Top Mix: Séries com narrações

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Fala galera, como estão todos? Bem, uma série para valer a pena acompanhar, um dos elementos primordiais para isso é uma boa narrativa. Esse aspecto sendo trabalhado da forma adequada, não há como a produção não obter êxito e conquistar o público.

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Algumas delas gostam de ir mais além nesse quesito, e buscam como diferencial colocar uma voz que, muitas vezes conta a história que ali se passa em terceira pessoa, ou até mesmo em primeira. Por isso, o Top Mix dessa semana vai justamente abordar tais séries que têm a narração como seu ponto forte, e olha que não são poucas que possuem isso. Vamos dar uma olhada? (Por Eduardo Nogueira)

 

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10) The Middle

A narração da matriarca da família Heck certamente é um dos principais elementos de diferenciação de The Middle. Em praticamente todos os episódios das sete temporadas que a série possui até então, Frankie introduz o tema de cada episódio em off, como, por exemplo, expondo tradições de determinada data comemorativa que será abordada no episódio em questão, muito para enfatizar que a realidade de sua família está muito longe de seguir tais preceitos. Essas narrações são acompanhadas por uma sequência de breves cenas que ilustram o tema e que geralmente parecem ter sido tiradas de filmes antigos, costume esse que também caracterizou a comédia. Passada essa introdução e todos os costumeiros perrengues que a família passa durante o episódio, a narração de Frankie volta para fazer um curto balanço geral dos acontecimentos do capítulo e encerrar com uma espécie de “moral da história”, alguma coisa boa que pôde ser tirada de todos os infortúnios, uma conclusão de certa forma otimista ou apenas uma expressão de conformismo com a realidade da vida. O fato é que a série provavelmente não seria uma das comédias mais queridas da atualidade se não se utilizasse tão bem do recurso de narração. (Por Tainara Hijaz)

 

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9) One Tree Hill

Um dos dramas de maior sucesso dos canais The WB/CW também tinha a narração como seu diferencial. Por aqui quem fazia a vez era o protagonista Lucas Scott que, durante as seis temporadas em que fez parte do show, foi responsável por grandes citações lembradas até hoje por 11 em cada 10 fãs da série. Muitas delas eram de grandes autores mundialmente conhecidos, como Albert Camus, e é claro Shakespeare. Suas narrações costumavam ser no começo e/ou final de cada episódio, e não era somente ele que fazia isso. Muitas das vezes vimos outros personagens da série também narrando, e após a saída do personagem, quem acabou “assumindo seu lugar” de certa forma foi Hayley, principalmente no oitavo ano, quando ela fazia uma espécie de “diário” contando para seu melhor amigos como andavam as coisas em Tree Hill. O episódio final, os últimos instantes da atração foram narrados por todo o elenco que ali ainda fazia parte.  (Por Eduardo Nogueira)

 

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8) Grey’s Anatomy

Desde o piloto de Grey’s Anatomy sabemos que, no início do episódio, iremos ouvir uma mensagem profunda narrada pela voz dos personagens do Grey Sloan O’Malley Shepherd Memorial Hospital. E o legal disso é que, nessa hora, os detalhes sobre a medicina são misturados com os fatos das histórias que vão ser contadas durante aqueles maravilhosos 40 minutos. As narrações percorrem todo o episódio e também dão o tom para seu final. E, se o objetivo é nos fazer refletir, muitas daquelas frases estão no caminho certo. Afinal, que fã de Grey’s Anatomy nunca repetiu por aí que “more is better” ou que “o carrossel nunca para de girar”? Pois é… a gente entende. Quando o assunto é drama, nada como recitar Meredith Grey e chorar no cantinho escuro. (Por Fernanda Azevedo)

 

My Mad Fat Diary

 

7) My Mad Fat Diary

Já enumerei várias vezes aqui no Mix os motivos para My Mad Fat Diary ser tão incrível, mas acredito que realmente nunca falei sobre a importância da narração da protagonista para a história. Sim, a maravilhosa Rae Earl narra a história exatamente como escreve seu diário, lotado de palavrões e considerações momentâneas. Na narração de Rae fica claro que ela não sabe do seu futuro – as opiniões que ela tem sobre alguns personagens mostra isso. Com uma voz carismática e uma linguagem informal, a personagem te conquista logo no início. E quando você acha que nada pode ser melhor que isso, temos no último episódio da segunda temporada a narração de Chloe, e finalmente conhecemos a personagem de verdade. Sério gente, assistam My Mad Fat Diary! (Por Letícia Bastos)

 

