Top Mix: Os cancelamentos mais injustos de 2015-16

Top-Mix-01-06[spacer size = “20”]

Continua após publicidade

Fala galera, como estão todos? Hoje começamos o mês de junho, o primeiro oficial após o término da temporada 2015/2016. Como de costume, o saldo final do período foi de grandes emoções com renovações merecidas e outras inesperadas. O mesmo podemos dizer em relação aos cancelamentos, em que algumas atrações tiveram seu final decretado pelas emissoras.

Continua após a publicidade

Por conta disso, o Top Mix dessa semana vai falar justamente daquelas séries, da TV americana e até mesmo brasileira, que foram canceladas e, mesmo algumas já sendo previstas o seu final, doeu e muito para aqueles que assistiam. Não importa se a história já estava saturada, uma novata não agradou, problemas de bastidores, ou baixa audiência, um término sempre acaba afetando nosso emocional. (Por Eduardo Nogueira)

Continua após publicidade

[spacer size = “20”]

telenovela nbc

Continua após publicidade

10) Telenovela

[spacer size = “20”]

Mesmo que muitos sequer ouviram falar que essa comédia foi ao ar pela NBC, esta foi uma das melhores produções de humor lançadas na temporada 2015-2016, atrás apenas de The Real O’Neals. A série, estrelada por Eva Longoria, me fez rir durante os onze, repito, onze episódios que esteve no ar. Tivemos a oportunidade de ver uma sátira deliciosa sobre a produção das telenovelas, ridicularizando inúmeros clichês como a irmã gêmea má, o excesso de laquê nas atrizes, os trejeitos exagerados e as emoções fabricadas. Infelizmente, foi transmitida pelo canal errado, que sequer soube como lançar algo tão delicioso, divertido e despretensioso como isso aqui. Sei que Telenovela não será resgatada, nem mesmo pela Telemundo, mas já fiquei feliz e orgulhoso pelo que assisti. (Por Bernardo Vieira)

[spacer size = “20”]

Heartbreaker

9) Heartbeat

[spacer size = “20”]

Regra número um para ser feliz: nunca, jamais, em hipótese alguma se apegue às séries da NBC. Hoje estou aqui para falar sobre Heartbeat, o cancelamento que me deixou de coração partido de um jeito que nem sei. Terminei os 10 episódios ontem e posso garantir, a série vai fazer falta. Sinto saudades de comédias delicadas na TV. Eu, particularmente, não consigo gostar muito de séries engraçadas, porque tenho a péssima mania de comparar tudo a Friends, mas a atração me lembrou Hart of Dixie, uma comédia romântica, com personagens divertidos, histórias interessantes e casos emocionantes. Não é porque a temática da série é médica, que precisamos acompanhar desgraças e tragédias. Heartbeat tratou de temas importantes, cenas que nos fizeram chorar de um jeito totalmente dinâmico, diferente e às vezes até mesmo bizarro. Grande parte do sucesso da série é a fofa da Dra. Alex Pantierre, interpretada por Melissa George. Ela é incrível, engraçada, divertida, criou uma personagem maravilhosa e que dá gosto de acompanhar, sem contar que ela é doida e deixa o hospital inteiro de cabelo em pé. Aproveite o fim da fall season e faça uma maratona, você não vai se arrepender. E sabe o que é melhor? O fim não deixou pontas soltas e os roteiristas conseguiram dar um fim muito fofo e engraçado para a série. (Por Jeh Mari)

[spacer size = “20”]

faking it

8) Faking It

[spacer size = “20”]

[SPOILER] Faking It foi amor à primeira vista. A proposta diferente da série, de realmente abordar a Geração Z e as questões de gênero, me ganhou de cara, assim como as duas amigas que fingem um namoro, para ficarem populares no colégio. Renovando os clichês do gênero, a atração foi um sopro de novidade desde o início. Personagens bem construídos, ritmo frenético, excesso de histórias para contar, durante a primeira temporada nada foi chato na série, não existia nem sombra da temida “barriga” que assola muitas produções. Mas chegou a segunda temporada, e de repente ficou claro que a criatividade já estava mais limitada, as histórias se repetiam, e a indecisão de Karma ou o amor sem limites de Amy pela amiga já não eram tão interessantes. Na terceira temporada ficou claro o desgaste, e isso refletiu na audiência, que já não buscava a série com tanto afinco. Com o cancelamento o sofrimento chegou, mas ficou mais uma impressão de que a série “nadou, nadou e não saiu do lugar”. As amigas não ficaram juntas, pior, o último episódio ainda apresenta uma outra amiga dos tempos do acampamento de verão (??), Lauren nunca abordou de verdade o fato de ser interssexual, Karma começa a se interessar pelo pretendente de Amy (que sono), e a história mais interessante era a de Shane, que começa a namorar um garoto transsexual. Faking It acabou, mas não podemos dizer que foi um cancelamento triste, com tantas histórias boas, a série pecou no desenvolvimento. Que pena! (Por Letícia Bastos)

[spacer size = “20”]

angel from hell cbs

7) Angel From Hell

[spacer size = “20”]

