True Detective – 2×01 – The Western Book of the Dead

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Imagem: Arquivo pessoal

 

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A grande pergunta deste episódio foi: quando é que a história dessa turma se interligaria? Bem cruel soltar a sacada desta nova temporada de True Detective nos minutos finais, já que o mistério da season anterior foi dado na caruda.

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Ray Velcoro nos deu as boas-vindas. O detetive com várias facetas, cujo maior perrengue da vida foi o que aconteceu com a esposa – um fator que o interligou ao Frank, em um único retrocesso. Mesmo detentor de um distintivo, ficou evidente que o personagem não sabe o que quer da vida. Ele não atua dentro da lei, não liga de trabalhar em um departamento de polícia corrupto, é um péssimo pai e é autodestrutivo. Como levá-lo a sério? Difícil, né?

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Foi impossível não rir dos surtos de Velcoro, não só por ser Colin Farrell. A melhor cena do personagem foi brigar com o pai diante da criança, o que acredito ter adiantado um pouco do tipo de energia que ele trará para esta temporada. E que temperamento difícil! Uma completa montanha-russa emocional, como todos os personagens mostraram ser, justamente por não ter virado a página sobre a esposa.

Será que o criminoso ganhará atenção? É algo a se pensar, já que True Detective engata dois arcos quando menos esperamos. Vai que há ligação com Caspere?

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Quem roubou a cena efetivamente foi Rachel McAdams. Quando soube da escalação da atriz, achei que a nova personagem seria dócil (como todas da carreira dela, salvo Regina George). Houve o desvio do rótulo romantizado com louvor! A detetive deve ter muita história para contar, pensando no seu passado atípico.

Só fiquei meio assim sobre a personalidade crítica e a postura defensiva dela terem a ver com a desconfiança do sexo oposto. Contudo, acho que McAdams trará muita energia nesta season.

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Este episódio focou na dramatização dos personagens e, de certa forma, conseguiu ser envolvente por se tratar de uma novidade. Foi dado o bastante sobre todos, dentro de um mesmo ritmo, criando diferentes arcos de apresentação em meio ao suposto vazio inicial da trama. A atmosfera obscura realçou os sentimentos de cada um, deixando reticências no ar. Tudo muito carregado.

Por terem segurado o X da questão, a trama ficou bem esparsa. Não sei se isso já é um ponto de preocupação, pois, considerando a season um, a história só teve dois nortes (e o início foi bem redondinho). Agora, há três (quatro com Frank), mais os secundários. Muitas pessoas para uma narrativa. Vamos aguardar!

Um ponto de diferença foi a história nos apresentar os novatos na ação, algo que na anterior transcorreu conforme a narrativa paralela dos detetives. O destaque ao novo elenco foi muito boa, justamente por assistirmos a um episódio que não perdeu o caráter de piloto. Tudo por causa da repaginação.

Óbvio que a monotonia típica da série permaneceu firme e forte, testando a nossa paciência, mas funcionou. Acredito que a ação valerá como compasso da trama, mais que o diz que me disse da temporada passada. Será um duelo de personalidades e de egos… Estou bem curiosa!

A pegada, por vezes, cômica foi bem legal também, pois deu uma aliviada na entonação melancólica. Deu para sentir que há muito dark side envolvido nesta temporada, e quero ver como isso influenciará na hora de abrir vários vieses nessa investigação que rebate apenas em Frank e Velcoro.

Agora, quem diria que o senhor tombado dentro do carro seria a incógnita da vez, né? Ele estava o tempo todo ali, fingindo que não existia, até se transformar no big thing. Como será que essa morte influenciará na investigação? E, claro, na vida de Frank?

E como esse grupo norteará um caso aparentemente muito sério? Um detetive corrupto, uma detetive de cidade pequena, um policial de rodovia… É, acho que não será fácil!