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6) Gossip Girl

Gossip Girl é um dos maiores exemplos de série com narração, justamente porque toda a história é contada no ponto de vista de uma personagem desconhecida, que nos dá detalhes da vida íntima da elite do Upper East Side. A tal “Gossip Girl” é super maldosa e invade a privacidade de Serena, Blair, Nate, Dan, Jenny e todos os outros jovens que tem alguma influência na cidade de Nova Iorque. E o pior é que a garota coloca tudo o que descobre na internet. Por isso, não há segredos que durem muito tempo no escandaloso mundo da elite de Manhattan. Todos da série leem o blog e tenho certeza que você também não conseguiu deixar de acompanhar essa história tão apaixonante. Afinal, você sabe que a ama! Xoxo. (Por Fernanda Azevedo)

 

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5) Revenge

Uma das principais marcas registradas desse saudoso drama pastelão do canal ABC era justamente a narração. Todos os episódios começavam com a narração de Emily Thorne, onde ela citava o nome do episódio, dando uma definição do que aquele título teria de contexto com a história ali a ser apresentada. Sempre no meio desse discuso, a protagonista de Revenge sempre fazia diversas citações literárias e filosóficas, sendo uma delas a obra que serviu de base para criação da história, O Conde de Monte Cristo, de Alexandre Dumas. Isso foi destaque na série até o primeiro episódio da quarta e última temporada, quando a narração da vez foi feita pela excepcionalmente pela icônica vilã Victoria Grayson, onde ao invés de fazer citações iguais de sua rival, ela descreve toda a jornada da loira durante os três primeiros anos, e naquele momento a megera anuncia então a sua vez de se vingar da inimiga. Alguns episódios haviam também narrações no final, como principalmente no series finale, onde Amanda Clarke finalmente já havia abandonado de vez o seu alter ego Emily Thorne, e decretando a conclusão do seu plano de vingança, e declarando o seu amor eterno ao pai. (Por Eduardo Nogueira)

 

Desperate Housewives

 

4) Desperate Housewives

Desperate Housewives é um seriado marcante. Contando a vida de donas de casa que eram vistas como “mulheres comuns”, o seriado que protagoniza as amigas Bree, Gabi, Lynette, Susan, Eddie – não tanto – e Mary Alice (além das outras personagens que vieram ao longo da série), mostrou que a realidade das donas de casa pode ser muito mais emocionante do que se imagina. Mas um detalhe no seriado se destaca, a voz de Mary Alice narrando a vida de suas amigas antes e depois de seu suicídio. Uma tragédia que por meses viria a levar suas amigas aos maiores questionamentos, sobre ela e sobre si mesmas foi o ponto alto para a atriz Brenda Strong, que interpretou Mary Alice, seguir narrando a vida das mulheres de Wisteria Lane. Mary Alice agia como uma força onipresente narrando os mínimos detalhes da vida das amigas entre si, e separadas ao mesmo tempo que trazia reflexões profundas antes e depois dos episódios, sempre encerrando e presenteando a TV com alguns dos melhores discursos já ouvidos. Poucas vezes Mary Alice não esteve presente, estes momentos foram quando outros personagens morreram, como o ex marido de Susan, Carl e Eddie Britt, amiga/rival de boa parte das mulheres do subúrbio, mas mesmo assim, ambos levaram a narração como seus alter egos e trouxeram reflexões como eles levariam. (Por Amanda Móes)

 

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3) Jane The Virgin

Quem nunca se envolveu nos enredos dos seriados? Pois bem, parece que os roteiristas de Jane The Virgin decidiram homenagear os fãs seriaholics, e criaram um personagem-narrador em 3ª pessoa no show. E esse é um dos diferenciais da série: narrar a história de Jane Gloriana Villanueva na perspectiva de outra pessoa que nunca vimos, apenas escutamos sua voz, que é o narrador. No seriado, ele conta para nós a história sob a sua perspectiva, colocando suas opiniões e emoções a todo momento. Ainda não sabemos quem é esse narrador, embora hajam teorias de que seja Mateo Gloriano Rogelio Solano Villanueva, o filho da protagonista, contando sua história de como veio ao mundo para seus filhos ou netos. Embora a identidade do narrador não tenha sido divulgada, sabemos muito bem que ele remete um pouco do que somos quando assistimos qualquer seriado e nos apegamos a ele. (Por Gabriella Siggia)

 

