Top Mix: Séries de TV que estão sambando atualmente

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WE ARE CARNAVAL! WE ARE FOLIA!

Olá, meu povo! O carna foi bom? Por aqui o samba continua e muito bonito, mesmo sendo quarta-feira de cinzas. Explico. A fall season 2015/16 lacrou demais ao exibir séries maravilhosas, marcantes e super bem produzidas. E justamente destas séries que iremos falar. Não importa a avenida (o canal), qual fantasia (gênero da série), o samba rolou soltou para todo lado. Não sei vocês, mas estou amando esta temporada e quero compartilhar com vocês as séries que estão sambando atualmente. Coloca um sorriso no rosto que carnaval é alegria e por aqui no Top Mix só tem série sambista hoje! Aeeee! Vem que vem!

(Por Paula Reis)

 

American Crime Story

10) American Crime Story

A série de Ryan Murphy chegou como abertura de carnaval. Com alto índice de telespectadores sendo arrastados no bloco do possível caso mais famoso dos Estados Unidos, levados nos carros principais por um enredo cativante, interpretações de boas à incríveis, da ala de Sarah Paulson até Cuba Gooding Jr., com uma direção ótima do produtor e uma caracterização incrível do tempo da história-enredo. Podemos esperar que os episódios não nos decepcione, nem na quarta-feira de cinzas. E a prova maior disso é que antes mesmo de sair na rua, a série já foi renovada para uma segunda temporada, com um tema ainda mais chamativo, mais até que o Galo da Madrugada, o furação Katrina! Sendo assim, pode esperar que American Crime Story vai fazer jus a frase “todo ano tem carnaval”! (Por Amanda Móes)

 

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9) Jane The Virgin

Uma das séries mais subestimadas da CW antes de sua estreia, é um dos motivos de orgulho para a emissora. A dramédia estrelada pela maravilhosa Gina Rodriguez calou a boca de muita gente na fall season passada, inclusive a minha, em que todo mundo apostava no flop garantido da atração, por ser originária da novela venezuelana Juana La Virgen. Quando estreou, a série se tornou rapidamente sucesso absoluto de crítica, mesmo sua audiência sendo bastante razoável, perto de suas companheiras de emissora. Depois desse samba todo e carregar na bagagem um Globo de Ouro, a série continua fazendo bonito nessa fall season. A segunda temporada da série está sendo eletrizante, ainda mais por conta do intenso triângulo amoroso entre Jane, Michael e Rafael, e como a protagonista está conciliando sua vida agora com a maternidade. Comédia, romance, mistério e drama: esses são os ingredientes exatos para que a série continue sambando. Gina Rodriguez pode não ter levado seu segundo Globo de Ouro em 2016, mas como a atração continua sendo bem prestigiada pelo público, Jane continua desfilando com tudo na Sapucaí da TV americana. Não vai demorar muito para a CW anunciar a terceira temporada do show. Que os anjos digam amém! (Por Eduardo Nogueira)

 

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The Leftovers nasceu sob grande expectativa. Ela marca a volta de Damon Lindelof (Lost) à TV, dessa vez produzindo uma adaptação do livro homônimo de Tom Perrotta para a HBO. A trama acompanha personagens que tentam superar a perda causada por um misterioso evento que faz 2% da população mundial desaparecer repentinamente. Recheada de simbologias, a 1ª temporada não quis facilitar a compreensão do telespectador, o que acabou gerando uma forte rejeição, e isso, aliada à adaptação completa do livro e encomenda de uma 2ª temporada, obrigou a série a se reinventar, uma metamorfose que a transformou na melhor série de 2015. As simbologias continuam, mas o luto e o inconformismo com o inexplicável dão vez ao desejo de recomeçar e ao poder daquilo em que se acredita, sem deixar de lado as feridas da Partida Repentina. Deixamos a fria e monocromática Mapleton em Nova Iorque e partimos para a calorosa e colorida Jarden no Texas, a única cidade no mundo com mais de 5 mil habitantes que não sofreu a dor do 14 de outubro. Os personagens parecem encontrar um verdadeiro milagre em um mundo com pouca fé e a série parece ter se encontrado. Com um roteiro que sabe o que contar e como contar, a mensagem de The Leftovers é finalmente transmitida: o foco não é em quem partiu e não precisamos de respostas para contar a história dos deixados para trás. Let the mystery be. (Por João Victhor)

