Top Mix: Séries excelentes com pilotos ruins

só que não
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…só que não!

 

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Olá! Começando mais um Top Mix polêmico. E desta vez, já venho alertar antecipadamente que as opiniões aqui expressas são exclusivas de cada colaborador que opinou, e que esta deve ser respeitada, mesmo que você não concorde. O espaço dos comentários está aberto para você exprimir a sua opinião também. O top de hoje vem tratar daquelas séries ótimas, mas que tiveram um piloto não tão ótimo assim. Não que o primeiro episódio foi de fato ruim, mas ficou aquém ao restante da série e deixou a desejar. Parece que a série é tão boa que merecia um piloto melhor. E foi usando este critério que a ordem do top foi estabelecida. Quanto mais reconhecida a série, mais próximo do primeiro lugar ela ficou, que não necessariamente quer dizer que foi o pior piloto. Acredito que ruim mesmo não foi nenhum, mas todos aqui listados decepcionaram em algum ponto. A menção honrosa vai para uma série que teve não só um piloto fraco, mas uma temporada inteira, na opinião da nossa colaboradora. Mas enfim, é bom reparar os pilotos das nossas queridinhas para vermos como a série evoluiu ao longo dos anos. É impressionante o crescimento da série (ainda bem!). Pensando nisso também, é bom que serve de alerta para quem nunca assistiu, não desistir assim de cara. Persista, que vale a pena!

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Então, aqueça os motores, chame o piloto e vamos embarcar no Top Mix das séries excelente com pilotos ruins! Vem comigo!

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(Por Paula Reis)

 

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10) The Wire

The Wire é um clássico moderno. Cultuada pela crítica e pela grande maioria que a conhece, uma das séries precursoras da HBO acabou impecável, mas começou morna. Não entenda mal: o piloto de The Wire é excelente, mas a primeira hora da série trazia um problema comum em diversas premieres: a história que parece não ter um início definido, mas que começa pela metade. Não chega a ser um problema tão grande, mas a impressão que fica ao término do primeiro capítulo de A Escuta, como é conhecida no Brasil, é que o episódio era apenas mais um dentro de uma temporada já estabelecida. Não há a sensação de que aquela é a estreia de uma nova história. Como dito, isso não chega a ser um problema tão grande, mas afeta a conexão do espectador com a trama, já que não há a construção gradativa da trama, com apresentação linear de fatos e personagens. Com a história que já começa delineada, o espectador deve correr atrás da trama para então entrar no ritmo e criar um elo com os personagens e com a série como um todo. Passada a pequena correria, The Wire conquista e torna-se inesquecível, imbatível no coração dos fãs. (Por Matheus Pereira)

 

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9) Pretty Little Liars

Bom, o piloto de uma das séries teens  favoritas do Twitter (ela chegou a ser a mais tweetada durantes as finales da 2ª, 3ª e 4ª temporada) teve um início que pode ser definido como fraco. O problema do piloto da série teen é o elenco principal – que na época não estavam no mesmo nível – um exemplo disso são as atrizes Shay Mitchell e Troian Bellissario. A primeira impressão que temos é que as atrizes são um pouco velhas para o papel de adolescentes, mas a partir da segunda metade da primeira temporada, já é mais fácil de engolir a atuação de ambas. Enquanto temos a atuação fraquíssima de Ashley Benson, que em comparação com as demais, ela conseguiu ter mais o feeling para ser a Hanna, enquanto a doce e Lucy Hale foi mais ou menos.  Em geral, as quatro protagonistas deixaram a desejar nos pontos citados; umas parecendo mais velhas para ser adolescentes e outras tendo atuações de médio para nível baixo. Assim, o piloto acaba ficando aquém do restante da série. (Por Paulo Henrique)

 

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8) Mom

Quando Mom estreou ano passado na CBS, várias pessoas – incluindo eu – não curtiram muito a premissa da série. A primeira cena já mostra a protagonista chorando e mostrando o quão vulnerável ela é. A apresentação da mãe (interpretada pela Rainha Allison Janey) acabou mostrando que tudo que há de ruim na Christy, ela herdou da mãe, e consequentemente, passou para a sua filha, Violet. O ex-marido dela também se mostrou como apenas mais um pé-rapado que não tem onde cair morto. E não vamos nos esquecer do chefe dela, mais um cara que trai sua esposa. Realmente, a série veio com tudo quanto é defeito, mas acabei deixando ela na minha grade, e à medida que os episódios iam passando, era possível ver o quanto Mom crescia e amadurecia. Os problemas de bebida agora passaram a ter motivos para acontecer, a Christy acabou conhecendo alguém importante do seu passado, Bonnie deixou de ser tão amargurada. E se compararmos os personagens da primeira temporada com os da segunda, sinceramente, eu não vejo mais nenhuma semelhança, visto que agora todos eles viraram gente (menos a Violet. Essa é insuportável mesmo). (Por Walter Hugo)

 

