Top Mix: Melhores séries políticas

 

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Olá! Séries de TV sobre dramas políticos têm estado presentes na televisão há anos, por isso o Top Mix desta semana resolveu trazer para você uma seleção do que tem de melhor e mais interessante, nos últimos tempos. Falar de política não é sempre fácil. A polêmica é grande, quando muitas vezes a história ficcional se assemelha a algum fato real. As séries adoram fazer isso e, de fato, isso traz mais emoção ao show. Tendo em vista a democracia americana e brasileira, as séries elencadas possuem grandes semelhanças mesmo com os governos respectivos e estão livre de censura para expressar sua obra ficcional. O realismo dos dramas políticos e o que está por debaixo dos panos dos governos, tratando de jogos de poder, corrupção, manipulação, influências, etc, são os quesitos que tornam mais intrigante a história toda.

Em nome do PODER, vem comigo conferir as melhores séries políticas da TV.

(Por Paula Reis)

 

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10) Madam Secretary

Com as séries que trazem uma personagem feminina em posição de poder em alta, Madam Secretary é a típica série cujo foco é mostrar a protagonista tentando adequar a vida pessoal com a vida profissional, o que se torna muito difícil quando essa assume um importante cargo público. A história acompanha Elizabeth McGill, uma professora universitária que é convidada pessoalmente pelo Presidente dos Estados Unidos a se tornar a nova Secretária de Estado, e passa a ser responsável pelos problemas de diplomacia internacional, enfrentando dificuldades com as disputas políticas dentro do escritório, ao mesmo tempo em que tenta manter a união e a harmonia em sua família. Para quem gosta de política e de relações internacionais, essa inclui até o próprio presidente tomando decisões e regulando o trabalho de seus subordinado, o que é no mínimo curioso, não importa o quão pouco isso represente a realidade. É mais um boa série que mostra uma mulher tentando se impor em um ambiente ainda dominado por homens. Apesar da premissa não ser muito inovadora, está mantendo uma boa audiência e é provável que permaneça no ar ao menor por mais algum tempo. (Por Tainara Hijaz)

 

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9) Boss

Depois de apostar e fazer sucesso com Spartacus, o canal Starz resolveu trazer toda a depravação e violência para o presente, precisamente em Chicago. Na linha de frente, o prefeito Tom Kane, brilhantemente interpretado por Kelsey Grammer. Calcada nos diálogos rápidos e nas tramas intrincadas, Boss apostava no cenário político para desenvolver sua história. Assim como House of Cards, Boss tinha a política como ferramenta fundamental; as fofocas dos bastidores, as intrigas, as inimizades, as falsas alianças. Boss já seria um ótimo programa se mostrasse apenas o dia a dia da política suja da cidade de Chicago, mas há um tempero: Tom Kane, símbolo de poder, descobre ter uma doença degenerativa que irá consumir o seu cérebro e conseqüentemente suas memórias e sua sanidade. Além disso, a doença pode lhe matar depois de alguns anos. Para um político em plena atividade, cujas principais armas são a eloquência e a inteligência, uma doença como essa pode ser o fim da linha. Mas Kane não se deixa abater e não revela a ninguém o seu segredo, governando Chicago enquanto perde gradativamente o controle. É uma belíssima série que infelizmente foi cancelada na segunda temporada sem um final definitivo. (Por Matheus Pereira)

 

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8) O Brado Retumbante

O Brado Retumbante é uma minissérie da Globo que foi exibida em oito capítulos, em 2012. Ela conta a história de Paulo Ventura, que é advogado e político, em uma fase desanimada com a sua vida pública. Paulo acaba sendo eleito Presidente da Câmara dos Deputados em uma articulação promovida por um Senador. No entanto, os planos do Senador não dão muito certo, pois ocorre um acidente aéreo, onde morre o Presidente da República e seu Vice, tendo Paulo que assumir a presidência do país às pressas. No cargo mais alto do Executivo, Ventura tem que lidar com seus inimigos políticos e uma série de escândalos. Uma minissérie emocionante, que não fez tanto sucesso quanto merecia, e com muito jogo político. A Globo lançou O Brado Retumbante em DVD, vale a pena conferir! (Por Paula Reis)

 

