True Detective – 2×05 – Other Lives

Imagem: Arquivo Pessoal

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Imagem: Arquivo Pessoal/Stefs Lima

 

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Nada como um pós-tiroteio para a trama ficar de ponta cabeça. Os resultados dos últimos acontecimentos se apresentaram 66 dias depois, período em que cada personagem engatou uma repaginada na carreira e na vida.

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O mais interessante disso foi vê-los humanizados, com problemas e angústias pessoais nada a ver com resquícios do embate contra os mexicanos – um evidente flop. Um flop que deu fim a investigação da morte de Caspere… Só que não!

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Este episódio foi redondinho. Todas as pontas esquecidas lá no começo da temporada foram resgatadas, organizadas e redirecionadas. A trama sofreu um reboot, onde a conclusão não era bem uma conclusão, rendendo um breve sopro de alívio com a separação dos personagens. Nada como dar a eles uma dose de falsa normalidade até a reunião.

O distanciamento do trio rendeu mais um fragmento envolvente dessa conspiração, incitando a ânsia pelo momento em que todos se reencontrariam e botariam a mão na massa – como no 2×01. Muitas lacunas foram abertas até isso acontecer e ainda bem que Ani existe, a responsável pelo comeback.

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Enquanto Ani reacendia a investigação, Frank e Velcoro assumiram o ponto de atrito. Estou ansiosa para ver os resultados, pois essas criaturas estão imersas na mesma missão: encontrar os filmes de Caspere. Um insight genial que respaldou a importância do estúdio citado lá no 2×03. Secretamente, esses personagens correrão à procura de algo em comum, com motivações diferentes, derretendo uma aliança que já nem tem mais motivos para continuar – até o estuprador ganhou uma resolução.

Os 66 dias fizeram muito bem ao Velcoro. Uma humanização pertinente para o contexto que a trama se encontra, de vai ou racha. A passagem de tempo mostrou o quanto ele levou a dedo o conselho da ex-esposa de ser uma pessoa melhor. Posso não gostar do Farrell, mas é inegável o quanto ele tem sangrado na pele de Ray, transitando perfeitamente em vários momentos emocionais do seu personagem, sem abalar a caracterização. Quem diria, hein?

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Em contrapartida, Frank já nem é mais interessante e está chatíssimo de assistir. Se a tentativa é humanizá-lo antes da treta final, esqueçam, porque ele se tornou um belo pé no saco. Isso inclui a esposa. Ele não evoluiu em cinco episódios e começo a crer que nem evoluirá. Tá autorizado cancelá-lo! Tudo bem que sinto que o picareta encontrará os filmes primeiro, pois é bem a cara de True Detective criar um duelo entre parceiros.

Voltando para Ani, ela continua a ser a força da trama. A personagem zerou a história, mostrando que certos segredos podem encontrar uma resolução em detalhes que parecem desimportantes. A policial amarrou as evidências ignoradas: diamantes, mulheres, casa-cativeiro de Caspere, pessoas influentes. Tudo com o auxílio de Paul e de Frank, firmando uma treta impulsionada por conflito de interesses que visam apenas lucro.

A policial abriu um viés que culminará no fim da temporada. Até Thena foi inclusa, algo que cogitei na semana passada, aumentando o risco de vida de Ani. Mal posso esperar para ver todos em campo. As coisas começam a se encaixar e estou enlouquecida para saber como tudo terminará.