Fenômenos são assim: fãs fieis e detratores sempre dispostos a criticar. ST tornou-se uma muralha, contudo, e nada a derrubará. Ela já está firme, protegendo e sendo protegida pelo público que adotou sua história e seus belos personagens. (Por Matheus Pereira)

 

E aí, curtiu? Tem mais alguma série da summer season deste ano que você recomenda? Deixe pra gente nos comentários!

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