True Blood – 07×03/04 – Fire in the Hole/The Death Is Not the End

 

O terceiro episódio de True Blood serviu, basicamente, para mostrar Sookie como uma das personagens mais tolas da televisão e tirar do caminho um importante personagem (e não preciso dizer que este texto possui inúmeros spoilers sobre os últimos episódios da série). Alcide morreu de repente, sem mais nem menos. As mortes desta temporada, aliás, são ridículas. A morte de Tara no primeiro episódio parecia pegadinha da produção, mas foi provado nos episódios seguintes que ela realmente havia falecido. Por que não dar um fim melhor a uma personagem tão importante dentro da trama? É claro que ela já não funcionava dentro da mitologia de True Blood há muito tempo, mas ainda assim merecia uma despedida mais digna. Alcide foi outro personagem central a abandonar a história de maneira abrupta. É um ponto positivo de qualquer história não ficar chorando em volta de um personagem. Morreu? Bola pra frente. O problema é que, na última temporada, os personagens mereciam ser tratados com um pouquinho mais de respeito.

Mas passado este problema – e o fraco episódio -, eis que True Blood apresenta o melhor episódio da temporada e um dos melhores desde o longínquo segundo ano. O quarto capítulo, The Death is Not the End, é daqueles que definem uma temporada, acertam caminhos e colocam tudo sob uma nova perspectiva. Fica evidente, por exemplo, que Alcide morreu simplesmente para livrar o caminho e permitir que Sookie fique entre Bill e Eric novamente (e a reaproximação da fada com Eric e o fato de Bill provar a todo momento que é um sujeito melhor são provas disso). É um episódio para amarrar algumas pontas e caminhar de uma vez por todas para o fim. Hoyt aparece em uma pequena cena basicamente para dar um encerramento para os fãs (acho difícil que retorne para mais alguma participação), assim como Terry, em uma constrangedora visão do além; Eric retorna a Shreveport (e ao Fangtasia) e no caminho relembra, ao lado de Pam, sua história. É um episódio nostálgico, típico de temporada final, feito para relembrar os bons tempos, contar mais um pouco sobre os personagens e rumar para o fim. Faltava à série, até então, esse sentimento de finalização. Depois do quarto episódio, porém, as esperanças de um final satisfatório se fortalecem.

O que se viu no último episódio foi uma True Blood evitando os exageros que a caracterizaram por todos esses anos. As mortes mirabolantes e o exagero de sangue e vísceras permanecem, mas a ação parece mais contida. Toda a tensão envolvendo os momentos que antecedem o resgate é bem empregada e o clímax já pode ser considerado o melhor momento da atual temporada. Sookie, pela primeira vez em bastante tempo, se mostra uma personagem forte e importante dentro da história. Ela ajuda no mínimo três diferentes personagens em três diferentes situações com conselhos e revelações. É bem verdade que toda essa reafirmação é um tanto forçada, com Sookie dizendo mais de uma vez que é uma mulher forte, que os homens são fracos e tolos e que ela é independente. Minutos depois a vemos recorrendo a Bill e Eric para ajudá-la. De qualquer forma, The Death Is Not the End poderia se encaixar muito bem como um penúltimo episódio da série, ou então como season finale. Todos os personagens importantes se reúnem e tudo converge em um único lugar.

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True Blood parece estar encontrando um bom meio termo para sua reta final, um equilíbrio que deveria estar presente em toda a longa trajetória da série. Era assim, como visto no quarto episódio, que True Blood costumava ser. Ágil, esperta, envolvente, bem conduzida. É verdade que as coisas ficaram feias no meio do caminho, mas espero, realmente, que os bons resultados não sejam apenas uma fase, mas algo que siga até o fim.

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Matheus Pereira

Matheus Pereira

Gaúcho, estudante de jornalismo e viciado em séries. Tem séries pra assistir de mais e tempo de menos. Séries favoritas? Six Feet Under e Breaking Bad.

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