Angel From Hell estava muito longe de ser a melhor comédia da TV americana, mas isso não quer dizer que a atração era o pior dos mundos. O primeiro trabalho pós Glee de Jane Lynch tinha tudo para cativar o público, mas demorou pra engrenar a história. Talvez a decisão da CBS em ter movido o show para a midseason aos 45 do segundo tempo já era uma prévia de que não vingaria. Particularmente fiquei revoltadíssimo, pois a audiência não era lá aquelas coisas, mas muita atração que nem devia acabou sendo renovada. O pior de tudo nem foi o cancelamento em si, como também a decisão do canal de tirar a comédia do ar imediatamente. Se ela fosse uma pedra no sapato, marcando abaixo de 1.0 na demo é algo compreensível, mas os índices de Angel From Hell sempre giravam em torno de 1.3 ou 1.4. Injustiça foi pouco como a CBS tratou a série; eu acredito que eles poderiam ao menos tê-la renovado, mas como uma atração da summer season. (Por Eduardo Nogueira)

[spacer size = “20”]

containment-the-cw

6) Containment

[spacer size = “20”]

Na noite em que soubemos que Supergirl seguirá para CW na próxima temporada, Containment, série sobre epidemia viral e mortal, foi cancelada. É bem verdade que o canal é voltado para o público jovem, mas a série era promissora e apresentando audiência semelhante aos sucessos da emissora, como The 100, além de ter  média superior a toda temporada de  iZombie, que caso tivesse sido cancelada não faria falta alguma. Ao fim da temporada, mais uma série com boa qualidade vai nos deixar.  Containment conquistou seu público, a química do casal Jake e Katie, que a cada episódio são mais fofos juntos – apesar dos vários problemas enfrentados -, os mistérios sobre a origem da epidemia, a luta pela sobrevivência da população em quarentena. Todos estes elementos trazem para a atração melancolia, justificando sua audiência e os constantes elogios concedidos pela crítica. É bem verdade, que a CW sempre deixou claro, de que esta é uma série limitada. Mas com toda a qualidade dos episódios apresentados, os fãs esperavam sua renovação,  o que acabou não ocorrendo, para tristeza geral. Mas ao que tudo indica, teremos um desfecho bem positivo, a altura de todo o carinho que os fãs têm pela série. Convém questionarmos qual o real motivo do cancelamento de Containment. Audiência? Investimento? É realmente uma pena tantas séries merecendo serem canceladas, que ninguém aguenta mais! (Por Jefferson Almeida)

[spacer size = “20”]

Marvel's Agent Carter Capa

5) Agent Carter

[spacer size = “20”]

Peggy Carter teve um empoderamento tão grande nas produções de Capitão América, que não acharam nada mal levar o conceito a um nível superior, e transformar a vida da agente em série. E funcionou muito bem na primeira temporada, mas nessa vida nem tudo são flores. O declínio é evidente no segundo ano da série, mas o cancelamento pegou muitos de surpresa. A história possuía leveza, trazia um clima divertido e instigante aos fãs, e procurava tratar de questões como a ascensão feminina nas décadas de 50-60. Uma receita de sucesso que, por deslizes, foi jogada para escanteio. Personagens divertidos e icônicos, como Jarvis, permanecem na memória dos grandes fãs. A série sofreu um corte violento e trágico, mas não podemos discutir parâmetros de audiência quando trabalhamos com números. A qualidade dos episódios caiu com o tempo, e seus espectadores foram se dividindo cada vez mais. Em dois anos, fomos apresentados a diversas tramas e pudemos conhecer um pouco mais da precursora feminina na Shield. Carter fez um bom trabalho, servindo à corporação e inspirou grandes nomes do universo atual. Uma pena não termos acompanhado um pouco mais dessa grande heroína. Nos resta agora aguardar um possível futuro retorno para uma continuação digna, e um fim a altura de uma série com grande potencial como esta. (Por Lucas Franco)

[spacer size = “20”]

nashville

4) Nashville

[spacer size = “20”]

A série em si foi um verdadeiro novelão, diga-se de passagem, mas os problemas de bastidores superaram o próprio drama musical. Já fazia um certo tempo que Nashville não marcava uma audiência grandiosa, temos que admitir isso, mas ela tinha seu diferencial. As atuações eram impecáveis, a história em torno dos bastidores de artistas do gênero mais tradicional da música norte americana, sempre com presenças ilustres, e canções originais que acabavam emplacando no iTunes. Querendo ou não, a série ainda tinha uma certa popularidade, porém os recentes problemas de bastidores deixaram tudo muito conturbado. A depressão pós parto de Hayden Panettiere, insatisfação dos showrunners, conflitos criativos e por aí vai. Vendo tudo isso e somado à baixa audiência, a ABC optou por não dar uma quinta temporada a Nashville, porém a produtora do show está negociando para que a atração possa ganhar uma sobrevida em outro canal, ou até mesmo por plataforma digital ou streaming. Enquanto isso não está oficialmente acertado, a história das estrelas country Rayna e Juliette segue cancelada, infelizmente. (Por Eduardo Nogueira)

[spacer size = “20”]

Castle

3) Castle

[spacer size = “20”]