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7) The 100

Não que o piloto de The 100 seja ruim, longe disso, mas quem está acompanhando ela nessa segunda temporada sabe que a série não deu nem uma nem duas voltas, ela percorreu uma pista de fórmula 1 inteira! Posso estar tendo um ataque fanboy aqui, porém a qualidade que The 100 apresentou de uns certos episódios da primeira temporada até o final de sua segunda foi incrivelmente impecável. Eles mataram personagens que a gente odeia, os que a gente ama, os inúteis, os importantes, trouxeram novos vilões, novos mocinhos, novos figurantes, novas ideias, bombas, tiros, explosões, torturas, desgraças, o pessoal realmente estava comendo o pão que o diabo amassou. E toda aquela ideia apresentada por eles de alianças em uma guerra e as histórias por trás da mesma é algo para se ter orgulho. Muitos mimizentos passarão direto pelo meu parágrafo só de ver que a série é da CW, e tudo o que eu tenho a lhes dizer é: I don’t care. I love it! Vamos erguer as mãos e torcer para que The 100 continue com essa qualidade imensa na terceira temporada e rezar para que Octavia, Bellamy e Jasper não morram na season finale. (Por Walter Hugo)

 

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6) Scandal

Scandal é um típico drama de Shonda Rhimes que usa do caricato para ser marcante. Entretanto, o episódio piloto (e talvez a primeira temporada da série) queria ser muito boa e acabou por se tornar bem clichê. Nós amamos Scandal, e sabemos o quanto ela é empolgante. Mas se tem algo que incomoda na série é o episódio piloto. Olivia Pope está certa demais, e tudo resume a sua intuição. Chega a ser chato, o quão babam ovo dela, e o quanto ela é fodona a ponto de saber tudo sem exitar. Algo um pouco desnecessário, pois com o texto certo, a personagem poderia já se firmar, sem ser caricata. O caso do piloto, envolvendo homossexualismo é até bem conduzido, mas os gladiadores de Olivia ainda estavam meio perdidos em cena, frente a todo o estrelismo da protagonista. Ainda bem que isso foi sendo corrigido ao longo do tempo, e Scandal acabou se firmando como uma das grandes séries de Shonda Rhimes. (Por Anderson Narciso)

 

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5) Chicago P.D.

Na época que vi o piloto daria uma nota 8 para ele. Mas diante do quanto Chicago P.D. cresceu nessas míseras duas temporadas, é assombroso, o piloto agora vale 5, sendo generosa! Dick Wolf resolveu voltar a sua zona de conforto Law & Order e acertou em cheio. Chicago Fire foi a maratona mais fácil que fiz, episódios de qualidade, mas o enredo já está falhando em alguns pontos, melhorando nesses últimos episódios. Mas Chicago P.D., caramba, está em um ritmo desde a estréia da season 2 que não está fácil de acompanhar sem ficar com o coração na mão. E se vocês pensam que a estrela da série é Sophia Bush, muito se enganam, quem brilha acima das outras humildes estrelas é Marina Squerciati, Burgess na série, confiram como ela está incrível! Agora fica fácil falar do piloto, um caso morno, só para introduzir e começar a desenhar o caráter dos lindos pertencentes ao Distrito 21, liderado pelo Hank Voigh, que é fodão, corrupto e fodão novamente. Só eu acho ele hot?! Patrick Flueger que faz o Rusek, também me desperta um instinto animal! Só para finalizar, a série ganhou suspense e até uma pitada de comédia e romance agora. Chicago Med está chegando e espero falar bem dela aqui no Mix também. (Por Caroline Marques)

 

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4) How To Get Away With Murder

Não é que o piloto seja ruim, mas ele é muito confuso. Para quem não conhece, How To Get Away With Murder conta a história de uma professora de Direito Penal que ensina seus alunos a cerca da defesa de um réu acusado de homicídio. Ela também é advogada e recruta alguns alunos para estagiar em seu escritório. Só que em paralelo corre uma outra história, de um assassinato que envolve a professora e seus alunos. Só que todas estas informações no piloto são demais. Fora que a série adora um flashback. Eu, particularmente, gosto muito, acho que ajuda a entender a história, só que no piloto de Murder colocaram tantos flashbacks que tem hora que não dava para saber qual era o presente. Acredito que isso ocorreu porque não tínhamos familiaridade com a história e nem com os personagens. Ou seja, não deu para entender nada. Sorte que eu fui ver o segundo episódio para entender e tudo ficou mais claro. A série é sensacional e para mim foi a melhor estreia da Fall Season. Shonda arrasou como sempre com seus plots twists! Só o piloto que poderia ser menos confuso para que ninguém desista de início e fique com a má impressão. (Por Paula Reis)

 

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3) Breaking Bad

O piloto de Breaking Bad é bem chato. Na verdade, a primeira temporada inteira é bem chata. Confesso que passei mais ou menos um ano para poder sair dos 10 minutos iniciais. A princípio, a história do Walter White não me prendeu de jeito nenhum, muito menos um cara de idade no meio do deserto, de cueca, apontando uma arma para a câmera. Acho que nem mesmo a vida do Walter White e dos que o cercavam não era interessante, ao ponto de deixar o episódio piloto mais entediante que eles. Skyler e Jesse não chamaram a minha atenção… Parecia um daqueles clichês, onde o cara era um fracassado e a vida era pacata demais porque ele escolheu por isso. Ainda bem que essa impressão ficou apenas no piloto e, mesmo depois e um ano, eu consegui passar do primeiro episódio e não me arrepender. Se você pretende um dia assistir Breaking Bad, assista logo sabendo que o piloto e a primeira temporada não são medidores do quão boa essa série é! Vale a pena cada minuto empregado nos episódios seguintes.  (Por Luana Andrade)

