True Detective – 2×03 – Maybe Tomorrow

true detective season 2
True-Detective-2x03
Imagem: Arquivo pessoal

 

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Imaginem o quanto foi difícil escrever a resenha do 2×02, sendo que eu estava ciente de que Velcoro estava vivo. Por isso, nem me dei ao luxo de celebrar tanto a suposta ida do Farrell. Chateada!

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O susto da semana passada foi tão impactante que me preparei psicologicamente para um Swan Song do Velcoro. Fui trouxa também, gente. O que lamento é que a “morte” do personagem parecia ser o big thing do episódio, o começo de uma erupção na trama, mas tudo amornou rapidinho.

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Este episódio marcou uma característica que já pode ser considerada a assinatura de True Detective – o arrastar do início da investigação. É o que chamo de teste de resistência. O mesmo ritmo abateu a season 1 e a história só engatou no 1×04. Que isso se repita, pois achei esse mais torturante e eterno em comparação ao 1×03.

Apesar disso, os episódios continuam sólidos. Ainda defendo a bandeira de que esta temporada é sobre os personagens e não sobre a conspiração. Vejam bem, o que tem sido dado sobre Caspere até aqui não animou. Tem sido cômico, embora detalhado, mas não intrigante. Ao menos, não até agora.

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O que foi trabalhado esta semana foi o efeito do susto em Velcoro. Mais a reação que a consequência. A quase morte fez o personagem refletir sobre quem se tornou. Um detalhe que rebateu no discurso da esposa que frisou a necessidade dele voltar a ser um alguém decente. Prático e funcional, já que o detetive é alvo por abraçar um sistema corrupto.

A tal “morte” só fez Velcoro pensar na vida, no que anda fazendo e, quem sabe, no que pode melhorar. Um remanejar que penso ser possível, já que True Detective realça as falhas dos personagens e como elas acarretam consequências no âmbito pessoal. Já no profissional, Ray está paranoico sobre Frank, ao ponto de cogitar a anulação da parceria.

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Uma parceria que precisa se deteriorar. Só assim para Frank pertencer efetivamente a história, algo que não tem acontecido. O que foi a cena da lutinha, gente? Shame demais! Essa criança agora é o foco principal dessa tal conspiração e, sinceramente, não boto fé também não. O personagem já chegou a um nível caricato. E essa briguinha foi a gota d’água. Até Velcoro anda tendo mais brilho que esse cidadão.

A história deu um passo mais largo e, como venho dizendo desde o início, Ani será a causadora da temporada. Ela domina o jogo e será atormentada por isso. Afinal, a detetive tem também como meta fuzilar o departamento corrupto de Velcoro (com ele junto). Um departamento que já a marcou, tendo Ray como bode expiatório para desviar as atenções.

O que me preocupa agora é que há uma certa dependência em cliffhangers para segurar o interesse. A investigação está muito tranquila. Mesmo que o foco seja nos personagens, começo a ficar preocupada com o norte dessa conspiração, especialmente por ter Frank como causa principal. Se ele não me convence, quem dirá o caso?

Espero que a tensão aumente semana que vem.

PS: Cadê essa Tasha, meu Deus!?

PS²: Será que o Paul é gay, gente? Deu para captar muitas coisas nas entrelinhas.