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2) Everybody Hates Chris

É até um sentimento nostálgico escrever sobre este seriado. Acredito que muitos como eu se lembram das tardes da Record, quando começava a passar Todo Mundo Odeia o Chris, e você não desgrudava da televisão para ver o combo de episódios. Mesmo que já soubesse fala por fala e que nada fosse inédito, a risada era de como se fosse a primeira vez. E o mais marcante era como Chris narrava os fatos enquanto aconteciam. Claro que com a dublagem não foi assim, mas na transmissão original, o dono da voz narrada era o próprio Chris Rock. O ator e comediante americano narrava as histórias de sua adolescência entre as cenas, para inteirar um pouco mais o telespectador sobre os acontecimentos do episódio. Claro que a série possui todo um contexto mais intenso para provocar o humor característico e simples apresentado. Com 88 episódios divididos entre quatro temporadas, o seriado possui todo o humor e pontos de ingenuidade com críticas ao racismo americano dos anos 80. Pontos estes, que a típica família brasileira busca nas tardes de sábado, horário que é transmitido pela TV Record atualmente. O acerto da Record com a série, talvez tenha sido tão grande quanto o de SBT com Chaves, tornando ela marca registrada de audiência para emissora, assim como a série mexicana é para o dono do baú. (Por Lucas Franco)

 

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1) Sex And The City

Quem conhece Sex and the City sabe o quanto a narração de Carrie é importante para a série. No início, como expliquei na coluna De Volta ao Piloto, lá no início a série tinha um formato diferenciado, mais parecido com um documentário. Carrie narrava sim, mas olhava diretamente para a câmera, e depoimentos de outras pessoas (personagens da série ou não) também apareciam constantemente. Só que, com a evolução da série, a narração ficou em off, e muito mais poética que antes. Ali tínhamos Carrie analisando a sua vida e de suas amigas, e escrevendo sua coluna semanal. A narração é tão essencial, tão acertada e relevante para o roteiro, que é impossível imaginar a série sem ela. (por Letícia Bastos)

 

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Menção Honrosa 1: Narcos

O sucesso mais recente da Netflix não podia de deixar de estar presente nesta lista, pois Steve Murphy é que nos conta uma história da vida real. Murphy, interpretado pelo ator Boyd Holbrook, nos conta sobre o crescimento dos cartéis de drogas, em especial a cocaína, iniciado na Colômbia, e todos os esforços empregados para extinguir o narcotráfico no mundo. Steve é um agente da DEA (departamento americano de combate a entorpecentes) que foi para Colômbia em missão de capturar e matar Pablo Escobar (Wagner Moura), com o apoio de Javier Pena (Pedro Pascal). Na primeira temporada, Murphy conta como o cartel de Escobar cresceu tão rápido e como é difícil de pará-lo. Sua narrativa é muito importante, pois ele insere fatos históricos e conta, a seu modo, as consequências do narcotráfico com bastante ênfase, pois ele esteve presente. Acredito que vendo a história pelo lado do agente americano, talvez possamos entender os narcos de outra forma do que aparece nos jornais (ou não). Ao menos temos certeza que ele não morre, pois está nos contando esta história de violência e drogas. Pelo tipo de narrativa, podemos entender um dos motivos de Narcos ser uma série excelente. (Por Paula Reis)

 

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Menção Honrosa 2: House Of Cards

Para quem ainda não conhece House of Cards, é difícil imaginar que uma série desse tipo tenha narração. Aliás, é estranho também para quem assiste o piloto, afinal parece meio estranho no início, e é. Nós somos os espectadores da vida de Frank, e ele sabe disso, e resolve nos mostrar tudo que ele fará para se vingar daqueles que prometeram e não cumpriram – e sabemos que na política isso é um erro imperdoável. Com o tempo, o objetivo de Frank e sua ambição aumentam, e com isso a narração diminui, mas a grande sacada da série é fazer Frank conversar conosco nos momentos mais oportunos, como quando julgamos ele por suas atitudes. Que série genial! (Por Letícia Bastos)

 

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Menção Honrosa 3: Pushing Daisies

Antes de fazer sucesso com Hannibal, Bryan Fuller criou Pushing Daisies, uma deliciosa mistura de drama, comédia e fantasia. Embasada em uma narração engraçada e filosófica, a série acompanha Ned, um sujeito que tem o dom de trazer os mortos de volta à vida. Há um porém: se ele tocar a pessoa que ressuscitou novamente, a pessoa morreria de novo e não poderia retornar. Assim, ele pode tocar o cadáver apenas uma vez, e não poder encostar nunca mais. É o caso de seu cachorro, Digby, revivido por Ned quando garoto. A relação dos dois é linda e curiosa, já que o dono não pode nunca tocar o animal. Ah, tem outro detalhe: se a pessoa que ele ressuscita ficar viva por mais de sessenta segundos, outra pessoa morreria em seu lugar. Todos estes detalhes são ditos e repetidos pelo narrador, de voz forte, nos episódios do programa. No processo, muito romance, tortas deliciosas e crimes inexplicáveis. É claro que Ned usa seu dom para solucionar mistérios. Trata-se de um seriado imperdível que possui apenas duas temporadas. Outra joia de Fuller cancelada injustamente. (Por Matheus Pereira)

 

Gosta de séries com narrações? Qual a sua favorita?

Até a próxima semana!

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