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7) Homeland

Este drama intrigante que é Homeland conta a história de um soldado, que volta do Iraque oito anos depois como um herói. No entanto, a agente da CIA, Carrie Mathison, suspeita que o oficial Nicholas Brody está conectado a um plano dos terroristas para um novo ataque aos EUA, dez anos após o 11 de setembro. A série ganhou importantes prêmios e foi aclamada pela crítica. Homeland mostra as consequências da guerra contra o terror, lançada pela administração de Bush, mas também tenta equilibrar uma história sobre política e estratégia, sem perder a tensão sobre o terrorismo. A série é reconhecida pelo realismo que trata de um assunto tão polêmico, ainda mais nos EUA, em busca da segurança mundial. Ela está indo para a quinta temporada, pela Showtime, e no Brasil, é possível acompanhar pelo canal por assinatura FX e pela Globo, na TV aberta. (Por Paula Reis)

 

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6) Anos Rebeldes

Uma das produções mais marcantes da TV brasileira, Anos Rebeldes mostrou um texto rico, onde a ditadura é o tema abordado. A história mostra o envolvimento de um grupo de jovens da classe média carioca dos anos 60, tendo como referência livros como 1968 – O Ano Que Não Terminou. A produção, ocorrida no início da década de 90, foi considerada bastante ousada, já que o país havia encerrado a ditadura militar há pouco tempo, além da população passar na época também por uma das maiores crises políticas da história do Brasil. Com certeza Anos Rebeldes será sempre lembrada por diversas gerações por abordar um dos fatos mais marcantes de nosso país. A personagem Heloísa, interpretada por Cláudia Abreu, teve uma evolução surpreendente ao longo de seus 20 capítulos, onde de uma garota rica e mimada, ela se tornou uma verdadeira defensora da luta armada, contrariando os princípios de sua família, onde seu pai ajudou a financiar o golpe militar de 1964. A antológica cena em que a jovem é brutalmente assassinada por um militar com certeza entrou para a história da TV brasileira.  (Por Eduardo Nogueira)

 

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5) Veep

Veep trouxe uma abordagem diferenciada da política para o entretenimento, ao apresentar uma sátira dos seus bastidores, de como supostamente se comportam os políticos quando não estão expostos ao público. Veep aborda esse meio nos mais diversos aspectos, tendo como objeto central a vice-presidente dos Estados Unidos, Selina Meyer, na relativa insignificância de sua posição, errando, se envergonhando, assumindo a culpa pelo presidente e, acima de tudo, tentando encobrir a qualquer custo os grandes equívocos cometidos por ela e sua equipe. Somos apresentados à vida pessoal, profissional e pública da V.P., seu cotidiano, o relacionamento com sua equipe em seu gabinete e tudo que acontece antes que ela apareça em público, ou seja, é uma demonstração cômica do que aconteceria por trás de tudo que vemos dos políticos na televisão, nos discursos e demais aparições públicas. Na terceira temporada, o foco foi a campanha de Selina à presidência, incluindo o genial episódio do debate, que é o melhor exemplo do propósito da série em satirizar o “por trás das câmeras” das campanhas políticas. Apesar de essencialmente humorística, Veep é atualmente uma das séries mais inseridas no mundo da política e mesmo que o faça com o extremo sarcasmo que lhe é característico, consegue nos dar um bom panorama do política nos Estados Unidos e dos talvez desconhecidos sacrifícios que envolvem assumir um cargo público. (Por Tainara Hijaz)

 

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4) The West Wing

Uma das precursoras da política na TV, The West Wing abriu portas e caminhos. É difícil afirmar se House of Cards e Scandal, famosas séries do gênero, existiriam hoje sem o pontapé inicial da série criada por Aaron Sorkin. Este, aliás, é um dos maiores responsáveis pelo sucesso da série; conhecido pelo texto ágil, cujos diálogos são mais rápidos do que a nossa capacidade de entendimento, Sorkin construiu uma complexa trama política repleta de personagens multifacetados e acontecimentos muito bem elaborados. Não é à toa que a série é uma das recordistas em prêmios Emmy, sendo venerada pela crítica e adorada pelo público. O perfil de The West Wing, aliás, é notavelmente corajoso; em um canal aberto, o programa fez história ao apostar em um roteiro ligeiro e esperto, confiando na inteligência do espectador. Estes jogos políticos, bem como suas intrigas e reviravoltas, que tanto causam ojeriza hoje em dia, já foram parte da já clássica The West Wing. (Por Matheus Pereira)