 

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7) Blindspot

Blindspot se revelou como uma das maiores surpresas da Fall Season. A série aborda sobre a personagem Jane, interpretada pela linda atriz Jamie Alexander, que foi encontrada em Nova Iorque dentro de uma bolsa completamente sem memória e cheia de tatuagens misteriosas espalhadas pelo corpo. A moça não detinha documento, nada que comprovasse sua origem. Era uma sem ninguém mesmo. Por isso, o FBI começou a investigar essas tatuagens e acabam descobriram que envolviam assassinos e assassinatos, crimes que aconteceriam tal dia, enigmas malucas (quem se lembra do David investigando o enigma presente em um livro da biblioteca e a Patterson o ajudando <3?). Blindspot começou, pra falar a verdade, bem morna, normal e até um pouco boring em certos episódios, porque o foco era só investigar essas tatuagens, e não tentar desvendar quem é essa mulher que apareceu do nada no meio da rua. Lógico que os produtores sempre davam dicas de quem poderia ser a Jane e isso acontecia através de sonhos que a Jane tinha. Entretanto, a fall finale foi fueda ao extremo, pois, finalmente, víamos a história paralela, ou seja, o passado da Jane, ser discutida mais a fundo. A cena dela vendo um vídeo dizendo que foi ela mesma quem planejou isso (“Youdidthistoyourself!”) foi chocante, mas era esperado. Com certeza, os fãs aguardam ansiosos pela volta de Blindpost porque existem várias perguntas sem respostas. Mas com certeza uma das maiores audiências da TV americana nesta fall sambou lindamente entre as séries! (Por Daniele Duarte)

 

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6) Gotham 

Se existe uma série da atual fall season que é sinônimo de “sambada”, esta é Gotham. A série que veio com uma morna primeira temporada – dividindo os fãs do homem morcego -, simplesmente acertou em cheio na primeira parte do seu segundo ano. Explorando ainda mais os vilões, a série abandonou a premissa de “casos da semana” e se focou em tratar de um assunto apenas: a ascensão de Theo Galavan e sua busca de vingança contra os Wayne. Em uma trama que praticamente todos os personagens se envolveram, Gotham se tornou uma série que prende o espectador, importando-se com seu plano de fundo e criando um esqueleto para sua história principal. Se essas características faltaram na primeira temporada, no atual ano ela sim está sambando. (Por Anderson Narciso)

 

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5) Jessica Jones

A grande surpresa da Netflix em parceria com a Marvel já sambou nas nossas caras ao apresentar uma protagonista bastante perturbada e nem um pouco heroína. Ok, Jessica Jones até tem seus dotes heroicos e acaba ajudando as pessoas que cruzam seu caminho, porém, o que ela realmente quer é sossego e encher a cara. Isso mesmo, a nova heroína da Netflix pouco se importa com o fato dos alienígenas estarem dominando a Terra e os Vingadores terem destruído algumas cidades; ela quer sossego e se livrar de uma vez por todas de Kilgrave, seu antigo namorado psicopata. A forma como a série foi colocada para nós foi bacana e, a cada episódio, não sabíamos se torcíamos para Jessica ou para Kilgrave. Está certo, pode parecer estranho alguém gostar de um vilão manipulador de mentes, mas o Homem Púrpura tinha carisma e 9 a cada 10 pessoas queriam ser possuídas por ele sim. Talvez por conta do sotaque britânico do ator David Tennant, ou pela excelente atuação dele, mas no fundo, Kilgrave foi mais do que um vilão comum: ele foi o grande nome do seriado ao lado da protagonista que sambava na nossa cara ao mostrar uma heroína nenhum pouco convencional. Digo mais: o que eu vi no seriado da Netflix foi uma forma diferente de mostrar a mulher na sociedade, sem aqueles clichês de que toda mulher é uma donzela em perigo. Jessica Jones soube muito bem representar a mulher de hoje da sociedade, sem ser vulgar ou pedante; nossa heroína se mostrou uma pessoa comum, repleta de defeitos, mas que é capaz de tudo para lutar com seus medos e passado. (Por Gabriella Siggia)

