Tremembé estreou na Prime Video e deixou a dúvida: o que aconteceu com Roger Abdelmassih? O ex-médico de 81 anos continua cumprindo pena na Penitenciária de Tremembé, no interior de São Paulo, após ser condenado por estuprar 37 pacientes em sua clínica de fertilização.
Mesmo com uma série de pedidos de prisão domiciliar baseados em seu delicado estado de saúde, a Justiça brasileira tem reiteradamente negado a libertação do ex-médico, mantendo-o atrás das grades até o momento.
Condenação e fuga internacional
Abdelmassih foi condenado em 2014 a 278 anos de prisão, pena posteriormente reduzida para 181 anos. As investigações apontaram um padrão de abusos cometidos contra mulheres sedadas durante procedimentos médicos em sua clínica na Avenida Brasil, em São Paulo. As vítimas, que buscavam tratamento para engravidar, foram violentadas enquanto estavam inconscientes.
Após a denúncia em 2009, o ex-médico chegou a responder em liberdade, mas fugiu do país em 2011, vivendo por três anos no Paraguai com a esposa, Larissa Sacco. Foi capturado em 2014, deportado para o Brasil e levado à penitenciária de Tremembé, onde cumpre pena desde então.
Pedidos de liberdade e estado de saúde

Nos últimos anos, Abdelmassih tem alegado problemas cardíacos e outras complicações clínicas, pedindo para cumprir o restante da pena em casa. Relatórios médicos citam doenças como miocardiopatia dilatada e hipertensão pulmonar.
No entanto, perícias oficiais indicam que seu quadro é estável e que ele recebe acompanhamento adequado dentro do presídio. Por isso, juízes de diferentes instâncias, incluindo o Superior Tribunal de Justiça, têm rejeitado os pedidos de “prisão domiciliar humanitária”.
O retrato de Abdelmassih em Tremembé
A série Tremembé, do Prime Video, revive os bastidores do presídio que abriga alguns dos criminosos mais conhecidos do país, entre eles Roger Abdelmassih. A produção o retrata como uma figura fria, manipuladora e consciente da gravidade dos seus atos, ressaltando a crueldade e a frieza com que agia diante das vítimas.
Enquanto na ficção o personagem serve como símbolo do poder e da impunidade que marcaram o caso, na vida real Abdelmassih segue preso — e, segundo as autoridades, ainda longe de qualquer chance de liberdade. Sua pena vai até 2047, quando ele teria 104 anos de idade.