 

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3) JK

JK é uma das ricas produções da Rede Globo que tenta retratar a vida do mineiro Juscelino Kubitschek. Exibida em 2006 com 47 capítulos, foi escrita por Maria Adelaide Amaral e dirigida por Dennis Carvalho. É bem interessante a forma como a vida do político é retratada, contendo duas fases: a de quando ele se forma em medicina e passa a fazer parte da política em Belo Horizonte, Minas Gerais, sendo interpretado muito bem por Wagner Moura; E a segunda fase, em que José Wilker empresta seu rosto para um dos Presidentes mais notáveis que o Brasil já teve, impulsionando seu Plano de Metas de “50 anos em 5”, com destaque para a criação de Brasília, sede do poder no país. É uma excelente produção, que trata uma importante parte da política brasileira. Apesar de realizar uma construção de JK completamente perfeita, longe do homem com defeitos que ele era – parte bastante criticada pelos historiadores, a série é um ótimo entretenimento para os que gostam do tema. (Por Anderson Narciso)

 

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2) Scandal

Scandal estreou como um drama que girava em torno de Olivia Pope, ex-consultora de mídia do Presidente dos Estados Unidos, que então abriu seu próprio escritório com o intuito de proteger a imagem pública da elite americana. Essa era a premissa inicial e assim foi nos primeiros episódios, mas com o passar do tempo víamos que as coisas eram muito mais além daquilo apresentado. Olivia Pope não era apenas uma simples e conceituada consultora da Casa Branca, e sim ela é, mesmo que indiretamente, a mulher mais poderosa que existe. Amante do homem mais poderoso do mundo, a personagem conhece muito bem os bastidores do Governo, e no decorrer da série acaba descobrindo vários segredos, inclusive alguns ligados a sua própria família, como a organização secreta B613. Então, ela acaba descobrindo que sempre esteve envolvida em relação a assuntos políticos em toda sua vida. Vemos toda semana um jogo de poder, com pessoas tentando derrubar o Presidente Fitz a todo custo, enquanto Olivia tenta, mesmo que indiretamente, manter a maior potência mundial em ordem, através da Pope & Associates, com a ajuda de seus gladiadores. (Por Eduardo Nogueira)

 

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1) House of Cards

Nunca uma série política mostrou os bastidores do mundo do poder como House of Cards mostra. A série já está na terceira temporada, e ao longo do tempo, vimos Frank Underwood – o vilão protagonista mais amado do mundo das séries – passar de um simples deputado para o cargo mais cobiçado e detestado do mundo moderno, o de Presidente dos Estados Unidos da América. A cada episódio nos familiarizamos mais com os jogos de poder da política americana – que aliás é bem parecida com a brasileira, com os bastidores de todas as armações, e com os limites que aquelas pessoas adoram ultrapassar – sempre tendo como nosso guia, o político mais sem escrúpulos que você conhecerá na vida. Atuações majestosas, roteiro excepcional, House of Cards é uma série obrigatória para todos os seriadores. (Por Letícia Bastos)

 

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Menção Honrosa: Felizes para Sempre?

Uma vez ouvi, em uma aula de história, que a política faz parte de todas as relações humanas. Em Felizes para Sempre? temos a comprovação disso. Uma das mais novas obras primas do brasileiro Fernando Meireles, a série de verão da Rede Globo conquistou a crítica e a audiência com um show sem nenhum pudor, nem nenhum amor verdadeiro, e sobre jogos de poder de todos os tipos, do empresarial ao sexual. A série foi ambientada em Brasília, mas não víamos o Congresso, nem nenhum marco do Governo. Ali, a política, o suborno e todas as armações eram feitas por debaixo dos panos. As negociações eram feitas com diversos tipos de moedas, mas a eliminação daqueles que não serviam mais eram feitas do modo tradicional mesmo. Uma série política sobre o jogo da vida. (Por Letícia Bastos)

E aí, bem “suja” esta lista não? Tem mais alguma série política que você recomenda? Deixe nos comentários.

Equipe Mix

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Perfil criado para realizar postagens produzidas pela equipe do Mix de Séries.

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