[SPOILER]Depois de 8 longos anos na TV, Stana Katic (que interpreta a protagonista do seriado, Kate Beckett) anunciou que a 8ª temporada seria a sua última no show. Os fãs logo rejeitaram a ideia, fazendo campanhas nas redes sociais para que isso não acontecesse. Afinal, o que seria de Castle sem Caskett? Pois bem, não demorou muito para que os produtores do seriado e a ABC cancelassem o show, depois de tanto borbulho na internet, deixando, pelo menos, um final feliz para os fãs do casal principal. O problema é que a series finale deixou a desejar. De forma muito corrida, vimos um episódio confuso e que deixou muitos fãs decepcionados. Não pelo fato de Caskett ficarem juntos com 3 filhos e felizes para sempre, mas sim como tudo isso aconteceu. Nos minutos finais do episódio, o vilão da vez atirou no casal e morreu. 7 anos depois, descobrimos que Caskett estava vivo, felizes e com 3 lindos filhos. E fim! Parecia que os roteiristas decidiram mudar tudo de última hora por conta do cancelamento, deixando 8 anos jogados no lixo por conta de um episódio mal feito e escrito às pressas. Uma falta de consideração com as pessoas que acompanharam a história de Richard Castle e Kate Beckett desde o piloto. O pior não é isso, mas sim descobrir que caso o seriado fosse renovado, o desfecho seria outro e pior. Michael Ausiello revelou que um dos finais previstos seria a Beckett tomando um tiro no final do episódio 8×22, e que todos pensariam que ela estaria morta, inclusive o Castle, quando na verdade ela estaria no exterior em uma missão undercover. A explicação seria que a única maneira da missão funcionar era se todos pensassem que ela estava morta. Além disso, a 9ª temporada começaria com um salto no tempo de 2 anos, mostrando o Rick ainda de luto pela morte da sua esposa, mas que de alguma forma seria levado a trabalhar em investigações de casos novamente. (Por Gabriella Siggia)

[spacer size = “20”]

pé-na-cova

2) Pé Na Cova

[spacer size = “20”]

Engraçada, melancólica, optando pelo humor negro ao invés do escrachado, Pé Na Cova foi uma série totalmente diferente de tudo que estamos acostumados a ver na TV brasileira. Escrita e protagonizada por Miguel Falabella, a atração falava sobre uma família dona de uma funerária. Lembrou Six Feet Under? Bom, só o mote é parecido. Transfira o clima frio da série americana para o calor do bairro do Irajá, no Rio de Janeiro, e pense em todas as bizarrices e discussões politicamente incorretas que faziam corar os rostos conservadores dos representantes da tal “família brasileira”. Pé Na Cova era assim, pintava com muitas cores e diálogos inspirados, situações que acontecem todos os dias nas nossas vidas, usando personagens estereotipados e caricatos para representar cada um de nós. Mas o maior atrativo da série era ela, a eterna Marília Pera, que faleceu durante a exibição da série. Assim como a sua personagem, a icônica Darlene, ela nunca mostrou fraqueza, nunca tirou o sorriso no rosto, gravou a série toda, mesmo sem forças e, na maioria das vezes, sentada, e nos deixou um lindo exemplo de vida. Pé Na Cova entrou para a história da teledramaturgia brasileira por seu roteiro e personagens incríveis e, claro, por ser o último trabalho da inesquecível rainha do teatro brasileiro. E como eu sinto falta dela, da Darlene, do Ruço (assim mesmo), da Tamanco ou do Dr. Zoltan. Nunca mais olharei para uma garrafa de gim sem um sorriso no rosto. (Por Letícia Bastos)

[spacer size = “20”]

limitless cbs

1) Limitless

[spacer size = “20”]

O cancelamento de Limitless talvez seja uma das maiores injustiças desta temporada 2015-2016. A série, que era uma sequência direta do filme estrelado por Bradley Cooper em 2011, apresentou uma constante e sólida audiência durante todos os episódios. A trama, por si só, também era bem consistente. Cheia de referências, inseridas entre as doses de humor e drama, a série era um verdadeiro fan-service para os aficionados pela cultura pop: de Curtindo a Vida Adoidado à Game of Thrones, Limitless soube agradar o público e transpor para a TV – de uma forma mais leve – a história de um cara que conseguia acessar 100% da capacidade de seu cérebro, ao tomar uma droga com sérios danos colaterais. O protagonista, Jake McDorman, esteve completamente à vontade no papel de Brian Finch, trazendo uma cara para o F.B.I. que você provavelmente não verá em outros shows. A pergunta que não quer calar é, porque a CBS renovou shows menos consistentes, como Code Black, e deixou Limitless de fora da lista de séries que irão ver o sol nascer novamente. Alto custos de locações? Ou insatisfação por parte dos executivos da emissora? Nunca saberemos… Mas uma coisa é certa: o cancelamento de Limitless é bem injusto! (Por Anderson Narciso)

[spacer size = “20”]

 

Quantos cancelamentos hein?! E pra vocês, qual foi aquela série que acabou não garantindo uma nova temporada, e isso lhe doeu profundamente?

Até mais!