 

Chicagos

4) Chicago Fire / Chicago P.D. / Chicago Med

Não sei se qualifico a trilogia #OneChicago ou o seu criador Dick Wolf como o sambista da vez na NBC. As três séries vieram com tudo nesta fall season e estão, cada vez mais, com suas histórias interligadas. É magnífico poder assistir o episódio de cada uma delas e de certa forma poder estar no universo das três ao mesmo tempo. Sempre alguém de uma série acaba aparecendo no episódio de outra, e esta relação que eles entrelaçaram criou uma característica única para estas produções. Fora que as histórias de ambos os shows tem emocionado a cada semana. Claro, existe sempre uma que está melhor – Chicago P.D. tem se favorecido neste quesito, mas todas elas preenchem muito bem a característica de entretenimento, mostrando a vida destes heróis da cidade de Chicago. Juntas formam uma ala completa desta escola de samba. (Por Anderson Narciso)

 

Imagem: Banco de Séries

3) How to Get Away with Murder

Vamos falar a verdade: HTGAWM é uma série que samba desde o episódio piloto. E hoje, no meio da segunda temporada, continua sambando. Motivos? Um roteiro emocionante, uma coleção de plot twists que te faz prender a respiração, personagens consistentes e dúbios e um elenco maravilhoso. How to Get Away With Murder já fez história ao conseguir que Viola Davis fosse a primeira negra a ganhar um Emmy. Claro, não tinha como não ser! Annalise é uma personagem incrível, interpretada por uma atriz de alto nível. Tudo isso faz com que a série de Shondaland seja, atualmente, a Globeleza da ABC. (Por Fernanda Azevedo)

 

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2) Mr. Robot

Uma das séries que mais sambou em 2015 e vai continuar tirando onda na avenida é Mr. Robot. Enredo nota 10, atuações nota mil que levaram a série a receber tudo quanto é tipo de prêmio importante, onde antes só quem assistia a colocava no mapa, agora o mundo sabe que Mr. Robot existe. A história agradou seriadores e críticos, contando sobre um hacker justiceiro, vivido por Rami Malek, que sofre de depressão e ansiedade social dentro de um personagem bem complexo e inteligente chamado Elliot. Evocando muitas referências de qualidade durante a trama, a que pode-se ressaltar é o filme Clube da Luta, representado pela existência solitária, problemas de relacionamento e surgimento de um mentor revolucionário super carismático na vida do protagonista. Mr. Robot é a pedida número 1 de uma maratona se você ainda não viu, essa série samba, lacra, critica e apaixona, eu garanto. (Por Caroline Marques)

 

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1) Narcos

Narcos começou sambando antes de entrar na avenida. Desde o anúncio, a série original Netflix protagonizada pelo brasileiro Wagner Moura já era bastante esperada. Tendo os primeiros episódios dirigidos por José Padilha, aquele mesmo do Tropa de Elite, Narcos lacrou no começo com a sua frase de efeito “plata o plomo”. Para quem ainda não assistiu, corre que ainda dá tempo, rola fácil uma maratona na Netflix dos dez episódios. A história se passa na Colômbia e conta um pouco da vida de Pablo Escobar, o maior narcotraficante que já existiu. Poderia ser um documentário, mas o narrador que também é um personagem, o agente do DEA Steve Murphy, nos conta com uma inteligência e certo sarcasmo uma história real, mas do seu modo, na visão americana, como foi o surgimento e o crescimento do Cartel de Medellin. A propagação da cocaína nos Estados Unidos e na Europa graças à droga de Pablo é rápida e muito lucrativa, e neste meio tempo a polícia americana tenta capturar e matar Escobar. A série conseguiu captar muito bem os fatos reais (com imagens reais) intercalado com a ficção, você assiste sem conseguir desgrudar o olho da tela. Narcos sambou, Netflix sambou mais ainda renovando a série, e Wagner Moura foi o padrinho da bateria, pois lacrou o desfile com uma indicação ao Globo de Ouro. É muito samba, minha gente! (Por Paula Reis)