 

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2) Seinfeld

O piloto da então The Seinfeld Chronicles foi concebido como uma junção de apresentações de stand-up com situações do dia-a-dia. A intenção era ser mundana, tratar de pessoas normais, mas embora a intenção fosse boa, a ideia não convenceu aos executivos da NBC e tampouco ao público. A série recebeu uma chance de ir ao ar por ser considerada diferente e talvez promissora, mas ainda tinha alguma coisa faltando. O piloto foi pobre, desinteressante, não mostrou exatamente a que veio e, apesar de não ser de todo ruim, era completamente esquecível. O resultado foi tão parco que foram encomendados apenas outros quatro episódios para compor a primeira temporada e esses foram ao ar quase um ano depois da exibição do piloto. Ou seja, por muito pouco a série não ficou só naquele episódio, mas parece que algum visionário enxergou certo potencial ali e quis forçar um pouco mais, mesmo que os números e a opinião da maioria das pessoas que assistiu tornasse improvável qualquer sucesso. Nesse hiato entre o piloto e o segundo episódio foram feitas algumas exigências por parte da emissora e uma delas foi que acrescentassem uma mulher ao grupo. Daí surgiu Julia Louie-Dreyfus e a icônica Elaine Benes, resultando em um resto de temporada um pouco melhor e daí para frente um dos maiores fenômenos da televisão. Mas se dependesse do piloto fraquíssimo, a “série sobre nada” seria só isso mesmo: nada. Então tanto Jerry Seinfeld e Larry David quanto a própria NBC (e nós!) devem ser eternamente gratos à quem quer que tenha forçado a barra para que a comédia fosse adiante. (Por Tainara Hijaz)

 

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1) Friends

Friends é até hoje um ícone da TV. Indiscutivelmente, uma das melhores séries de comédia já apresentada para o público, esteve no ar entre 1994 e 2004 e por dez temporadas conseguimos entrar a fundo na vida destes seis amigos a ponto de sentirmos parte do grupo. Entretanto, se você assistir de novo ao episódio piloto, verá que a série de primeira não agrada tanto assim. Talvez seja porque, se você analisar a obra como um todo, pode acabar encontrando defeitos, mas no primeiro episódio de Friends, as coisas não fluem como deveriam. Talvez pelo grupo ainda recém formado não ter tido tempo de encontrar a química perfeita, muitos diálogos parecem superficiais, algo que passa longe do roteiro de Friends. Chandler por exemplo ainda se encontra meio gelado no seu sarcarmos, e Joey exagerava demais com alguns trejeitos que com o tempo foram sendo concertados. Phoebe e Monica se encontram bem no episódio, talvez Monica seja a que mais se manteve fiel ao personagem, talvez por ter encontrado o tom desde o piloto. Temos também uma Rachel que deixa o noivo no altar, e uma Jennifer Aniston nervosa em algumas falas, e Ross, que era bem desajeitado, ainda não tinha despertado a química com Rachel que o público torceria ao longo dos anos. Entretanto, essas falhas foram sendo absorvidas durante a primeira temporada, e pode-se dizer que ao passar dos episódios, a série já encontra seu tom. (Por Anderson Narciso)

 

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Menção honrosa: The Office (US)

O piloto de The Office é tão fraco que eu tive que tentar quatro vezes, com um bom espaço de tempo entre as tentativas, antes de conseguir passar dele. Graças a minha insistência eu não perdi a oportunidade de assistir à série que acabou se tornando um dos maiores feitos cômicos da televisão. Não sei apontar exatamente o que me desagradou ali, só sei que os vinte minutos pareceram sessenta. O piloto passa longe de fazer justiça a tudo que a série representa. E sempre que eu vou indicá-la a alguém, eu insisto para que façam um esforço para ir além do primeiro episódio e da primeira temporada, cujos outros cinco episódios compartilham a mediocridade desse. Mas o que a princípio era tedioso, se tornou uma das séries que eu mais pretendo passar a vida revendo. Infelizmente, a perda da parte essencial do sucesso da série acabou tornando as temporadas finais também muito aquém das anteriores a ela e posteriores à primeira, mas ainda assim é muito mais do que o piloto expôs. Provavelmente, o problema da primeira temporada é o fato de não sair do escritório, tornando tudo muito maçante, ainda que por vezes engraçado. Mais um caso em que devemos agradecer a quem quer que insistiu para que a série prosseguisse, porque se fosse depender apenas da qualidade e repercussão do seu piloto, nunca teríamos o prazer de conhecer a versão americana de Michael Scott, Dwight Schrute, Jim Halpert e todo os outros personagens. (Por Tainara Hijaz)

E aí, concorda? Qual piloto você também acha que deixa a desejar? Deixe nos comentários.