A série Tremembé, do Prime Video, reacendeu o interesse por alguns dos crimes mais marcantes do Brasil — e entre os nomes retratados está Anna Carolina Jatobá, condenada junto de Alexandre Nardoni pela morte da menina Isabella Nardoni, em 2008.
Na produção, ela aparece ao lado de outras figuras conhecidas do chamado “presídio dos famosos”, como Suzane von Richthofen e Elize Matsunaga, mas fora da ficção, a vida de Anna Carolina seguiu um rumo completamente diferente.
Onde está Anna Carolina Jatobá hoje
De acordo com a CNN Brasil, publicada em dezembro de 2024, Anna Carolina Jatobá cumpre pena em regime aberto desde junho de 2023, após passar 15 anos presa. O regime aberto permite que o condenado trabalhe ou estude durante o dia, com a obrigação de se recolher em casa à noite e nos fins de semana.
Desde que deixou a penitenciária, Anna passou a viver no apartamento de Antônio Nardoni, pai de Alexandre, na zona norte de São Paulo. Em março de 2024, ela foi autorizada pela Justiça a ser madrinha de casamento ao lado de Alexandre, com quem foi vista de mãos dadas na cerimônia.
Poucos meses depois, os dois foram vistos novamente juntos em São Paulo, em agosto, fazendo compras no bairro de Santana — um sinal de que o casal pode ter retomado o relacionamento, mesmo após uma separação temporária em 2023.

As autorizações judiciais e a vida fora da prisão
A CNN também revelou que Anna Carolina obteve autorização judicial para passar as férias de fim de ano em um condomínio de luxo no Guarujá, no litoral paulista, o mesmo onde Alexandre Nardoni foi autorizado a ficar entre dezembro de 2024 e fevereiro de 2025.
O pedido, segundo a defesa, tinha como objetivo aproximar Anna dos filhos, que cresceram longe da mãe desde o crime de 2008. Apesar da oposição do Ministério Público de São Paulo, a Justiça considerou que o pedido estava de acordo com os princípios de ressocialização previstos na Lei de Execução Penal, permitindo que ela passasse 30 dias com a família, entre 19 de dezembro e 18 de janeiro.
Durante o período, ela precisou seguir regras como não frequentar bares ou casas de jogo, comprovar os deslocamentos e respeitar horários de recolhimento.
O crime que chocou o país
Anna Carolina Jatobá foi condenada a 26 anos e 8 meses de prisão pelo assassinato de Isabella Nardoni, de 5 anos. A menina foi jogada do sexto andar do prédio onde morava o pai, Alexandre, na zona norte de São Paulo, em março de 2008.
A investigação apontou que Isabella foi agredida, esganada e asfixiada pela madrasta, e que Alexandre teria cortado a tela de proteção da janela antes de lançá-la do apartamento. O caso mobilizou o país e resultou na prisão do casal em 2008.
Durante o processo, a defesa de Anna foi custeada pela família Nardoni, e ela manteve o relacionamento com Alexandre enquanto ambos cumpriam pena em presídios diferentes. No entanto, ao sair da prisão, Anna retirou o sobrenome Nardoni e voltou a usar o nome de solteira: Anna Carolina Trota Jatobá.

A vida atual de Anna
Desde a progressão para o regime aberto, Anna tem mantido uma rotina discreta. Foi vista mergulhando na praia do Guarujá, acompanhando a formatura do filho mais velho na zona leste de São Paulo e circulando livremente pela capital.
Ela continua sob vigilância da Vara de Execuções Criminais e precisa de autorização judicial para qualquer mudança de endereço ou viagem, incluindo deslocamentos fora da cidade.
A presença de Anna em Tremembé
Na série do Prime Video, Anna Carolina Jatobá é interpretada por Bianca Comparato, e aparece ao lado de Suzane von Richthofen (Marina Ruy Barbosa) e Elize Matsunaga (Carol Garcia). A produção explora a convivência dessas mulheres dentro da penitenciária de Tremembé e como suas histórias se cruzaram sob vigilância constante e intensa exposição pública.
A série, inspirada em livros-reportagens de Ullisses Campbell, mistura fatos reais e dramatização, mantendo o foco na convivência entre as presas e na dinâmica de poder e vulnerabilidade dentro do presídio.
Um nome que ainda desperta atenção
Mais de 17 anos após o crime, Anna Carolina Jatobá segue em liberdade condicional, sob as restrições legais do regime aberto. Sua aparição indireta em Tremembé reacendeu o interesse do público sobre sua trajetória — de uma das mulheres mais odiadas do Brasil a uma figura silenciosa, que tenta reconstruir a vida longe dos holofotes.
Fonte:
– CNN Brasil, reportagem “Condenados pela morte da menina Isabela Nardoni vão passar o Réveillon juntos no Guarujá”, publicada em dezembro de 2024.