 

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Menção Honrosa – Making a Murderer

A tensão, apreensão, angústia e indignação estão presentes em todos os minutos de Making a Murder, a primeira série documental original da Netflix, lançado em 18 de dezembro de 2015, sob uma divulgação extremamente fraca e com a maior repercussão já causada pelo serviço de streamming. Filmado ao longo de dez anos, entre 2005 e 2015, o documentário aborda a história do americano Steven Avery que foi solto da prisão após cumprir 18 anos por uma condenação injusta e errônea da polícia do condado de Manitowac, Wisconsin, EUA, por agressão sexual em 1985. Em 2005, dois anos após ser liberto, Steven inicia um processo no valor de U$ 32 milhões contra a polícia local, mas é interrompido durante os depoimentos dos envolvidos devido à nova prisão de Steven pelo seu envolvimento no assassinato da fotógrafa Teresa Halbach. As evidências e provas apresentadas nos dez episódios de uma hora de duração cada nos deixam tirar as nossas próprias dúvidas e conclusões, fato esse que transbordou em toda a mídia, levando rádios, televisões, jornais e figuras públicas a se manifestarem sobre o documentário, e sobre o caso, incluindo um pronunciamento oficial emitido pela Casa Branca. Mostrando um dos maiores erros já cometidos pelo Sistema seguido de uma clara conspiração e incriminação contra Steven causada pela própria polícia de Manitowac, Making a Murder é instigante de sua primeira à sua ultima cena. (Por Renato M.P.)

 

Greys anatomy

Menção Honrosa 2 – Grey’s Anatomy 

12 anos no ar, centenas de mortes, uma protagonista cheia de defeitos e um carrossel que nunca para de girar. Parece que Titia Shonda continua marcando seu território na TV americana e a 12ª temporada de Grey’s Anatomy é a prova viva de que um bom drama médico quando é escrito por uma “psicopata” como Shonda pode ainda fazer muito sucesso. O que era para ser uma temporada mais leve (dado o fato da morte do McDreammy na temporada passada), acabou se transformando numa temporada cheia de reviravoltas. O fato de Meredith ser uma viúva com três filhos não impediu que Shondanás atacasse novamente. A forma como a autora joga esses dramas nas nossas vidas faz com que a gente reflita e analise cada situação. E foi exatamente isso o que aconteceu quando ela trouxe Penny para as nossas vidas e para a da Meredith: como perdoar alguém que foi responsável pela morte do McDreammy? Impossível, não? Mas ela fez com que conseguíssemos entendê-la e Meredith sambou nas nossas caras ao se mostrar um ser superior, mesmo sendo uma bitch por dentro. Se isso não for um samba que Shonda Rhimes faz toda semana na cara da sociedade, não sei o que é. Ver uma Meredith viúva lutando para colar os caquinhos que sobraram e reconstruir sua vida sem sua alma gêmea foi um samba na minha cara que tenho até vergonha de contar meus dramas pessoais, afinal, quem sou eu perto de Meredith Grey, ou qualquer sobrevivente do Grey Sloan Memorial Hospital? (Por Gabriella Siggia)

 

E aí, curtiu este samba?

Qual série dos últimos tempos você considera sambista? Deixe nos comentários e bom fim de carnaval!! o/

Equipe Mix

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Perfil criado para realizar postagens produzidas pela equipe do Mix de Séries.

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