Em uma recente entrevista ao programa Domingo Espetacular, da Record, Sandra Regina “Sandrão” Ruiz Gomes, interpretada na série Tremembé pela atriz Letícia Rodrigues, fez duras críticas à adaptação de sua história para a ficção do Prime Video. Sandrão acusa a produção de deturpar vários aspectos de sua vida dentro da penitenciária de Tremembé.
Ficção e realidade: o que foi distorcido
Entre as principais reclamações, Sandrão nega que tenha sido líder do presídio, afirmando que essa parte da trama é completamente inventada. Ela alega que sua intenção foi transformada na série para “desenhar uma pessoa pior” do que Suzane von Richthofen, com quem supostamente mantinha uma relação íntima no cárcere.
Além disso, Sandrão desmente cenas em que aparece ferida por um tiro: segundo ela, nunca sofreu disparo, e as marcas mostradas não são reais.
A “gaiola do amor” e conflitos inexistentes

A ex-detenta de Tremembé também refuta a existência da chamada “gaiola do amor”, retratada como um espaço reservado para casais homoafetivos na prisão. Ela explica que, na realidade, os relacionamentos eram informais: cada detento tinha sua cama, mas após apagar a luz, podia-se fechar a cortina e dormir junto — sem “coisas explícitas” em público, como mostrado na série.
Sobre um presente de Gugu Liberato, que supostamente gerou tensão entre Sandrão e Suzane, Sandra afirma que nunca houve briga real. “Eu falei para ela: ‘vou vender porque preciso de dinheiro’”, disse ela, confirmando que Suzane nunca retornou para retirar o objeto.
Sandra hoje e sua trajetória real
Condenada em 2003 a 27 anos de prisão por envolvimento em sequestro e assassinato, Sandrão agora se posiciona contra a forma como sua história foi dramatizada. Em sua defesa, ela reforça que muitos momentos essenciais mostrados em Tremembé são criações para o entretenimento, não reflexos exatos de sua vida. A entrevista reacende o debate sobre os limites entre adaptação dramática e responsabilidade factual em produções inspiradas em histórias reais.